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A juíza sensata

Em um processo (ação civil pública) em que são réus a União, o Estado do Piauí e o Município de Teresina, proposto pelo Ministério Público Federal, e que pretendia impor um protocolo médico para tratamento da covid-19 com o fármaco cloroquina, a juíza federal Marina Cavalcante Barros Mendes escolheu o melhor caminho, o do bom senso, pelo qual se guiam os grandes magistrados. O MPF queria que o Judiciário Federal impusesse um protocolo médico aplicado facultativamente e com termo de responsabilidade assinado pelo paciente, o que significa que este procedimento nem está demonstrado em sua eficácia e ausência de risco, tampouco pode ser imposto exatamente em razão de não haver estudos científicos que demonstrem ser esta uma terapia largamente aceita. Pedia o Ministério Público Federal “ampla publicização de tal protocolo na rede SUS e nos grandes meios de comunicação”, o que se daria com a “realização de campanha de publicidade dirigida à população, no sentido de procurar os postos de saúde em 48 horas, após os primeiros sintomas, mudando, assim, a orientação anterior do Ministério da Saúde”. O pedido do MPF no Piauí foi protocolizado na Justiça Federal dia 13 de maio e é importante que se registre a data porque ontem, dois dias depois do pedido nada razoável, o ministro da Saúde pediu demissão por discordar de uma ordem do presidente da República para que idêntico protocolo fosse acolhido pelo Sistema Único de Saúde. O agora ex-ministro Nelson Teich fez exatamente o que determinou a juíza Marina: usou do bom senso, consultou especialistas e viu que não poderia chancelar um protocolo médico cevado em crenças e boatos, não em estudos científicos robustos. Disse a juíza Marina Cavalcante Barros Mendes: “Não há solução mágica para a pandemia; é necessário uma união de forças entre os diversos entes da federação; o discurso deve ser técnico e não contaminado pela política; a população carente atendida por meio do SUS não pode ser negligenciada. Este o quadro, considerando que o Judiciário não tem a resposta pronta para oferecer à controvérsia, não é o caso de deferimento ou indeferimento da medida de urgência pretendida por ora.”. Segue ainda a juíza, com um discurso sensato tão necessário nestes dias: “Dentro da sua missão institucional, compete ao Judiciário garantir que fatores outros, como disputas políticas, forças econômicas ou meramente entraves burocráticos, não contaminem a formulação da política pública adequada para enfrentamento da pandemia de Covid 19 pelo SUS a ser adotada pelos gestores competentes”. Finalmente, ela decidiu pelo que é correto e devido realizar: uma audiência para se ouvir as posições sobre a terapia. Talvez a sentença da juíza devesse ser mandada para quem pensa que a saúde pública e protocolos médicos possam ser resolvidos mediante crenças, ideologias e achismos. Não são, felizmente e a juíza Marina mostrou isso de forma muito elegante e educada.


Juíza Federal Marina Cavalcante Barros Mendes: “não há solução mágica para a pandemia” (Foto: reprodução internet)

Então, é Natal!

Primeiro foi o prefeito Firmino Filho que antecipou para uma sexta-feira de abril o 16 de agosto, aniversário de Teresina.
Ontem, foi a vez do governador Wellington Dias puxar para 15 de maio o 19 de outubro, aniversário do Piauí.
Qual dos dois vai antecipar o Natal? E para qual mês.

Os votos do Capote

De que adianta o Tribunal de Contas ter decidido pela suspensão dos direitos políticos do prefeito Capote, de Barras, por 6x1, se, com a maioria que ele tem na Câmara de Vereadores, pode derrubar tal decisão?
Anteontem, enquanto os opositores festejavam a condenação, os aliados de Capote informavam que dos onze vereadores ele tem nove como aliados.

Opinião fora de hora

Frase de Wellington Dias metendo o bedelho nas coisas do Bolsonaro por conta da exoneração do ministro da Saúde, Nelson Tech:
“Não é razoável mudança de ministros em tão pouco tempo”.
Como diz o Florentino Filho, Wellington leva metade da Assembleia Legislativa para o secretariado e cria outra geração de deputados (os suplentes).
É, não tem tanta moral para se meter nas confusões dos outros.  

Discussão

Vai ser dia 19, terça-feira da semana que vem, audiência que a juíza federal Marina Cavalcante Barros Mendes marcou para ouvir as posições sobre o uso de fármacos em um protocolo para o tratamento da covid-19, incluindo a controversa hidroxicloroquina.

