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...O Brasil é uma grande quitanda

Vale a pena ler o excelente texto que o jornalista Claudio Barros escreveu ontem, com o título: ‘O coronavírus nos fez ver que o Brasil é uma grande quitanda’. Ei-lo: “Desde que eu tenho um pouco mais que uma dezena de anos ouço o ufanismo de sucessivos governos brasileiros sobre o tamanho e a robustez de nossa economia. De fato, faz bastante tempo que o Brasil frequenta o clube dos dez maiores PIBs globais – embora essa medida macroeconômica e sua derivação mais usual, o PIB per capita, não sejam exatamente um sinal de riqueza e, sobretudo, de equidade de renda. O Brasil, orgulharam-se os acólitos de todos os governos dos quais tenho lembrança (de Geisel até agora), é uma grande economia. A primeira da América Latina, entre décima e quinta maior economia do mundo – a depender do tempo e de algumas variáveis macroeconômicas. São números contra os quais não poderemos nos defrontar, principalmente porque a medida do PIB brasileiro é segura e confiável, posta que feita com seriedade pelo IBGE. Podemos até dizer com segurança que, até 1982, quando Deng Xiaoping inventou a China tal qual a conhecemos agora, o Brasil era uma economia maior que o Império do Meio. Nem vou me dar o luxo de oferecer números comprobatórios disso porque se alguém der um Google vai saber que estou falando sobre algo que é real. Ocorre é que, enquanto a China, a partir de 1982, pegou um caminho firme de desenvolvimento econômico, o Brasil entrou em um labirinto de perdas econômicas que fez dos anos 80 do século passado a década perdida e os anos que se seguiram como um período em que nossa economia foi vitimada por uma condição que o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso muito apropriadamente chamou de “síndrome do baixo crescimento”. Liberais nativos e outros tipos propugnam como remédio para o baixo crescimento uma série de reformas. Pode ser que dê certo, mas até onde a vista enxerga, os reformistas não entregaram senão um fôlego fiscal para que o estado mantenha o pagamento dos juros à banca. Seguimos à cata de uma saída, sob a batuta de um ministro ultraliberal, que deseja reduzir o tamanho do estado. Uma pandemia enterra o desejo do ministro e, mais do que isso, joga luz forte sobre algo que já se sabia, mas não na medida gigantesca vislumbrada: o Brasil é uma grande quitanda. Como uma bodega sortida, o Brasil tem muita coisa, mas o homem que comanda o balcão não sabe exatamente onde todas essas coisas estão. Se resolve organizar-se, descobre, assustado, que pode ter mais problemas que mercadorias. Deu-se assim na pandemia: ao propor uma ajuda emergencial que variou de R$ 600 a R$ 1.200, o Brasil viu-se aparvalhado diante de um contingente de 55 milhões de brasileiros adultos que vivem na informalidade, estão desempregados, não são bancarizados… Gente que, com certeza, produz um bocado de coisa, que somadas, pode representar o PIB de uma Argentina, quem sabe, mas que estão à margem do processo econômico formal. A informalidade na qual vivem 55 milhões ou mais de brasileiros é que parece ser a mais urgente das reformas do Brasil. É fazer essa gente trabalhar com segurança jurídica, recolhendo, é verdade, a parte do leão, mas fortalecendo a economia e as próprias estruturas do estado, que quando chamado a socorrer a todos, disponha de, pelo menos, um cadastro seguro para saber realmente quem mais precisa de ajuda.


Valdeci Cavalcante se vale do ‘direito de ir e vir’ para comandar a abertura das atividades comerciais e industriais (Foto: divulgação)

Lá vem!

Com a Polícia Federal solta nas ruas, não dá mais para nenhum gestor dormir no mesmo endereço.
A coluna sabe, por exemplo, que três secretários de Estado, vários prefeitos e secretário municipal, um senador e um deputado federal piauiense não repetem o lugar de dormir.
Com medo de o ‘japonês da Federal’ bater à porta às seis da manhã.

Vários Estados

O STJ, por exemplo, autorizou investigações, a pedido da Procuradoria Geral da República, em São Paulo e em mais seis Estados.
Agora, não perguntem se o Piauí está na lista.

Mudando de lugar

As investigações giram em torno das suspeitas de práticas de superfaturamento nas compras de equipamentos para o combate ao coronavírus.
A coluna não cansa de repetir: assim como constroem os hospitais, melhor também construir as ‘cadeias de campanha’.  

