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  2. Arimatéia Azevedo
  3. Afinal, o presidente blefa?
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Afinal, o presidente blefa?

O presidente Bolsonaro radicalizou em sua fala, dizendo literalmente que “acabou, porra.”, referindo-se à ordem do STF para a operação policial contra seus aliados, sinalizando que perdeu a paciência, pela última vez, em franco desacordo ou confronto com decisões do Supremo Tribunal Federal. O presidente está blefando? Porque fica difícil até acreditar na história de alguém que repete a mesma bravata mais de uma vez no curto espaço de pouco mais de 15 dias. No primeiro domingo de maio Bolsonaro disse a mesma coisa (“chegou no limite”), ao se dirigir aos seus apoiadores, logo após a demissão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Agora, impaciente porque o inquérito que apura as Fake News está batendo à porta de amigos e dos bem próximos, a ele, com a quebra de sigilos telefônicos, fiscais já determinadas, além de buscas e apreensões em escritórios e residências de vários amigos e empresários bolsonaristas, o presidente da República transformou o seu inconformismo em uma palavra mais forte, ao limite de uma ira insana. Afinal de contas, avaliam os especialistas no Direito que o respeito à ordem constitucional exige não apenas que as regras democráticas resguardem o estado de Direito, mas o dever de cumprir e honrar a Constituição Federal diz que a última palavra advém do Judiciário, não cabendo nenhuma contestação que não seja o recurso cabível. Mas quem vai dizer isso ao irresoluto presidente que brada publicamente que não tolerará mais o que a Suprema Corte pode decidir? (Os próximos fatos serão decisivos, e todos os olhares da nação estarão voltados para as decisões do STF, tanto no caso do Habeas Corpus para livrar o ministro da Educação de ser ouvido na investigação que apura agressão aos ministros do Supremo), quanto também pelo encerramento ou não do inquérito das Fake News. O certo é que Bolsonaro teme que as investigações cheguem tão perto de seu gabinete que possam atingir o clã familiar, especialmente o filho Carlos, que supostamente administra o assim chamado ‘gabinete do ódio’, descrito, inclusive, no despacho do ministro Alexandre de Moraes. Tem-se pela frente, portanto, uma semana verdadeiramente decisiva, diante de tantos impasses. Quem, de fato, peitaria o presidente?

José Eduardo Pereira, novo secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo de Brasília (Foto: Renato Alves / Agência Brasília)

É blefe?

Quando Bolsonaro grita ‘acabou, porra’, ele quer simplesmente avisar ao STF que a operação não pode chegar ao 03, o Carluxo, apontado supostamente como o chefe do Gabinete do Ódio.
Que, claro, foi poupado da última operação, por absoluta estratégia de Alexandre de Moraes.

Sem poder

Um general que não tem muito trânsito com as chamadas ‘babás fardadas’ do Palácio do Planalto, mas bem entrosado na tropa, dizia ontem, em Brasília, que, pela situação do  momento, na tensa relação com o Poder Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro não tem poder de arregimentar sequer um cabo e um soldado para fechar o STF.
Como gostaria Carlos Bolsonaro.

O novo secretário

O advogado piauiense José Eduardo Pereira assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal.
Em entrevista ao Correio Braziliense, José Eduardo Pereira disse que se está atravessando um rio caudaloso e tortuoso, diante dos impactos negativos da pandemia do novo coronavírus. 

Estratégias

Empossado há cinco dias, José Eduardo sabe os desafios que tem que enfrentar tanto que fala na sinergia entre as instituições e órgãos do governo visando à adoção de novas estratégicas econômicas.
José Eduardo Pereira ocupou a segunda vice-presidência do Banco do Brasil na gestão Michel Temer.

Prefeito de sorte

A burocracia está ajudando ao prefeito Arnaldo da Costa, de Ribeira do Piauí.
Com a cassação confirmada há duas semanas pelo TRE-PI, o prefeito continua no cargo porque ainda não foi publicado o acórdão da decisão.
Que deve ser a qualquer momento, mas também até daqui a 20 dias.

Recursos sem efeito

Os embargos de declaração impetrados pela defesa de Arnaldo foram negados pelo TRE.
Ainda que ele recorra ao TSE, o que deve fazer, não suspende o afastamento.
Deve assumir seu lugar o presidente da Câmara.

