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Utilidade Pública

Boa tarde pessoal.

Tenho ouvido com frequência os apelos de várias pessoas, de todas as áreas, sobre a adoção de um protocolo específico no tratamento da Covid-19. Muitos defendendo inclusive que é a cura para a doença, que a cada dia faz milhares de vítimas em todo mundo.

Entendo e compartilho da ansiedade para a descoberta de protocolos mais eficientes de enfrentamento à doença, em qualquer que seja seus estágios. 

Dito isso, preciso ressaltar que todo e qualquer avanço ou recurso comprovado pela ciência, está sendo analisado e utilizado pela Fundação Municipal de Saúde, que mantem um diálogo permanente com infectologistas e pesquisadores de todo o mundo. 

Respeito totalmente o grupo de médicos que apresenta o “novo protocolo”. Inclusive os medicamentos que eles defendem, já são utilizados no protocolo desenvolvido pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública Municipal. 

Como acontece em várias partes do mundo, a hidroxicloroquina associada a outros medicamentos já é usada em Teresina para o tratamento da doença, mas sem deixar de considerar seus benefícios limitados, muito menos seus riscos já comprovados como: infarto, diabetes derrames entre outros. 

No entanto, por respeito ao momento que estamos vivendo, encaminhei ofício à Sociedade Brasileira de Infectologia, à Associação de Medicina Intensiva e ao Conselho Federal de Medicina, apresentando a sugestão de protocolo, para que seja avaliada pelas entidades competentes.

Ressalto que torço inclusive para que esta nova abordagem represente um avanço real no tratamento da doença, mas, como economista, tenho respeitado a decisão do nosso Comitê, que além de seguir recomendações do Conselho Regional de Medicina, é formado pelos nossos mais renomados e estudiosos médicos infectologistas e intensivistas, que não só mantem canal permanente com pesquisadores da Covid-19 em todo mundo, como convivem diariamente com o tratamento da doença na nossa cidade. 

Enquanto não temos resposta oficial, não podemos perder de vista que cada médico é responsável pelo seu paciente, seja qual for a fase da doença. Na rede municipal de saúde, temos total confiança na capacidade técnica do nosso corpo clínico e, por isso mesmo, defendemos que ele tenha autonomia para a abordagem que considere mais eficiente, respeitando a necessidade e as reações do paciente a qualquer tipo de tratamento. 
Sobre uso de uma medicação na quantidade e momento específicos, reafirmo o que eles têm defendido: administrar remédio é administrar riscos. Medicar sem critério é assumir um risco ainda maior.

Firmino Filho

Boa tarde pessoal.

Tenho ouvido com frequência os apelos de várias pessoas, de todas as áreas, sobre a adoção de um protocolo específico no tratamento da Covid-19. Muitos defendendo inclusive que é a cura para a doença, que a cada dia faz milhares de vítimas em todo mundo.

Entendo e compartilho da ansiedade para a descoberta de protocolos mais eficientes de enfrentamento à doença, em qualquer que seja seus estágios. 

Dito isso, preciso ressaltar que todo e qualquer avanço ou recurso comprovado pela ciência, está sendo analisado e utilizado pela Fundação Municipal de Saúde, que mantem um diálogo permanente com infectologistas e pesquisadores de todo o mundo. 

Respeito totalmente o grupo de médicos que apresenta o “novo protocolo”. Inclusive os medicamentos que eles defendem, já são utilizados no protocolo desenvolvido pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública Municipal. 

Como acontece em várias partes do mundo, a hidroxicloroquina associada a outros medicamentos já é usada em Teresina para o tratamento da doença, mas sem deixar de considerar seus benefícios limitados, muito menos seus riscos já comprovados como: infarto, diabetes derrames entre outros. 

No entanto, por respeito ao momento que estamos vivendo, encaminhei ofício à Sociedade Brasileira de Infectologia, à Associação de Medicina Intensiva e ao Conselho Federal de Medicina, apresentando a sugestão de protocolo, para que seja avaliada pelas entidades competentes.

Ressalto que torço inclusive para que esta nova abordagem represente um avanço real no tratamento da doença, mas, como economista, tenho respeitado a decisão do nosso Comitê, que além de seguir recomendações do Conselho Regional de Medicina, é formado pelos nossos mais renomados e estudiosos médicos infectologistas e intensivistas, que não só mantem canal permanente com pesquisadores da Covid-19 em todo mundo, como convivem diariamente com o tratamento da doença na nossa cidade. 

Enquanto não temos resposta oficial, não podemos perder de vista que cada médico é responsável pelo seu paciente, seja qual for a fase da doença. Na rede municipal de saúde, temos total confiança na capacidade técnica do nosso corpo clínico e, por isso mesmo, defendemos que ele tenha autonomia para a abordagem que considere mais eficiente, respeitando a necessidade e as reações do paciente a qualquer tipo de tratamento. 
Sobre uso de uma medicação na quantidade e momento específicos, reafirmo o que eles têm defendido: administrar remédio é administrar riscos. Medicar sem critério é assumir um risco ainda maior.

Firmino Filho

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