A força da lei

O prefeito Firmino Filho não se intimidou com o aviso feito pelo presidente da Fecomércio Valdeci Cavalcante sobre a flexibilização, na marra, das atividades comerciais.
O prefeito disse ontem que não muda o decreto até ver condições favoráveis para flexibilizar o isolamento social.

Direito de ir e vir

O advogado Valdeci Cavalcante arguiu o ‘direito de ir e vir, o direito ao trabalho; o direito à livre manifestação e o direito à vida”.
E sublinha: são cláusulas pétreas que asseguram a nossa liberdade e dignidade”.

Direito coletivo

Mas o direito coletivo se sobrepõe ao direito individual. E a pandemia, convenhamos, faz por onde a saúde coletiva seja prioridade absoluta.
Que, por tal fato, se sobrepõe a todos os outros direitos.

Comepi construtora

Foi-se o tempo em que a Comepi (Companhia Editora do Piauí) era quem editava Diário Oficial e publicações do Estado e que seus dirigentes eram pessoas moldadas nas letras.
Na Comepi do governo Wellington Dias, os dirigentes são engenheiros, técnicos em construções, mestres de obras.

E sabe por quê?

Porque a Comepi do atual governo também constrói calçamento.
Basta ver a placa de uma obra de paralelepípedo na localidade Estaca Zero, na zona rural de Teresina, ao custo de R$ 500.025,80.
Recursos do famoso Finisa. Que, certamente, rendem bem.

Na mira

É por isso que muitos auxiliares de Wellington Dias, que não têm nada a ver com o combate ao coronavírus estão mudando de endereço na hora de dormir.
Porque eles usaram milhões de reais na compra de EPIs, assim, indisfarçadamente, e agora estão na mira dos investigadores.

Epidemia

Assim como o coronavírus virou uma pandemia, o uso de órgãos públicos alheios ao combate ao coronavírus virou uma epidemia no Brasil.
Bem ali no Ceará se investiga contratos do Governo do Estado com uma empresa tipo fundo de quintal voltada para assessoria no agronegócio, no valor de R$ 600 milhões.

Seis por meia dúzia

Exibindo um quadro dantesco de contaminação por leptospirose dos detentos da penitenciária de Altos, embora não tendo citado os casos das denúncias de torturas, a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça pedindo a transferência dos reclusos e até a interdição da cadeia.
Mas o desembargador Edvaldo Moura, mesmo sabendo de toda a situação, inclusive pela mídia, determinou, em sede de liminar, apenas que o secretário de Justiça faça a limpeza do malsinado presídio.

Secretário omisso

O secretário de Justiça Carlos Edilson seria a figura menos indicada para tomar qualquer iniciativa porque há muito ele tem sido omisso quanto à existência de uma lagoa de fezes que contamina a água servida; e faz vista grossa quanto às denúncias de torturas.
Quando a justiça desconhece tudo isso e o credencia a fazer tarefas que ele não fez, não avança nada em relação à triste situação da chamada casa de terror.
Os maus tratos continuarão e a forma de agir dos carcereiros contra os internos, também.

A conta...

Até nos corredores do STF se sabe que Bolsonaro está seguro de que não será denunciado pela Procuradoria Geral da República, no inquérito que investiga as denúncias de Sérgio Moro.

...E a receita

As mesmas vozes também indicam que mesmo não denunciando o presidente, Augusto Aras não vai conseguir a tão sonhada (por Sérgio Moro) vaga no STF.

Fake news

Mas a atitude de Aras, no exato dia em que se registraram buscas e apreensões determinadas pelo STF, no caso das fake news, o fez marcar um ponto importante com presidente da República.

Fake news 2

A voz corrente na Suprema Corte é que o espírito de corpo falará mais alto, e a possibilidade de ser encerrado o inquérito das fake news é mínima, ou zero, no dizer de alguns.

Fake news 3

A habilidade processual de Alexandre de Moraes, relator, que vinculou o Inquérito das fake news com as ameaças e ofensas aos ministros do Supremo, deu o mote para que os ministros sejam compelidos a manter o inquérito em andamento.

Fake news 4

A coluna já tinha antecipado, há quase dois meses, que o perigo para os Bolsonaristas seria chegar aos financiadores da campanha e das fake news.
Alexandre de Moraes quebrou ontem o sigilo de Luciano Hang, o véi da Havan, de julho de 2018 até aqui.
Aí tem!

Recado da prefeita

A prefeita Carmelita Castro escreveu à coluna para dizer que não estava e nem incentivou aglomerações em São Raimundo Nonato, por conta das comemorações em função de sua absolvição do processo de cassação.
“Em nenhum momento este portal e/ou colunista entrou em contato comigo ou com a minha assessoria de imprensa para esclarecer os fatos”, queixa-se.