Prefeito zumbi

Enquanto o acórdão não chega, Arnaldo da Costa pouco aparece em Ribeira do Piauí. E nem precisa, ele comanda, como um zumbi – sobretudo as finanças – de onde estiver.
Ah, ontem, ele deu as caras, fez festa em casa, enquanto a sede da prefeitura segue com a energia cortada por falta de pagamento.

Caravana do candidato?

Há legendas para todos os gostos para as fotos que viralizaram ontem, nas redes sociais, tendo o presidente da Fecomércio Valdeci Cavalcante à frente, em passeata rumo ao Palácio da Cidade.
Um leitor, apostou, por exemplo, que Valdeci cava uma candidatura à prefeitura de Teresina.
Com apoio de Bolsonaro.

Pressão

Na sua teimosia pelo relaxamento do isolamento social no Piauí, Valdeci liderou um grupo, que alguns, maliciosos, diziam tratar-se de comissionados do sistema S, o que pode não ser, para pressionar o prefeito de Teresina e o governador.

Apoio em sua cidade

Único lugar onde Valdeci encontra apoio é em Parnaíba. Lá também, ele fez manifestação com o apoio do prefeito Mão Santa, que está proibido de abrir o comércio por decisão judicial.

O atoleimado

Até a comunidade judaica protestou contra postagem do atoleimado ministro da Educação Abrahan Weintraub comparando a operação da Polícia Federal, nas casas dos ativistas bolsonaristas com os atos nazistas contra judeus.
Tão ignorante, o ministro de Bolsonaro não sabe da diferença da noite dos cristais, naqueles tenebrosos tempos, do dia de anteontem, da PF na casa dos bolsominions.

Cultua o nazismo

Abrahan Weintraub é judeu, sem ter vivido precisamente, os horrores praticados por Hitler.
Mas parece que hoje ele cultua mais o nazismo ou banaliza aquelas atrocidades contra o próprio povo judeu.

Mais um da tortura

Morreu mais um detento da Cadeia Pública de Altos.
Adriano, cujo pai relata as torturas, estava internado em hospital da cidade acometido, segundo a voz oficial, com a síndromede Gilliain Barre, doença que ataca os nervos.
Mas a situação é bem outra.

Horrores

O pai dele, Atanásio, conta coisas horrorosas de que ele foi vítima no presídio. Num áudio, ele cita que os carcereiros dobravam os pulsos do detento a ponto de os dedos tocarem a parte do antebraço, do lado de dentro.
Poucos resistem à dor.

Choques elétricos

“Os carcereiros ficavam de pé sobre as algemas colocadas nos pulsos do detento provocando choques, de tantas dores”, disse Atanásio, para completar: “Eles davam o chamado ‘mata leão’ que fazia o recluso desmaiar e era acordado com choques elétricos”.

Práticas nefastas

A Polícia está na obrigação de ouvir o relato de Atanásio, o pai do detento Adriano, para que mais essa tortura não seja mais uma história de práticas nefastas na cadeia de Altos enterrada com a vítima.

Revolta dos presos

Segue Atanásio, no áudio: “A cadeia chegava a tremer de tanta revolta dos detentos porque os carcereiros espancavam um interno, num sistema chamado triagem.
Enquanto um era torturado, os demais, recolhidos às suas celas, ouviam seus gritos lancinantes.” 

Local do castigo

Caso o encarcerado desobedeça suas ordens, é colocado na triagem.
Ele apanha tanto que ficam de cadeira de rodas. E, como agora, por conta da água dita contaminada, a desculpa é de que tenha sido infectado pela lagoa.

Relatório parcial

Mas nada disso engrossou as justificativas da Defensoria Pública no pedido de Habeas Corpus impetrado ao desembargador Edvaldo Moura.
O magistrado, como se disse ontem, apenas determinou que o suspeitíssimo secretário de Justiça, faça a sanitização do presídio.

Vereador coveiro

Por falta de coveiros, o vereador Dedé teve que pegar a picareta e cavar a sepultura para enterrar um eleitor, em Barro Duro.

Cadê o dinheiro?

A vereadora Nazinha que, por acaso, é mãe do prefeito de Luzilândia Ronaldo Cacimbeiro, está sendo chamada pelo TCE para explicar como diabos foram parar R$ 46 mil da Câmara de Vereadores em sua conta pessoal.
Nazinha, ou Maria de Nazaré Sousa Azevedo, era presidente da Câmara quando tal mágica ocorreu.

