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De comprador à mercadoria

De toda as falas  do ex-presidente da FECOMERCIO-RJ , SESC-SENAC, Orlando Diniz, na delação que fez à Polícia Federal sobre os quase meio bilhão de reais dos nossos impostos que se apropriou, aquela que mais nos causou perplexidade foi a vazada nos seguintes termos: ‘ em determinados momentos, quando da compra de vários escritórios de advocacia  para negociarem decisões que me beneficiassem , cheguei a sentir que deixei de ser comprador para ser mescadoria’. 

Traduzindo para o juridiquês bandido, Orlando Diniz estava à dizer que a cada compra de sentenças, nas mais variadas instâncias do judiciário que as mais renomadas bancas de advocacias faziam, eles estavam sempre a majorar o valor das indignidades. 

Como a hipocrisia domina esse mar de corrupção que inunda o judiciário brasileiro. 

Uma das bancas de advocacia, a Teixeira e Martins advogados associados, capitaneadas pelo primeiro advogado do eX- presidente Lula e o seu genro Cristiano Zanin, é a mais proeminente na patifaria da FECOMERCIO -RJ.

Quem não lembra da atuação de Cristiano Zanin nas audiências do ex-presidente Lula, confrontando até mesmo o questionário que o Juiz Sérgio Moro fazia à Lula? 

Essa denúncia da Lava Jato expôs também a promiscuidade existente nas altas cortes de justiça deste país, onde filhos, noras, genros e assemelhados patrocinam causas em que ministros, umbilicalmente ligados à essa gente, tomam decisões, tendo como jurisprudência a relação familiar. Um filho do presidente do Superior Tribunal de Justiça é dono de um desses milionários escritórios compradores de sentenças. 

Lamentável, foi a manifestação do presidente da OAB, ao dizer que as investigações da Polícia Federal e as denúncias do procuradores da força tarefa da Lava Jato não passavam de uma interferência desses órgãos ao livre exercício da advocacia. Ridículo sob todas as premissas, essa fala do senhor Felipe Santa Cruz, presidente Nacional da ordem de Advogados do Brasil. 

E se lembramos que essa entidade, a OAB, já foi presidida por um dos maiores brasileiros da nossa história, o advogado Raimundo Faoro, e vê-la hoje nas mãos de um cidadão que põe as suas preferências ideológicas em cada manifestação que faz em nome da classe, como o fez ontem o senhor Felipe Santa Cruz, ao dizer que a ação da Lava Jato, na monstruosa corrupção na FECOMERCIO do Rio de Janeiro, era apenas uma tentativa de criminalização do livre exercício da advocacia , é realmente deveras lamentável . 

É isso.

De toda as falas  do ex-presidente da FECOMERCIO-RJ , SESC-SENAC, Orlando Diniz, na delação que fez à Polícia Federal sobre os quase meio bilhão de reais dos nossos impostos que se apropriou, aquela que mais nos causou perplexidade foi a vazada nos seguintes termos: ‘ em determinados momentos, quando da compra de vários escritórios de advocacia  para negociarem decisões que me beneficiassem , cheguei a sentir que deixei de ser comprador para ser mescadoria’. 

Traduzindo para o juridiquês bandido, Orlando Diniz estava à dizer que a cada compra de sentenças, nas mais variadas instâncias do judiciário que as mais renomadas bancas de advocacias faziam, eles estavam sempre a majorar o valor das indignidades. 

Como a hipocrisia domina esse mar de corrupção que inunda o judiciário brasileiro. 

Uma das bancas de advocacia, a Teixeira e Martins advogados associados, capitaneadas pelo primeiro advogado do eX- presidente Lula e o seu genro Cristiano Zanin, é a mais proeminente na patifaria da FECOMERCIO -RJ.

Quem não lembra da atuação de Cristiano Zanin nas audiências do ex-presidente Lula, confrontando até mesmo o questionário que o Juiz Sérgio Moro fazia à Lula? 

Essa denúncia da Lava Jato expôs também a promiscuidade existente nas altas cortes de justiça deste país, onde filhos, noras, genros e assemelhados patrocinam causas em que ministros, umbilicalmente ligados à essa gente, tomam decisões, tendo como jurisprudência a relação familiar. Um filho do presidente do Superior Tribunal de Justiça é dono de um desses milionários escritórios compradores de sentenças. 

Lamentável, foi a manifestação do presidente da OAB, ao dizer que as investigações da Polícia Federal e as denúncias do procuradores da força tarefa da Lava Jato não passavam de uma interferência desses órgãos ao livre exercício da advocacia. Ridículo sob todas as premissas, essa fala do senhor Felipe Santa Cruz, presidente Nacional da ordem de Advogados do Brasil. 

E se lembramos que essa entidade, a OAB, já foi presidida por um dos maiores brasileiros da nossa história, o advogado Raimundo Faoro, e vê-la hoje nas mãos de um cidadão que põe as suas preferências ideológicas em cada manifestação que faz em nome da classe, como o fez ontem o senhor Felipe Santa Cruz, ao dizer que a ação da Lava Jato, na monstruosa corrupção na FECOMERCIO do Rio de Janeiro, era apenas uma tentativa de criminalização do livre exercício da advocacia , é realmente deveras lamentável . 

É isso.

Morte violenta, só decapitando? Dois pesos e quantas medidas?