Vídeo antigo

A prefeita diz que o vídeo em que aparece junto à população, “trata-se da manifestação popular realizada no dia 02 de setembro de 2019, data em que houve o resultado do pedido de cassação do meu mandato em primeira instância e não faz referência ao resultado do TRE/PI desta terça-feira, (27)”.

Aliados espalharam

A absolvição da prefeita contagiou tanto seus aliados que eles mesmos faziam questão de passar o vídeo para a mídia como se tivesse ocorrido anteontem.
Por fim, a prefeita Carmelita diz:
“Tenho plena consciência do momento delicado que estamos passando diante dessa crise sanitária e na condição de prefeita e, mais ainda, de cidadã, não seria irresponsável em descumprir o isolamento social e incentivar aglomerações ou ações de queima de fogos e carreata pondo em risco a saúde da população”.

A bronca na rede social

De fato, ao ser censurada pelas redes sociais pela aglomeração barulhenta que se formou após a sua vitória no TRE, Carmelita disse para a dona do perfil que não se encontrava em São Raimundo e não tinha condições de evitar a festa dos simpatizantes.  

Ping-Pong
Lapso de inteligência

José Maria Alkmin foi encarregado por Amaral Peixoto de conversar com o deputado Geraldo Freire sobre um assunto relacionado a Minas Gerais. Foi lá, conversou e voltou para se avistar com Amaral, que era genro de Getúlio e foi sogro de Moreira Franco, o Gato Angorá, segundo apelido dado por Brizola.

Amaral: “Que tal a conversa, Alkmin?”.
Alkmin: “Eu estava conversando com ele e ele começou até a dizer coisas inteligentes. Depois voltou ao normal”.

Expressas

O Piauí já possui 4243 casos confirmados de coronavírus em 147 municípios no estado. O total de óbitos, segundo o último boletim da Sesapi, é de 138.  

Por causa do coronavírus, mais de 7,6 mil trabalhadores com carteira assinada foram demitidos no mês de abril, segundo balanço divulgado ontem pelo Caged. 

No Piauí, de janeiro a abril, 25.885 trabalhadores foram contratados e 30.336 foram demitidos, o que gerou um saldo negativo de 4.451. 

Vale a pena ler o excelente texto que o jornalista Claudio Barros escreveu ontem, com o título: ‘O coronavírus nos fez ver que o Brasil é uma grande quitanda’. Ei-lo: “Desde que eu tenho um pouco mais que uma dezena de anos ouço o ufanismo de sucessivos governos brasileiros sobre o tamanho e a robustez de nossa economia. De fato, faz bastante tempo que o Brasil frequenta o clube dos dez maiores PIBs globais – embora essa medida macroeconômica e sua derivação mais usual, o PIB per capita, não sejam exatamente um sinal de riqueza e, sobretudo, de equidade de renda. O Brasil, orgulharam-se os acólitos de todos os governos dos quais tenho lembrança (de Geisel até agora), é uma grande economia. A primeira da América Latina, entre décima e quinta maior economia do mundo – a depender do tempo e de algumas variáveis macroeconômicas. São números contra os quais não poderemos nos defrontar, principalmente porque a medida do PIB brasileiro é segura e confiável, posta que feita com seriedade pelo IBGE. Podemos até dizer com segurança que, até 1982, quando Deng Xiaoping inventou a China tal qual a conhecemos agora, o Brasil era uma economia maior que o Império do Meio. Nem vou me dar o luxo de oferecer números comprobatórios disso porque se alguém der um Google vai saber que estou falando sobre algo que é real. Ocorre é que, enquanto a China, a partir de 1982, pegou um caminho firme de desenvolvimento econômico, o Brasil entrou em um labirinto de perdas econômicas que fez dos anos 80 do século passado a década perdida e os anos que se seguiram como um período em que nossa economia foi vitimada por uma condição que o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso muito apropriadamente chamou de “síndrome do baixo crescimento”. Liberais nativos e outros tipos propugnam como remédio para o baixo crescimento uma série de reformas. Pode ser que dê certo, mas até onde a vista enxerga, os reformistas não entregaram senão um fôlego fiscal para que o estado mantenha o pagamento dos juros à banca. Seguimos à cata de uma saída, sob a batuta de um ministro ultraliberal, que deseja reduzir o tamanho do estado. Uma pandemia enterra o desejo do ministro e, mais do que isso, joga luz forte sobre algo que já se sabia, mas não na medida gigantesca vislumbrada: o Brasil é uma grande quitanda. Como uma bodega sortida, o Brasil tem muita coisa, mas o homem que comanda o balcão não sabe exatamente onde todas essas coisas estão. Se resolve organizar-se, descobre, assustado, que pode ter mais problemas que mercadorias. Deu-se assim na pandemia: ao propor uma ajuda emergencial que variou de R$ 600 a R$ 1.200, o Brasil viu-se aparvalhado diante de um contingente de 55 milhões de brasileiros adultos que vivem na informalidade, estão desempregados, não são bancarizados… Gente que, com certeza, produz um bocado de coisa, que somadas, pode representar o PIB de uma Argentina, quem sabe, mas que estão à margem do processo econômico formal. A informalidade na qual vivem 55 milhões ou mais de brasileiros é que parece ser a mais urgente das reformas do Brasil. É fazer essa gente trabalhar com segurança jurídica, recolhendo, é verdade, a parte do leão, mas fortalecendo a economia e as próprias estruturas do estado, que quando chamado a socorrer a todos, disponha de, pelo menos, um cadastro seguro para saber realmente quem mais precisa de ajuda.