Covid em Barras

Nem bem o prefeito Carlos Monte, de Barras, anunciou que testou  positivo para coronavírus, a piada ganhou a cidade.
Espalharam que Monte nem precisaria se isolar porque ele nunca foi acessível.

Kamikaze

Causou estranheza no mundo jurídico a impetração de um Habeas Corpus assinado pelo ministro da justiça, André Mendonça, em favor do ministro da Educação.
Não se tem notícia de algo anterior com tal objetivo.

Kamikaze 2

O mesmo Mendonça poderia ter assinado a peça, como cidadão, como advogado, ou deveria ter sido o pedido assinado pela AGU, que representa a união, na área jurídica.

Kamikaze 3

Analistas entendem que isto é um suicídio jurídico, porque a peça é vasta sem ser específica, e visa impedir a oitiva de um ministro (Weintraub), que seria o mesmo direito de um acusado nunca ser ouvido pela polícia ou pela justiça.

Kamikaze 4

Outros entendidos dizem que a peça é a própria mula sem cabeça, porque o direito constitucionalmente admitido ao cidadão é permanecer em silêncio, mas não de se eximir em comparecer perante a justiça.

Ping-Pong
O isolamento do prefeito

Roberto Bodó e Zé Gotinha, são os personagens mais bem informados em Barras. E, como não são baús, passam logo para toda a cidade tomar conhecimento do que ouviram, ou o que viram.

Bodó: “Tu soube que o prefeito Carlos Monte está com coronavírus?
Zé Gotinha: “Ixe, rapaz, tô sabendo agora...”.
Bodó: “Pois é, o prefeito avisou que vai ficar isolado, para ninguém chegar perto...”. 
Zé Gotinha: “Homem, antes da doença ele já vivia isolado do povo, era difícil a gente chegar perto dele”.

Expressas

Mais oito pessoas morreram por causa de coronavírus, segundo boletim de ontem da Sesapi. Agora, são 146 óbitos por covid-19 e 4503 casos confirmados em 156 municípios do estado. 

Wellington Dias decretou pela terceira vez, um ‘lockdown parcial’ no Piauí. As medidas mais rígidas começam hoje, feriado em Teresina e seguem amanhã e domingo (31). 

De acordo com o governador, a meta é alcançar novamente um índice de isolamento social na casa dos 55% e evitar um possível colapso do sistema de saúde do estado. 

O presidente Bolsonaro radicalizou em sua fala, dizendo literalmente que “acabou, porra.”, referindo-se à ordem do STF para a operação policial contra seus aliados, sinalizando que perdeu a paciência, pela última vez, em franco desacordo ou confronto com decisões do Supremo Tribunal Federal. O presidente está blefando? Porque fica difícil até acreditar na história de alguém que repete a mesma bravata mais de uma vez no curto espaço de pouco mais de 15 dias. No primeiro domingo de maio Bolsonaro disse a mesma coisa (“chegou no limite”), ao se dirigir aos seus apoiadores, logo após a demissão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Agora, impaciente porque o inquérito que apura as Fake News está batendo à porta de amigos e dos bem próximos, a ele, com a quebra de sigilos telefônicos, fiscais já determinadas, além de buscas e apreensões em escritórios e residências de vários amigos e empresários bolsonaristas, o presidente da República transformou o seu inconformismo em uma palavra mais forte, ao limite de uma ira insana. Afinal de contas, avaliam os especialistas no Direito que o respeito à ordem constitucional exige não apenas que as regras democráticas resguardem o estado de Direito, mas o dever de cumprir e honrar a Constituição Federal diz que a última palavra advém do Judiciário, não cabendo nenhuma contestação que não seja o recurso cabível. Mas quem vai dizer isso ao irresoluto presidente que brada publicamente que não tolerará mais o que a Suprema Corte pode decidir? (Os próximos fatos serão decisivos, e todos os olhares da nação estarão voltados para as decisões do STF, tanto no caso do Habeas Corpus para livrar o ministro da Educação de ser ouvido na investigação que apura agressão aos ministros do Supremo), quanto também pelo encerramento ou não do inquérito das Fake News. O certo é que Bolsonaro teme que as investigações cheguem tão perto de seu gabinete que possam atingir o clã familiar, especialmente o filho Carlos, que supostamente administra o assim chamado ‘gabinete do ódio’, descrito, inclusive, no despacho do ministro Alexandre de Moraes. Tem-se pela frente, portanto, uma semana verdadeiramente decisiva, diante de tantos impasses. Quem, de fato, peitaria o presidente?

