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O carma da viúva Porcina

O genial Dias Gomes - autor de várias novelas de sucesso, dentre elas Roque Santeiro, censurada durante o regime militar e posteriormente liberada - tinha entre os seus deliciosos personagens caricatos, a figura da viúva Porcina, magistralmente interpretada pela atriz Regina Duarte. 

Tornou-se célebre o bordão que continua atual: “viúva Porcina, a que foi sem nunca ter sido”. 

Como se costuma dizer que a arte imita a vida, ou vice-versa, essa mesma excelente atriz transpõe para a vida real o personagem que encantou o Brasil. 

Nomeada há dois meses Secretária de Cultura por Bolsonaro, Regina Duarte passou esses dois meses em brancas nuvens em termos de gestão administrativa.

Até mesmo demonstrar algum tipo de sentimento com a perda de inúmeros escritores, atores, gente do mundo da cultura nacional, ela ficou omissa, não sendo capaz de expressar um único voto de sentimento de pesar aos familiares, pois, agindo assim, poderia desagradar ao presidente mais anticultura da história do Brasil.

Mesmo sendo de uma submissão total a quem a nomeou, Regina Duarte acaba ser defenestrada da Secretaria de Cultura nesta quarta-feira. 

O carma da viúva Porcina, pelo visto, continua lhe acompanhando pois, foi Secretária de Cultura do Brasil, sem nunca ter sido. 

É isso. 

PS: Bolsonaro lhe concedeu um pixuleco ao nomeá-la dirigente da Cinemateca Brasileira, órgão do Governo Federal sediado em São Paulo, responsável pela preservação do audiovisual visual produzido no Brasil.

O genial Dias Gomes - autor de várias novelas de sucesso, dentre elas Roque Santeiro, censurada durante o regime militar e posteriormente liberada - tinha entre os seus deliciosos personagens caricatos, a figura da viúva Porcina, magistralmente interpretada pela atriz Regina Duarte. 

Tornou-se célebre o bordão que continua atual: “viúva Porcina, a que foi sem nunca ter sido”. 

Como se costuma dizer que a arte imita a vida, ou vice-versa, essa mesma excelente atriz transpõe para a vida real o personagem que encantou o Brasil. 

Nomeada há dois meses Secretária de Cultura por Bolsonaro, Regina Duarte passou esses dois meses em brancas nuvens em termos de gestão administrativa.

Até mesmo demonstrar algum tipo de sentimento com a perda de inúmeros escritores, atores, gente do mundo da cultura nacional, ela ficou omissa, não sendo capaz de expressar um único voto de sentimento de pesar aos familiares, pois, agindo assim, poderia desagradar ao presidente mais anticultura da história do Brasil.

Mesmo sendo de uma submissão total a quem a nomeou, Regina Duarte acaba ser defenestrada da Secretaria de Cultura nesta quarta-feira. 

O carma da viúva Porcina, pelo visto, continua lhe acompanhando pois, foi Secretária de Cultura do Brasil, sem nunca ter sido. 

É isso. 

PS: Bolsonaro lhe concedeu um pixuleco ao nomeá-la dirigente da Cinemateca Brasileira, órgão do Governo Federal sediado em São Paulo, responsável pela preservação do audiovisual visual produzido no Brasil.

Gilberto Dimenstein, o exemplo de uma geração Utilidade Pública II