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Ao seu legítimo dono

O jurista Joaquim Falcão da Fundação Getúlio Vargas, na sua coluna semanal no jornal O Globo, edição da última terça-feira, faz uma interessante digressão sobre o momento atual do judiciário brasileiro, que tem como título: E a cocaína? 

Ele relata uma história lhe contada por um ex-ministro do STF, onde ele Joaquim Falcão acredita que esse relato pode jogar um pouco de luz sobre a Lava-Jato.

“O Supremo julgava um traficante de drogas. Preso com 30 ou mais quilos de cocaína. Não lembro bem. Uma enormidade. Na apreensão, uma autoridade teria cometido ato duvidoso diante da lei. A defesa argumentou ofensa ao princípio do devido processo legal. Donde, in dubio pro reo. O debate no Supremo caminhava rotineiramente para a soltura e absolvição do traficante preso. Quando, surpresa, um ministro perguntou a seus colegas: E a cocaína? O que fazemos com os mais de 30 quilos apreendidos? Se não houve crime, há que se devolvê-la a seu legítimo dono. O Estado não poderia confiscá-la com base em eventual equívoco processual da autoridade coatora. Pelo menos naquele processo e por aquele motivo. A analogia é inevitável, assegura Joaquim Falcão. O que fazer com a corrupção? Devolvê-las aos corruptos? O que se faz com as provas provadas? Com os dólares do Gedel? Com a mala de dinheiro do Rocha Loures? Com as contas não declaradas da Suíça? Com as confissões confessadas? Perícias confirmadas? A quem devolver? À sociedade? "

Tudo esse relato do jurista Joaquim Falcão é uma hipótese a ser considerada, diante da patranha financiada por um bilionário Iraniano de nome Omidyar dono do site Telegram , mantenedor de outro site o ‘The Intercept’ pertencente ao advogado e jornalista americano Glenn Greenwald que, ao divulgarem essas supostas conversas, entre membros da força tarefa de Curitiba -conversas estas, impossíveis até de serem periciadas- visa única e exclusivamente, desmoralizar um trabalho que expôs as vísceras da maior corrupção da história da humanidade, abrindo todas as celas e devolvendo todos os bilhões já recuperados aos seus “legítimos donos” com o imprescindível pedido de desculpas da justiça brasileira pelo lamentável equívoco. 

É isso.

O jurista Joaquim Falcão da Fundação Getúlio Vargas, na sua coluna semanal no jornal O Globo, edição da última terça-feira, faz uma interessante digressão sobre o momento atual do judiciário brasileiro, que tem como título: E a cocaína? 

Ele relata uma história lhe contada por um ex-ministro do STF, onde ele Joaquim Falcão acredita que esse relato pode jogar um pouco de luz sobre a Lava-Jato.

“O Supremo julgava um traficante de drogas. Preso com 30 ou mais quilos de cocaína. Não lembro bem. Uma enormidade. Na apreensão, uma autoridade teria cometido ato duvidoso diante da lei. A defesa argumentou ofensa ao princípio do devido processo legal. Donde, in dubio pro reo. O debate no Supremo caminhava rotineiramente para a soltura e absolvição do traficante preso. Quando, surpresa, um ministro perguntou a seus colegas: E a cocaína? O que fazemos com os mais de 30 quilos apreendidos? Se não houve crime, há que se devolvê-la a seu legítimo dono. O Estado não poderia confiscá-la com base em eventual equívoco processual da autoridade coatora. Pelo menos naquele processo e por aquele motivo. A analogia é inevitável, assegura Joaquim Falcão. O que fazer com a corrupção? Devolvê-las aos corruptos? O que se faz com as provas provadas? Com os dólares do Gedel? Com a mala de dinheiro do Rocha Loures? Com as contas não declaradas da Suíça? Com as confissões confessadas? Perícias confirmadas? A quem devolver? À sociedade? "

Tudo esse relato do jurista Joaquim Falcão é uma hipótese a ser considerada, diante da patranha financiada por um bilionário Iraniano de nome Omidyar dono do site Telegram , mantenedor de outro site o ‘The Intercept’ pertencente ao advogado e jornalista americano Glenn Greenwald que, ao divulgarem essas supostas conversas, entre membros da força tarefa de Curitiba -conversas estas, impossíveis até de serem periciadas- visa única e exclusivamente, desmoralizar um trabalho que expôs as vísceras da maior corrupção da história da humanidade, abrindo todas as celas e devolvendo todos os bilhões já recuperados aos seus “legítimos donos” com o imprescindível pedido de desculpas da justiça brasileira pelo lamentável equívoco. 

É isso.

E era para não reagir? Desvio de finalidade