José Eduardo Pereira, novo secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo de Brasília (Foto: Renato Alves / Agência Brasília)

É blefe?

Quando Bolsonaro grita ‘acabou, porra’, ele quer simplesmente avisar ao STF que a operação não pode chegar ao 03, o Carluxo, apontado supostamente como o chefe do Gabinete do Ódio.
Que, claro, foi poupado da última operação, por absoluta estratégia de Alexandre de Moraes.

Sem poder

Um general que não tem muito trânsito com as chamadas ‘babás fardadas’ do Palácio do Planalto, mas bem entrosado na tropa, dizia ontem, em Brasília, que, pela situação do  momento, na tensa relação com o Poder Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro não tem poder de arregimentar sequer um cabo e um soldado para fechar o STF.
Como gostaria Carlos Bolsonaro.

O novo secretário

O advogado piauiense José Eduardo Pereira assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal.
Em entrevista ao Correio Braziliense, José Eduardo Pereira disse que se está atravessando um rio caudaloso e tortuoso, diante dos impactos negativos da pandemia do novo coronavírus. 

Estratégias

Empossado há cinco dias, José Eduardo sabe os desafios que tem que enfrentar tanto que fala na sinergia entre as instituições e órgãos do governo visando à adoção de novas estratégicas econômicas.
José Eduardo Pereira ocupou a segunda vice-presidência do Banco do Brasil na gestão Michel Temer.

Prefeito de sorte

A burocracia está ajudando ao prefeito Arnaldo da Costa, de Ribeira do Piauí.
Com a cassação confirmada há duas semanas pelo TRE-PI, o prefeito continua no cargo porque ainda não foi publicado o acórdão da decisão.
Que deve ser a qualquer momento, mas também até daqui a 20 dias.

Recursos sem efeito

Os embargos de declaração impetrados pela defesa de Arnaldo foram negados pelo TRE.
Ainda que ele recorra ao TSE, o que deve fazer, não suspende o afastamento.
Deve assumir seu lugar o presidente da Câmara.

Prefeito zumbi

Enquanto o acórdão não chega, Arnaldo da Costa pouco aparece em Ribeira do Piauí. E nem precisa, ele comanda, como um zumbi – sobretudo as finanças – de onde estiver.
Ah, ontem, ele deu as caras, fez festa em casa, enquanto a sede da prefeitura segue com a energia cortada por falta de pagamento.

Caravana do candidato?

Há legendas para todos os gostos para as fotos que viralizaram ontem, nas redes sociais, tendo o presidente da Fecomércio Valdeci Cavalcante à frente, em passeata rumo ao Palácio da Cidade.
Um leitor, apostou, por exemplo, que Valdeci cava uma candidatura à prefeitura de Teresina.
Com apoio de Bolsonaro.

Pressão

Na sua teimosia pelo relaxamento do isolamento social no Piauí, Valdeci liderou um grupo, que alguns, maliciosos, diziam tratar-se de comissionados do sistema S, o que pode não ser, para pressionar o prefeito de Teresina e o governador.

Apoio em sua cidade

Único lugar onde Valdeci encontra apoio é em Parnaíba. Lá também, ele fez manifestação com o apoio do prefeito Mão Santa, que está proibido de abrir o comércio por decisão judicial.

O atoleimado

Até a comunidade judaica protestou contra postagem do atoleimado ministro da Educação Abrahan Weintraub comparando a operação da Polícia Federal, nas casas dos ativistas bolsonaristas com os atos nazistas contra judeus.
Tão ignorante, o ministro de Bolsonaro não sabe da diferença da noite dos cristais, naqueles tenebrosos tempos, do dia de anteontem, da PF na casa dos bolsominions.

Cultua o nazismo

Abrahan Weintraub é judeu, sem ter vivido precisamente, os horrores praticados por Hitler.
Mas parece que hoje ele cultua mais o nazismo ou banaliza aquelas atrocidades contra o próprio povo judeu.

Mais um da tortura

Morreu mais um detento da Cadeia Pública de Altos.
Adriano, cujo pai relata as torturas, estava internado em hospital da cidade acometido, segundo a voz oficial, com a síndromede Gilliain Barre, doença que ataca os nervos.
Mas a situação é bem outra.

Horrores

O pai dele, Atanásio, conta coisas horrorosas de que ele foi vítima no presídio. Num áudio, ele cita que os carcereiros dobravam os pulsos do detento a ponto de os dedos tocarem a parte do antebraço, do lado de dentro.
Poucos resistem à dor.