Antes

Firmino Filho, pressionado por gente que deseja o estabelecimento do protocolo, agiu na mesma linha da juíza: encaminhou ofício à Sociedade Brasileira de Infectologia, à Associação de Medicina Intensiva e ao Conselho Federal de Medicina, pedindo que a sugestão do protocolo seja avaliada pelas entidades.

Silvio Mendes

O ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, segue acreditando que o protocolo usado no Hospital Tibério Nunes, em Floriano, é eficiente. “Os que não acreditam nas experiências de quem trata e curam pacientes na fase inicial do covid-19 com a HCQ+AZI+anticoagulante, usam quais medicamentos?”, indaga Sílvio.

Eu quero

O ex-prefeito, que já tem 70 anos, emagreceu, mas segue fumante, diz que se for contaminado quer tomar os remédios prescritos no protocolo, porque nem quer ir para a UTI nem tem pressa para morrer.

Morre um detento

Morreu ontem, o detento da penitenciária de Altos Francisco Wellington. Ele deu entrada no HUT com suspeita de covid-19, foi liberado para sepultamento, mas a advogada Lina Brandão requereu, imediatamente ao HUT exigindo a exumação do corpo.

Outros cinco

No início da  noite de ontem chegaram mais cinco detentos de Altos no HUT com suspeitas de contaminação com o coronavírus. Os sintomas: falta de ar e febre.
Nem a família podia ficar perto ou ao menos receber notícias porque os agentes do presídio proibiram.

Indiferença

O estranho em tudo isso é que muitos dos detentos estão apresentando sintomas de infecção com o vírus chinês e as explicações, principalmente para as famílias, não existem.
Ontem mesmo, no HUT, o diretor do presídio fez ouvido de mercador para os gritos dos familiares dos presos.

Aditivo suspeito

Tem gente de olho nos movimentos (notadamente financeiros) do prefeito Wagner Coelho, de Uruçuí.
E, de preferência num aditivo de R$ 580 mil feito agora, num contrato de compra de medicamentos e material hospitalar no valor de mais de R$ 1 milhão e 900 mil.
Mas com a data retroativa a dezembro do ano passado.

A festinha do barulho

Moradores do entorno da rua Mundinho Ferraz com Coronel César, na Morada do Sol, zona Leste de Teresina, estão se sentindo incomodados com uma espécie de festinha que ocorre por lá.
Vários carros estacionados, vozes às alturas e barulho de copos.
Acionada, a guarda municipal avisa que só se desloca se tiver som de banda.

Ele, a solução

Vem cá, se Bolsonaro quer no Ministério da Saúde um médico que também subestima o coronavírus e concorde com tudo o que o presidente pensa, a despeito do que dizem os cientistas, basta voltar os olhos para um aliado seu de primeira hora: o prefeito Mão Santa.
Mão Santa gravou um vídeo dizendo que o melhor antídoto contra o vírus é a água.

Lasca o vídeo

“Beba a água que ela desce la e, pá, lasca o vírus”, orienta Mão Santa.

Desconvite

Mas ontem circulou que nem Mão Santa nem Dr. Pessoa poderiam ser os ocupantes do Ministério da Saúde nessa nova etapa em que o importante é negar a ciência médica.
Não que os dois estejam despreparados para o negacionismo, mas porque nem o prefeito de Parnaíba nem o ex-deputado estadual são capazes de pronunciar a palavra hidroxicloroquina.

Insight

Do prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas, que como boa parte dos gestores municipais tem comido o pão que Asmodeu amassou sem recursos para lidar com uma crise sanitária de proporções bíblicas: “Aprendi que a busca do tratamento do novo coronavírus é um mar de incertezas, onde navegam ciência, gente e vaidades.”
Navega também muita ignorância vestida de conhecimento técnico-científico.

Floresta?

Em postagem numa rede social, Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, celebrou sua passagem pela cidade de Floresta no Piauí. Tão confusa que errou o nome.
Ela esteve foi em Floriano, que está bem longe de Floresta, um município de apenas 2,8 mil habitantes, ali pelas bandas de Simplício Mendes.

Menos gente

Bem, a estratégia de antecipar para ontem o feriado do dia do Piauí aparentemente deu certo. Havia menos pessoas e carros circulando na cidade.
Mas os supermercados estavam cheios.

