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O voto de Nunes Marques

Se vivêssemos em um período de normalidade institucional, o voto do ministro do STF, Nunes Marques, a ser prolatado nos próximos  dias, seria de cerrar fileiras junto aos ministros Carmen Lúcia e Edson Fachin, tornando sem efeito a suspeição do ex-juiz, Sérgio Moro, ardorosamente defendida pelos ministro Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowisk, em todas as condenações impostas ao ex-presidente Lula na morta e sepultada operação Lava Jato.

Acontece que, a suspeição de Sérgio Moro satisfaz a uma gama de malfeitores tão grande, que nos faz lembrar o bordão do multimídia Deusdeth Nunes o Garrincha que, no seu programa radiofônico ‘Um Prego na Chuteira’, costumava enunciá-lo em situações em que decisões no mundo do futebol agradava a todos dizendo: “ficaram satisfeitos, Gregos, Troianos e Timonenses”.

Senão vejamos: o ministro Kássio Nunes, exercia o seu mister de advogado em Teresina, pugnando em juízo, defendendo os interesses dos Partidos dos Trabalhadores, o que, como reconhecimento pelo trabalho realizado, motivou o governador Wellington Dias a indicá-lo à ex-presidente Dilma Rousseff para compor o colegiado do Tribunal Regional Federal da primeira região, sediado em Brasília.

Passados mais de seis anos, como desembargador do TRF-1, e com a mudança de governo, Kássio Nunes, foi mais uma vez catapultado à instância superior da justiça brasileira, por outro político piauiense, o senador Ciro Nogueira, presidente e proprietário ( porque partidos políticos no Brasil têm donos) do PP- Partido Progressista, que, como líder de um agrupamento partidário denominado Centrão, emparedou o Presidente Bolsonaro com o nome de Kássio Nunes, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ressalte-se que, o atual presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, PP-AL, também, teve Ciro Nogueira como patrono.

Historiamos esses fatos para tentar demonstrar que, o voto de desempate a ser dado pelo ministro Kássio Marques, agradará ao petismo, que tornou Lula elegível, e a centenas de condenados e indiciados na Lava Jato de Curitiba, operação que entusiasmou tanto a Suprema Corte que o ministro Gilmar Mendes denominou-a como o desvendamento da maior corrupção da história da humanidade.

Agora, atendendo a um simples Habeas Corpus peticionado pela defesa de Lula, que dormitava por mais de dois anos em suas gavetas solicitando a suspeição do Juiz Sérgio Moro, Gilmar Mendes, na última terça-feira transmutou-se mais uma vez ao dizer que as condenações impostas pelo juiz Sérgio Moro, ratificadas pelo Tribunal Regional Federal da quarta região sediado em Porto Alegre, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Supremo Tribunal Federal, constituíram-se no maior erro jurídico da justiça brasileira desde a chegada das caravelas.

Uso uma figura de linguagem para tentar entender o momento que vivemos. Todos esses estarrecedores fatos acontecidos desde a segunda-feira última, com a decisão do ministro Fachin, anulando não só as condenações de Lula, como também, por via de consequência, de todos os envolvidos no escândalo do Petrolão, sejam eles, corruptores, corruptos, delatores, logo , logo, estarão sendo invalidadas, já que, até segunda-feira última, tudo nos fazia crer que vivíamos  em um verdadeiro transe, anestesiados, imaginando erroneamente que, a corrupção sistêmica que se apropriou do Estado Brasileiro, poderia ter sido estancada. Tudo não passou de uma veleidade extemporânea.

É isso.

Se vivêssemos em um período de normalidade institucional, o voto do ministro do STF, Nunes Marques, a ser prolatado nos próximos  dias, seria de cerrar fileiras junto aos ministros Carmen Lúcia e Edson Fachin, tornando sem efeito a suspeição do ex-juiz, Sérgio Moro, ardorosamente defendida pelos ministro Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowisk, em todas as condenações impostas ao ex-presidente Lula na morta e sepultada operação Lava Jato.

Acontece que, a suspeição de Sérgio Moro satisfaz a uma gama de malfeitores tão grande, que nos faz lembrar o bordão do multimídia Deusdeth Nunes o Garrincha que, no seu programa radiofônico ‘Um Prego na Chuteira’, costumava enunciá-lo em situações em que decisões no mundo do futebol agradava a todos dizendo: “ficaram satisfeitos, Gregos, Troianos e Timonenses”.

Senão vejamos: o ministro Kássio Nunes, exercia o seu mister de advogado em Teresina, pugnando em juízo, defendendo os interesses dos Partidos dos Trabalhadores, o que, como reconhecimento pelo trabalho realizado, motivou o governador Wellington Dias a indicá-lo à ex-presidente Dilma Rousseff para compor o colegiado do Tribunal Regional Federal da primeira região, sediado em Brasília.

Passados mais de seis anos, como desembargador do TRF-1, e com a mudança de governo, Kássio Nunes, foi mais uma vez catapultado à instância superior da justiça brasileira, por outro político piauiense, o senador Ciro Nogueira, presidente e proprietário ( porque partidos políticos no Brasil têm donos) do PP- Partido Progressista, que, como líder de um agrupamento partidário denominado Centrão, emparedou o Presidente Bolsonaro com o nome de Kássio Nunes, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ressalte-se que, o atual presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, PP-AL, também, teve Ciro Nogueira como patrono.

Historiamos esses fatos para tentar demonstrar que, o voto de desempate a ser dado pelo ministro Kássio Marques, agradará ao petismo, que tornou Lula elegível, e a centenas de condenados e indiciados na Lava Jato de Curitiba, operação que entusiasmou tanto a Suprema Corte que o ministro Gilmar Mendes denominou-a como o desvendamento da maior corrupção da história da humanidade.

Agora, atendendo a um simples Habeas Corpus peticionado pela defesa de Lula, que dormitava por mais de dois anos em suas gavetas solicitando a suspeição do Juiz Sérgio Moro, Gilmar Mendes, na última terça-feira transmutou-se mais uma vez ao dizer que as condenações impostas pelo juiz Sérgio Moro, ratificadas pelo Tribunal Regional Federal da quarta região sediado em Porto Alegre, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Supremo Tribunal Federal, constituíram-se no maior erro jurídico da justiça brasileira desde a chegada das caravelas.

Uso uma figura de linguagem para tentar entender o momento que vivemos. Todos esses estarrecedores fatos acontecidos desde a segunda-feira última, com a decisão do ministro Fachin, anulando não só as condenações de Lula, como também, por via de consequência, de todos os envolvidos no escândalo do Petrolão, sejam eles, corruptores, corruptos, delatores, logo , logo, estarão sendo invalidadas, já que, até segunda-feira última, tudo nos fazia crer que vivíamos  em um verdadeiro transe, anestesiados, imaginando erroneamente que, a corrupção sistêmica que se apropriou do Estado Brasileiro, poderia ter sido estancada. Tudo não passou de uma veleidade extemporânea.

É isso.

Pro Piauí A canetada