Valdeci Cavalcante se vale do ‘direito de ir e vir’ para comandar a abertura das atividades comerciais e industriais (Foto: divulgação)

Lá vem!

Com a Polícia Federal solta nas ruas, não dá mais para nenhum gestor dormir no mesmo endereço.
A coluna sabe, por exemplo, que três secretários de Estado, vários prefeitos e secretário municipal, um senador e um deputado federal piauiense não repetem o lugar de dormir.
Com medo de o ‘japonês da Federal’ bater à porta às seis da manhã.

Vários Estados

O STJ, por exemplo, autorizou investigações, a pedido da Procuradoria Geral da República, em São Paulo e em mais seis Estados.
Agora, não perguntem se o Piauí está na lista.

Mudando de lugar

As investigações giram em torno das suspeitas de práticas de superfaturamento nas compras de equipamentos para o combate ao coronavírus.
A coluna não cansa de repetir: assim como constroem os hospitais, melhor também construir as ‘cadeias de campanha’.  

A força da lei

O prefeito Firmino Filho não se intimidou com o aviso feito pelo presidente da Fecomércio Valdeci Cavalcante sobre a flexibilização, na marra, das atividades comerciais.
O prefeito disse ontem que não muda o decreto até ver condições favoráveis para flexibilizar o isolamento social.

Direito de ir e vir

O advogado Valdeci Cavalcante arguiu o ‘direito de ir e vir, o direito ao trabalho; o direito à livre manifestação e o direito à vida”.
E sublinha: são cláusulas pétreas que asseguram a nossa liberdade e dignidade”.

Direito coletivo

Mas o direito coletivo se sobrepõe ao direito individual. E a pandemia, convenhamos, faz por onde a saúde coletiva seja prioridade absoluta.
Que, por tal fato, se sobrepõe a todos os outros direitos.

Comepi construtora

Foi-se o tempo em que a Comepi (Companhia Editora do Piauí) era quem editava Diário Oficial e publicações do Estado e que seus dirigentes eram pessoas moldadas nas letras.
Na Comepi do governo Wellington Dias, os dirigentes são engenheiros, técnicos em construções, mestres de obras.

E sabe por quê?

Porque a Comepi do atual governo também constrói calçamento.
Basta ver a placa de uma obra de paralelepípedo na localidade Estaca Zero, na zona rural de Teresina, ao custo de R$ 500.025,80.
Recursos do famoso Finisa. Que, certamente, rendem bem.

Na mira

É por isso que muitos auxiliares de Wellington Dias, que não têm nada a ver com o combate ao coronavírus estão mudando de endereço na hora de dormir.
Porque eles usaram milhões de reais na compra de EPIs, assim, indisfarçadamente, e agora estão na mira dos investigadores.

Epidemia

Assim como o coronavírus virou uma pandemia, o uso de órgãos públicos alheios ao combate ao coronavírus virou uma epidemia no Brasil.
Bem ali no Ceará se investiga contratos do Governo do Estado com uma empresa tipo fundo de quintal voltada para assessoria no agronegócio, no valor de R$ 600 milhões.

Seis por meia dúzia

Exibindo um quadro dantesco de contaminação por leptospirose dos detentos da penitenciária de Altos, embora não tendo citado os casos das denúncias de torturas, a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus no Tribunal de Justiça pedindo a transferência dos reclusos e até a interdição da cadeia.
Mas o desembargador Edvaldo Moura, mesmo sabendo de toda a situação, inclusive pela mídia, determinou, em sede de liminar, apenas que o secretário de Justiça faça a limpeza do malsinado presídio.