Feriado em junho

O próximo feriado que se terá é o Corpus Christi, que este ano será celebrado no dia 11 de junho, uma quinta-feira.
Provavelmente sem a procissão que se realiza todos os anos.

Agudeza

Um terço dos trabalhadores em saúde de hospitais da rede estadual que contraíram a covid-19 (34 de 101) trabalha no Hospital Getúlio Vargas. Um quarto está no Hospital Justino Luz (14) e na Maternidade Dona Evangelina Rosa.
Assim, quando a pandemia acabar, convém que se busque melhorar a gestão nos três estabelecimentos.

Pulando fora

Sabe a máxima de no princípio de naufrágio do navio os ratos são os primeiros a pular?
Pois, o Centrão já começa a sentir o cheiro de queimado de Bolsonaro, fez críticas ontem ao presidente e já está pensando em debandar mesmo antes de aloprar os cargos pretendidos..

Ping-Pong 
Sem termos de acordo

Artur Bernardes, presidente do Brasil entre 1922 e 1926 foi governador de Minas entre 1918 e1922. Quando assumiu o governo mineiro resolveu demitir todos os adversários, mas não quis exonerar o diretor da Imprensa Oficial, Augusto de Lima, preferindo que ele pedisse para sair. Mandou até Lima um emissário.

O emissário: “Dr Augusto Lima, como o senhor sabe, o Dr. Artur Bernades...”
Augusto Lima: “Sei, sei...”
O emissário: “Vou falar logo, Dr. Augusto. O Dr. Artur Bernardes mandou sugerir que o senhor peça demissão”.
Augusto Lima: “Alto lá! Ao adversário não peço nada, nem demissão”.

Expressas 

A prefeitura de Teresina abriu mais um crédito orçamentário suplementar da ordem de R$ 8 milhões para gastos de saúde em razão do coronavírus.

Só apelando aos organismos internacionais para o caso das denúncias de torturas a detentos em penitenciária do Piauí. Autoridades do Piauí, a começar do governador, pensam que é bem alí, no Maranhão.

A próxima semana vai ser ainda mais quente na política brasileira. Tão quente que se faz piada dizendo que tem muita batata assando.

Em um processo (ação civil pública) em que são réus a União, o Estado do Piauí e o Município de Teresina, proposto pelo Ministério Público Federal, e que pretendia impor um protocolo médico para tratamento da covid-19 com o fármaco cloroquina, a juíza federal Marina Cavalcante Barros Mendes escolheu o melhor caminho, o do bom senso, pelo qual se guiam os grandes magistrados. O MPF queria que o Judiciário Federal impusesse um protocolo médico aplicado facultativamente e com termo de responsabilidade assinado pelo paciente, o que significa que este procedimento nem está demonstrado em sua eficácia e ausência de risco, tampouco pode ser imposto exatamente em razão de não haver estudos científicos que demonstrem ser esta uma terapia largamente aceita. Pedia o Ministério Público Federal “ampla publicização de tal protocolo na rede SUS e nos grandes meios de comunicação”, o que se daria com a “realização de campanha de publicidade dirigida à população, no sentido de procurar os postos de saúde em 48 horas, após os primeiros sintomas, mudando, assim, a orientação anterior do Ministério da Saúde”. O pedido do MPF no Piauí foi protocolizado na Justiça Federal dia 13 de maio e é importante que se registre a data porque ontem, dois dias depois do pedido nada razoável, o ministro da Saúde pediu demissão por discordar de uma ordem do presidente da República para que idêntico protocolo fosse acolhido pelo Sistema Único de Saúde. O agora ex-ministro Nelson Teich fez exatamente o que determinou a juíza Marina: usou do bom senso, consultou especialistas e viu que não poderia chancelar um protocolo médico cevado em crenças e boatos, não em estudos científicos robustos. Disse a juíza Marina Cavalcante Barros Mendes: “Não há solução mágica para a pandemia; é necessário uma união de forças entre os diversos entes da federação; o discurso deve ser técnico e não contaminado pela política; a população carente atendida por meio do SUS não pode ser negligenciada. Este o quadro, considerando que o Judiciário não tem a resposta pronta para oferecer à controvérsia, não é o caso de deferimento ou indeferimento da medida de urgência pretendida por ora.”. Segue ainda a juíza, com um discurso sensato tão necessário nestes dias: “Dentro da sua missão institucional, compete ao Judiciário garantir que fatores outros, como disputas políticas, forças econômicas ou meramente entraves burocráticos, não contaminem a formulação da política pública adequada para enfrentamento da pandemia de Covid 19 pelo SUS a ser adotada pelos gestores competentes”. Finalmente, ela decidiu pelo que é correto e devido realizar: uma audiência para se ouvir as posições sobre a terapia. Talvez a sentença da juíza devesse ser mandada para quem pensa que a saúde pública e protocolos médicos possam ser resolvidos mediante crenças, ideologias e achismos. Não são, felizmente e a juíza Marina mostrou isso de forma muito elegante e educada.


