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Crimes hediondos

Todas as vezes que nos deparamos com denúncias de “malversação de dinheiro público”, como diz o presidente Bolsonaro, dos nossos impostos, consideramos que esse tipo de crime é hediondo além da conta.

Agora, quando essa “malversação “ é praticada com recursos destinados à Saúde e à Educação, esses tipos de crimes extrapolam os limites da hediondez.

O jornalista Tony Rodrigues posta nas redes sociais neste sábado matéria com o título: Operação Fake SMS: ‘Empresário Carlos Alexandre sofre busca e apreensão da PF em dois endereços ‘.

O objetivo da operação, segundo Tony Rodrigues , foi identificar disparos em massa nas redes sociais com fins eleitorais. 

Nas investigações feitas pela Polícia Federal desde 2017, uma empresa de conteúdo tecnológico, Mobi-Mark, recebeu da Secretaria de Educação do Estado do Piauí, entre os anos 2010 e 2018, R$ 11.899,226,94( onze milhões oitocentos e noventa e nove mil e noventa e quatro centavos) para prestação de “serviços diversos” na administração Estadual.

Somente na Secretaria de Educação do Estado do Piaui, o felizardo empresário da Mobi-Mak abocanhou a importância de R$ 7.120, 446, 00(  sete milhões quatrocentos e quarenta e seis mil) sem processo licitatório, com um inusitado tipo de prestação de serviços: “ manutenção de sistema integrado para combate à evasão escolar e ao bullying nas escolas da rede estadual  de ensino, através da tecnologia móbile celular”.

Em 21 de setembro de 2016, a mesma “empresa” beliscou dos nossos impostos , com a mesma “finalidade R$ 5.330,046,00( cinco milhões trezentos e trinta mil e quarenta e seis) .

Que nome dar à essa patranha, já que a operacionalização desse sistema exigiria que cada pai de aluno tivesse em mãos um celular, conectado à uma central instalada  em cada unidade escolar, encarregada de informar à cada pai ou à cada mãe a não frequência do aluno à sala de aula. Troço inimaginável.

Em relação à prática do bullying, ficamos a imaginar como se daria esse tipo de denúncia. Quem recepcionaria esse tipo de denúncia? Seria o diretor da unidade escolar, o professor ou uma central de denúncias específicas para receber as reclamações dos alunos vítimas de bullying. Risível.

Quando imaginamos já ter visto de tudo em termos de apropriação privada dos escorchantes impostos que pagamos, nos deparamos com coisas do tipo.

Cercear o direito de milhares de jovens a terem um ensino de qualidade, que lhes permitiriam ter uma vida digna, com capacitação profissional obtida com um ensino de qualidade, é o crime hediondo na acepção do termo.

É isso.

P S

A tal empresa , Mob-Mak, está sendo investigada pela Policia Federal, como suspeita de enviar  disparos em massa com fins eleitorais.

Todas as vezes que nos deparamos com denúncias de “malversação de dinheiro público”, como diz o presidente Bolsonaro, dos nossos impostos, consideramos que esse tipo de crime é hediondo além da conta.

Agora, quando essa “malversação “ é praticada com recursos destinados à Saúde e à Educação, esses tipos de crimes extrapolam os limites da hediondez.

O jornalista Tony Rodrigues posta nas redes sociais neste sábado matéria com o título: Operação Fake SMS: ‘Empresário Carlos Alexandre sofre busca e apreensão da PF em dois endereços ‘.

O objetivo da operação, segundo Tony Rodrigues , foi identificar disparos em massa nas redes sociais com fins eleitorais. 

Nas investigações feitas pela Polícia Federal desde 2017, uma empresa de conteúdo tecnológico, Mobi-Mark, recebeu da Secretaria de Educação do Estado do Piauí, entre os anos 2010 e 2018, R$ 11.899,226,94( onze milhões oitocentos e noventa e nove mil e noventa e quatro centavos) para prestação de “serviços diversos” na administração Estadual.

Somente na Secretaria de Educação do Estado do Piaui, o felizardo empresário da Mobi-Mak abocanhou a importância de R$ 7.120, 446, 00(  sete milhões quatrocentos e quarenta e seis mil) sem processo licitatório, com um inusitado tipo de prestação de serviços: “ manutenção de sistema integrado para combate à evasão escolar e ao bullying nas escolas da rede estadual  de ensino, através da tecnologia móbile celular”.

Em 21 de setembro de 2016, a mesma “empresa” beliscou dos nossos impostos , com a mesma “finalidade R$ 5.330,046,00( cinco milhões trezentos e trinta mil e quarenta e seis) .

Que nome dar à essa patranha, já que a operacionalização desse sistema exigiria que cada pai de aluno tivesse em mãos um celular, conectado à uma central instalada  em cada unidade escolar, encarregada de informar à cada pai ou à cada mãe a não frequência do aluno à sala de aula. Troço inimaginável.

Em relação à prática do bullying, ficamos a imaginar como se daria esse tipo de denúncia. Quem recepcionaria esse tipo de denúncia? Seria o diretor da unidade escolar, o professor ou uma central de denúncias específicas para receber as reclamações dos alunos vítimas de bullying. Risível.

Quando imaginamos já ter visto de tudo em termos de apropriação privada dos escorchantes impostos que pagamos, nos deparamos com coisas do tipo.

Cercear o direito de milhares de jovens a terem um ensino de qualidade, que lhes permitiriam ter uma vida digna, com capacitação profissional obtida com um ensino de qualidade, é o crime hediondo na acepção do termo.

É isso.

P S

A tal empresa , Mob-Mak, está sendo investigada pela Policia Federal, como suspeita de enviar  disparos em massa com fins eleitorais.

Consumir álcool, pode, sentado Crime abstrato, que patranha!