Secretário omisso

O secretário de Justiça Carlos Edilson seria a figura menos indicada para tomar qualquer iniciativa porque há muito ele tem sido omisso quanto à existência de uma lagoa de fezes que contamina a água servida; e faz vista grossa quanto às denúncias de torturas.
Quando a justiça desconhece tudo isso e o credencia a fazer tarefas que ele não fez, não avança nada em relação à triste situação da chamada casa de terror.
Os maus tratos continuarão e a forma de agir dos carcereiros contra os internos, também.

A conta...

Até nos corredores do STF se sabe que Bolsonaro está seguro de que não será denunciado pela Procuradoria Geral da República, no inquérito que investiga as denúncias de Sérgio Moro.

...E a receita

As mesmas vozes também indicam que mesmo não denunciando o presidente, Augusto Aras não vai conseguir a tão sonhada (por Sérgio Moro) vaga no STF.

Fake news

Mas a atitude de Aras, no exato dia em que se registraram buscas e apreensões determinadas pelo STF, no caso das fake news, o fez marcar um ponto importante com presidente da República.

Fake news 2

A voz corrente na Suprema Corte é que o espírito de corpo falará mais alto, e a possibilidade de ser encerrado o inquérito das fake news é mínima, ou zero, no dizer de alguns.

Fake news 3

A habilidade processual de Alexandre de Moraes, relator, que vinculou o Inquérito das fake news com as ameaças e ofensas aos ministros do Supremo, deu o mote para que os ministros sejam compelidos a manter o inquérito em andamento.

Fake news 4

A coluna já tinha antecipado, há quase dois meses, que o perigo para os Bolsonaristas seria chegar aos financiadores da campanha e das fake news.
Alexandre de Moraes quebrou ontem o sigilo de Luciano Hang, o véi da Havan, de julho de 2018 até aqui.
Aí tem!

Recado da prefeita

A prefeita Carmelita Castro escreveu à coluna para dizer que não estava e nem incentivou aglomerações em São Raimundo Nonato, por conta das comemorações em função de sua absolvição do processo de cassação.
“Em nenhum momento este portal e/ou colunista entrou em contato comigo ou com a minha assessoria de imprensa para esclarecer os fatos”, queixa-se.

Vídeo antigo

A prefeita diz que o vídeo em que aparece junto à população, “trata-se da manifestação popular realizada no dia 02 de setembro de 2019, data em que houve o resultado do pedido de cassação do meu mandato em primeira instância e não faz referência ao resultado do TRE/PI desta terça-feira, (27)”.

Aliados espalharam

A absolvição da prefeita contagiou tanto seus aliados que eles mesmos faziam questão de passar o vídeo para a mídia como se tivesse ocorrido anteontem.
Por fim, a prefeita Carmelita diz:
“Tenho plena consciência do momento delicado que estamos passando diante dessa crise sanitária e na condição de prefeita e, mais ainda, de cidadã, não seria irresponsável em descumprir o isolamento social e incentivar aglomerações ou ações de queima de fogos e carreata pondo em risco a saúde da população”.

A bronca na rede social

De fato, ao ser censurada pelas redes sociais pela aglomeração barulhenta que se formou após a sua vitória no TRE, Carmelita disse para a dona do perfil que não se encontrava em São Raimundo e não tinha condições de evitar a festa dos simpatizantes.  

Ping-Pong
Lapso de inteligência

José Maria Alkmin foi encarregado por Amaral Peixoto de conversar com o deputado Geraldo Freire sobre um assunto relacionado a Minas Gerais. Foi lá, conversou e voltou para se avistar com Amaral, que era genro de Getúlio e foi sogro de Moreira Franco, o Gato Angorá, segundo apelido dado por Brizola.

Amaral: “Que tal a conversa, Alkmin?”.
Alkmin: “Eu estava conversando com ele e ele começou até a dizer coisas inteligentes. Depois voltou ao normal”.

Expressas

O Piauí já possui 4243 casos confirmados de coronavírus em 147 municípios no estado. O total de óbitos, segundo o último boletim da Sesapi, é de 138.  

Por causa do coronavírus, mais de 7,6 mil trabalhadores com carteira assinada foram demitidos no mês de abril, segundo balanço divulgado ontem pelo Caged. 

No Piauí, de janeiro a abril, 25.885 trabalhadores foram contratados e 30.336 foram demitidos, o que gerou um saldo negativo de 4.451. 

Estamos sob censura 32 A desobediência civil