Juíza Federal Marina Cavalcante Barros Mendes: “não há solução mágica para a pandemia” (Foto: reprodução internet)

Então, é Natal!

Primeiro foi o prefeito Firmino Filho que antecipou para uma sexta-feira de abril o 16 de agosto, aniversário de Teresina.
Ontem, foi a vez do governador Wellington Dias puxar para 15 de maio o 19 de outubro, aniversário do Piauí.
Qual dos dois vai antecipar o Natal? E para qual mês.

Os votos do Capote

De que adianta o Tribunal de Contas ter decidido pela suspensão dos direitos políticos do prefeito Capote, de Barras, por 6x1, se, com a maioria que ele tem na Câmara de Vereadores, pode derrubar tal decisão?
Anteontem, enquanto os opositores festejavam a condenação, os aliados de Capote informavam que dos onze vereadores ele tem nove como aliados.

Opinião fora de hora

Frase de Wellington Dias metendo o bedelho nas coisas do Bolsonaro por conta da exoneração do ministro da Saúde, Nelson Tech:
“Não é razoável mudança de ministros em tão pouco tempo”.
Como diz o Florentino Filho, Wellington leva metade da Assembleia Legislativa para o secretariado e cria outra geração de deputados (os suplentes).
É, não tem tanta moral para se meter nas confusões dos outros.  

Discussão

Vai ser dia 19, terça-feira da semana que vem, audiência que a juíza federal Marina Cavalcante Barros Mendes marcou para ouvir as posições sobre o uso de fármacos em um protocolo para o tratamento da covid-19, incluindo a controversa hidroxicloroquina.

Antes

Firmino Filho, pressionado por gente que deseja o estabelecimento do protocolo, agiu na mesma linha da juíza: encaminhou ofício à Sociedade Brasileira de Infectologia, à Associação de Medicina Intensiva e ao Conselho Federal de Medicina, pedindo que a sugestão do protocolo seja avaliada pelas entidades.

Silvio Mendes

O ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, segue acreditando que o protocolo usado no Hospital Tibério Nunes, em Floriano, é eficiente. “Os que não acreditam nas experiências de quem trata e curam pacientes na fase inicial do covid-19 com a HCQ+AZI+anticoagulante, usam quais medicamentos?”, indaga Sílvio.

Eu quero

O ex-prefeito, que já tem 70 anos, emagreceu, mas segue fumante, diz que se for contaminado quer tomar os remédios prescritos no protocolo, porque nem quer ir para a UTI nem tem pressa para morrer.

Morre um detento

Morreu ontem, o detento da penitenciária de Altos Francisco Wellington. Ele deu entrada no HUT com suspeita de covid-19, foi liberado para sepultamento, mas a advogada Lina Brandão requereu, imediatamente ao HUT exigindo a exumação do corpo.

Outros cinco

No início da  noite de ontem chegaram mais cinco detentos de Altos no HUT com suspeitas de contaminação com o coronavírus. Os sintomas: falta de ar e febre.
Nem a família podia ficar perto ou ao menos receber notícias porque os agentes do presídio proibiram.

Indiferença

O estranho em tudo isso é que muitos dos detentos estão apresentando sintomas de infecção com o vírus chinês e as explicações, principalmente para as famílias, não existem.
Ontem mesmo, no HUT, o diretor do presídio fez ouvido de mercador para os gritos dos familiares dos presos.

Aditivo suspeito

Tem gente de olho nos movimentos (notadamente financeiros) do prefeito Wagner Coelho, de Uruçuí.
E, de preferência num aditivo de R$ 580 mil feito agora, num contrato de compra de medicamentos e material hospitalar no valor de mais de R$ 1 milhão e 900 mil.
Mas com a data retroativa a dezembro do ano passado.

