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A barafunda do transporte coletivo

Nessa aparente crise do sistema de transporte coletivo em Teresina, algumas considerações se fazem necessárias, para que o usuário do sistema não fique a fazer julgamentos apressados atribuindo culpabilidade erroneamente. Todos os entes envolvidos no sistema-Prefeitura, Sindicato e empresários, são culpados.

Essa triste realidade é decorrente do fato de que, os entes envolvidos na operacionalização do sistema não reconhecem que a mobilidade urbana, na cidade de Teresina, modificou radicalmente nas últimas décadas.

Esse sistema de transporte coletivo, que fez fortunas ao longo dos anos à empresários do setor, deixou de ser a “galinha dos ovos de ouro”, chegando aos dias atuais a ser deficitário, já que o contribuinte do município de Teresina estar a financiar o sistema através dos repasses que a Prefeitura de Teresina faz às empresas que operam o sistema de transportes coletivos .

Um pequeno exemplo é  suficiente para elucidar como as pessoas de Teresina se movimentam no cotidiano. Um empresário do setor médico nos revelou que,  dos seus seis colaboradores, apenas um utiliza ônibus coletivo para chegar ao trabalho. Teresina tem, atualmente  , per capta , um dos maiores números de motos no trânsito do país.

É chegada a hora de empresários, sindicato, o poder concedente e a Prefeitura de Teresina sentarem à mesa, de posse de dados reais sobre o custo financeiro operacional do sistema, e encontrarem uma saída para esse impasse desgastante , tanto para o usuário, como para a Prefeitura de Teresina.

Uma planilha que defina o custo do quilômetro rodado de cada ônibus, a folha salarial de cada empresa, explicitando quanto custa no final do mês o salário de cobradores e motoristas com todos os encargos sociais embutidos nessa remuneração, e as concessões de vantagens como plano de saúde e Ticket alimentação e a enormidade de gratuidade concedidas pela Câmara Municipal de Teresina, às mais variadas faixas de  usuários.

Nesse atual sistema caótico de transporte coletivo de Teresina, em que pese os subsídios financiados pelos contribuintes do município, sem uma tomada de atitude verdadeira e honesta, envolvendo os três setores responsáveis pelo sistema de transporte coletivo, a tendência é a continuação de uma  prestação de serviços ao usuário cada vez pior, não deixando outra alternativa, a não ser, desistir de utilizar os poucos ônibus que ainda circulam na cidade.

Os modernos terminais e paradas de ônibus, construídos na atual administração do prefeito Firmino Filho, correm um sério de tornarem-se, ao longo dos anos , verdadeiros monumentos ao desperdício dos impostos pagos pelo contribuinte. Afinal, as obras mais caras (independente de quanto tenha sido o descaminho dos recursos a ela destinados) são aquelas sem serventia nenhuma à quem as financiou, isto é, aos pagadores de impostos.

É isso.

Nessa aparente crise do sistema de transporte coletivo em Teresina, algumas considerações se fazem necessárias, para que o usuário do sistema não fique a fazer julgamentos apressados atribuindo culpabilidade erroneamente. Todos os entes envolvidos no sistema-Prefeitura, Sindicato e empresários, são culpados.

Essa triste realidade é decorrente do fato de que, os entes envolvidos na operacionalização do sistema não reconhecem que a mobilidade urbana, na cidade de Teresina, modificou radicalmente nas últimas décadas.

Esse sistema de transporte coletivo, que fez fortunas ao longo dos anos à empresários do setor, deixou de ser a “galinha dos ovos de ouro”, chegando aos dias atuais a ser deficitário, já que o contribuinte do município de Teresina estar a financiar o sistema através dos repasses que a Prefeitura de Teresina faz às empresas que operam o sistema de transportes coletivos .

Um pequeno exemplo é  suficiente para elucidar como as pessoas de Teresina se movimentam no cotidiano. Um empresário do setor médico nos revelou que,  dos seus seis colaboradores, apenas um utiliza ônibus coletivo para chegar ao trabalho. Teresina tem, atualmente  , per capta , um dos maiores números de motos no trânsito do país.

É chegada a hora de empresários, sindicato, o poder concedente e a Prefeitura de Teresina sentarem à mesa, de posse de dados reais sobre o custo financeiro operacional do sistema, e encontrarem uma saída para esse impasse desgastante , tanto para o usuário, como para a Prefeitura de Teresina.

Uma planilha que defina o custo do quilômetro rodado de cada ônibus, a folha salarial de cada empresa, explicitando quanto custa no final do mês o salário de cobradores e motoristas com todos os encargos sociais embutidos nessa remuneração, e as concessões de vantagens como plano de saúde e Ticket alimentação e a enormidade de gratuidade concedidas pela Câmara Municipal de Teresina, às mais variadas faixas de  usuários.

Nesse atual sistema caótico de transporte coletivo de Teresina, em que pese os subsídios financiados pelos contribuintes do município, sem uma tomada de atitude verdadeira e honesta, envolvendo os três setores responsáveis pelo sistema de transporte coletivo, a tendência é a continuação de uma  prestação de serviços ao usuário cada vez pior, não deixando outra alternativa, a não ser, desistir de utilizar os poucos ônibus que ainda circulam na cidade.

Os modernos terminais e paradas de ônibus, construídos na atual administração do prefeito Firmino Filho, correm um sério de tornarem-se, ao longo dos anos , verdadeiros monumentos ao desperdício dos impostos pagos pelo contribuinte. Afinal, as obras mais caras (independente de quanto tenha sido o descaminho dos recursos a ela destinados) são aquelas sem serventia nenhuma à quem as financiou, isto é, aos pagadores de impostos.

É isso.

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