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Os governantes que temos

O suicídio político em cadeia de rádio e televisão cometido pelo presidente Jair Bolsonaro, na noite de ontem, segundo a leitura feita pelo experimentado jornalista Ricardo Noblat, comporta  algumas observações que julgamos pertinentes. 

A situação econômica do Brasil deu o mote para que Jair Bolsonaro colocasse de lado todos os protocolos que orientam os sistemas de saúde em todo o mundo, no que tange aos cuidados que a população brasileira deve ter para conter o avanço do Coronavírus. 

Wellington Dias e Jair Bolsonaro (Foto: Lucas Sousa / Portal AZ e Wilson Dias / Agência Brasil)

Um dado de saúde pública particularmente nos chamou à atenção, dado as condições de habitabilidade de mais de um terço da população brasileira, que se amontoa em favelas, mangues, encostas de morro etc etc. 

A média nacional de brasileiros que contraem tuberculose é de 35% para cada grupo de 100 mil habitantes. 

Agora, quando essa mesma estatística é dimensionada nas habitações antigamente denominadas de favela - hoje em dia denominadas de comunidades- esse percentual dobra chegando a 65% dentre os moradores desses aglomerados urbanos. 

Caso esse “resfriadinho” venha a se alastrar nessas comunidades, o que ocorrerá com esses brasileiros? 

Mas, voltando à fala do presidente Bolsonaro e as motivações que o levaram a dizer tantas asnices, a recessão econômica que se avizinha deve ter sido a causa determinante de tanto falatório destrambelhado. 

Alguns governadores emitiram opiniões após a tresloucada fala de Bolsonaro, com destaque para uma "live" do governador Wellington Dias, do Estado do Piauí, levada ao ar no Jornal Nacional e reproduzida na edição desta quarta do jornal Folha de São Paulo.
“ No Piauí, tive que tomar medidas duras, de suspender cirurgias marcadas, de casos importantes, segundo orientação do ministro da Saúde do seu governo (Bolsonaro) para garantir vagas para quem pudesse precisar, por conta do Coronavírus (...) Não se faz isso por uma 'gripezinha'.“ 

“Sei que as pessoas terão prejuízo, mas há algo em primeiro lugar agora, é a vida humana (...) Vamos seguir com isolamento social onde for necessário, com a ciência e com Deus”, disse. 

Quem conhece o sucateamento implantado no sistema de Saúde Pública do Estado do Piauí, desde o primeiro dia em que o governador Wellington Dias empalmou o poder em 2003 (interregno de Wilson Martins de 2011 a 2014) e toma conhecimento de uma fala vazada nesses termos, só pode chegar a uma única conclusão que, ele, governador está rindo na cara dos pagadores de impostos deste Estado. 

É isso.

O suicídio político em cadeia de rádio e televisão cometido pelo presidente Jair Bolsonaro, na noite de ontem, segundo a leitura feita pelo experimentado jornalista Ricardo Noblat, comporta  algumas observações que julgamos pertinentes. 

A situação econômica do Brasil deu o mote para que Jair Bolsonaro colocasse de lado todos os protocolos que orientam os sistemas de saúde em todo o mundo, no que tange aos cuidados que a população brasileira deve ter para conter o avanço do Coronavírus. 

Wellington Dias e Jair Bolsonaro (Foto: Lucas Sousa / Portal AZ e Wilson Dias / Agência Brasil)

Um dado de saúde pública particularmente nos chamou à atenção, dado as condições de habitabilidade de mais de um terço da população brasileira, que se amontoa em favelas, mangues, encostas de morro etc etc. 

A média nacional de brasileiros que contraem tuberculose é de 35% para cada grupo de 100 mil habitantes. 

Agora, quando essa mesma estatística é dimensionada nas habitações antigamente denominadas de favela - hoje em dia denominadas de comunidades- esse percentual dobra chegando a 65% dentre os moradores desses aglomerados urbanos. 

Caso esse “resfriadinho” venha a se alastrar nessas comunidades, o que ocorrerá com esses brasileiros? 

Mas, voltando à fala do presidente Bolsonaro e as motivações que o levaram a dizer tantas asnices, a recessão econômica que se avizinha deve ter sido a causa determinante de tanto falatório destrambelhado. 

Alguns governadores emitiram opiniões após a tresloucada fala de Bolsonaro, com destaque para uma "live" do governador Wellington Dias, do Estado do Piauí, levada ao ar no Jornal Nacional e reproduzida na edição desta quarta do jornal Folha de São Paulo.
“ No Piauí, tive que tomar medidas duras, de suspender cirurgias marcadas, de casos importantes, segundo orientação do ministro da Saúde do seu governo (Bolsonaro) para garantir vagas para quem pudesse precisar, por conta do Coronavírus (...) Não se faz isso por uma 'gripezinha'.“ 

“Sei que as pessoas terão prejuízo, mas há algo em primeiro lugar agora, é a vida humana (...) Vamos seguir com isolamento social onde for necessário, com a ciência e com Deus”, disse. 

Quem conhece o sucateamento implantado no sistema de Saúde Pública do Estado do Piauí, desde o primeiro dia em que o governador Wellington Dias empalmou o poder em 2003 (interregno de Wilson Martins de 2011 a 2014) e toma conhecimento de uma fala vazada nesses termos, só pode chegar a uma única conclusão que, ele, governador está rindo na cara dos pagadores de impostos deste Estado. 

É isso.

Um prefeito contra o Fla x Flu 'Follow the money'