A festinha do barulho

Moradores do entorno da rua Mundinho Ferraz com Coronel César, na Morada do Sol, zona Leste de Teresina, estão se sentindo incomodados com uma espécie de festinha que ocorre por lá.
Vários carros estacionados, vozes às alturas e barulho de copos.
Acionada, a guarda municipal avisa que só se desloca se tiver som de banda.

Ele, a solução

Vem cá, se Bolsonaro quer no Ministério da Saúde um médico que também subestima o coronavírus e concorde com tudo o que o presidente pensa, a despeito do que dizem os cientistas, basta voltar os olhos para um aliado seu de primeira hora: o prefeito Mão Santa.
Mão Santa gravou um vídeo dizendo que o melhor antídoto contra o vírus é a água.

Lasca o vídeo

“Beba a água que ela desce la e, pá, lasca o vírus”, orienta Mão Santa.

Desconvite

Mas ontem circulou que nem Mão Santa nem Dr. Pessoa poderiam ser os ocupantes do Ministério da Saúde nessa nova etapa em que o importante é negar a ciência médica.
Não que os dois estejam despreparados para o negacionismo, mas porque nem o prefeito de Parnaíba nem o ex-deputado estadual são capazes de pronunciar a palavra hidroxicloroquina.

Insight

Do prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas, que como boa parte dos gestores municipais tem comido o pão que Asmodeu amassou sem recursos para lidar com uma crise sanitária de proporções bíblicas: “Aprendi que a busca do tratamento do novo coronavírus é um mar de incertezas, onde navegam ciência, gente e vaidades.”
Navega também muita ignorância vestida de conhecimento técnico-científico.

Floresta?

Em postagem numa rede social, Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, celebrou sua passagem pela cidade de Floresta no Piauí. Tão confusa que errou o nome.
Ela esteve foi em Floriano, que está bem longe de Floresta, um município de apenas 2,8 mil habitantes, ali pelas bandas de Simplício Mendes.

Menos gente

Bem, a estratégia de antecipar para ontem o feriado do dia do Piauí aparentemente deu certo. Havia menos pessoas e carros circulando na cidade.
Mas os supermercados estavam cheios.

Feriado em junho

O próximo feriado que se terá é o Corpus Christi, que este ano será celebrado no dia 11 de junho, uma quinta-feira.
Provavelmente sem a procissão que se realiza todos os anos.

Agudeza

Um terço dos trabalhadores em saúde de hospitais da rede estadual que contraíram a covid-19 (34 de 101) trabalha no Hospital Getúlio Vargas. Um quarto está no Hospital Justino Luz (14) e na Maternidade Dona Evangelina Rosa.
Assim, quando a pandemia acabar, convém que se busque melhorar a gestão nos três estabelecimentos.

Pulando fora

Sabe a máxima de no princípio de naufrágio do navio os ratos são os primeiros a pular?
Pois, o Centrão já começa a sentir o cheiro de queimado de Bolsonaro, fez críticas ontem ao presidente e já está pensando em debandar mesmo antes de aloprar os cargos pretendidos..

Ping-Pong 
Sem termos de acordo

Artur Bernardes, presidente do Brasil entre 1922 e 1926 foi governador de Minas entre 1918 e1922. Quando assumiu o governo mineiro resolveu demitir todos os adversários, mas não quis exonerar o diretor da Imprensa Oficial, Augusto de Lima, preferindo que ele pedisse para sair. Mandou até Lima um emissário.

O emissário: “Dr Augusto Lima, como o senhor sabe, o Dr. Artur Bernades...”
Augusto Lima: “Sei, sei...”
O emissário: “Vou falar logo, Dr. Augusto. O Dr. Artur Bernardes mandou sugerir que o senhor peça demissão”.
Augusto Lima: “Alto lá! Ao adversário não peço nada, nem demissão”.

Expressas 

A prefeitura de Teresina abriu mais um crédito orçamentário suplementar da ordem de R$ 8 milhões para gastos de saúde em razão do coronavírus.

Só apelando aos organismos internacionais para o caso das denúncias de torturas a detentos em penitenciária do Piauí. Autoridades do Piauí, a começar do governador, pensam que é bem alí, no Maranhão.

A próxima semana vai ser ainda mais quente na política brasileira. Tão quente que se faz piada dizendo que tem muita batata assando.

Há luz no fim do túnel A receita e a dúvida