Choques elétricos

“Os carcereiros ficavam de pé sobre as algemas colocadas nos pulsos do detento provocando choques, de tantas dores”, disse Atanásio, para completar: “Eles davam o chamado ‘mata leão’ que fazia o recluso desmaiar e era acordado com choques elétricos”.

Práticas nefastas

A Polícia está na obrigação de ouvir o relato de Atanásio, o pai do detento Adriano, para que mais essa tortura não seja mais uma história de práticas nefastas na cadeia de Altos enterrada com a vítima.

Revolta dos presos

Segue Atanásio, no áudio: “A cadeia chegava a tremer de tanta revolta dos detentos porque os carcereiros espancavam um interno, num sistema chamado triagem.
Enquanto um era torturado, os demais, recolhidos às suas celas, ouviam seus gritos lancinantes.” 

Local do castigo

Caso o encarcerado desobedeça suas ordens, é colocado na triagem.
Ele apanha tanto que ficam de cadeira de rodas. E, como agora, por conta da água dita contaminada, a desculpa é de que tenha sido infectado pela lagoa.

Relatório parcial

Mas nada disso engrossou as justificativas da Defensoria Pública no pedido de Habeas Corpus impetrado ao desembargador Edvaldo Moura.
O magistrado, como se disse ontem, apenas determinou que o suspeitíssimo secretário de Justiça, faça a sanitização do presídio.

Vereador coveiro

Por falta de coveiros, o vereador Dedé teve que pegar a picareta e cavar a sepultura para enterrar um eleitor, em Barro Duro.

Cadê o dinheiro?

A vereadora Nazinha que, por acaso, é mãe do prefeito de Luzilândia Ronaldo Cacimbeiro, está sendo chamada pelo TCE para explicar como diabos foram parar R$ 46 mil da Câmara de Vereadores em sua conta pessoal.
Nazinha, ou Maria de Nazaré Sousa Azevedo, era presidente da Câmara quando tal mágica ocorreu.

Covid em Barras

Nem bem o prefeito Carlos Monte, de Barras, anunciou que testou  positivo para coronavírus, a piada ganhou a cidade.
Espalharam que Monte nem precisaria se isolar porque ele nunca foi acessível.

Kamikaze

Causou estranheza no mundo jurídico a impetração de um Habeas Corpus assinado pelo ministro da justiça, André Mendonça, em favor do ministro da Educação.
Não se tem notícia de algo anterior com tal objetivo.

Kamikaze 2

O mesmo Mendonça poderia ter assinado a peça, como cidadão, como advogado, ou deveria ter sido o pedido assinado pela AGU, que representa a união, na área jurídica.

Kamikaze 3

Analistas entendem que isto é um suicídio jurídico, porque a peça é vasta sem ser específica, e visa impedir a oitiva de um ministro (Weintraub), que seria o mesmo direito de um acusado nunca ser ouvido pela polícia ou pela justiça.

Kamikaze 4

Outros entendidos dizem que a peça é a própria mula sem cabeça, porque o direito constitucionalmente admitido ao cidadão é permanecer em silêncio, mas não de se eximir em comparecer perante a justiça.

Ping-Pong
O isolamento do prefeito

Roberto Bodó e Zé Gotinha, são os personagens mais bem informados em Barras. E, como não são baús, passam logo para toda a cidade tomar conhecimento do que ouviram, ou o que viram.

Bodó: “Tu soube que o prefeito Carlos Monte está com coronavírus?
Zé Gotinha: “Ixe, rapaz, tô sabendo agora...”.
Bodó: “Pois é, o prefeito avisou que vai ficar isolado, para ninguém chegar perto...”. 
Zé Gotinha: “Homem, antes da doença ele já vivia isolado do povo, era difícil a gente chegar perto dele”.

Expressas

Mais oito pessoas morreram por causa de coronavírus, segundo boletim de ontem da Sesapi. Agora, são 146 óbitos por covid-19 e 4503 casos confirmados em 156 municípios do estado. 

Wellington Dias decretou pela terceira vez, um ‘lockdown parcial’ no Piauí. As medidas mais rígidas começam hoje, feriado em Teresina e seguem amanhã e domingo (31). 

De acordo com o governador, a meta é alcançar novamente um índice de isolamento social na casa dos 55% e evitar um possível colapso do sistema de saúde do estado. 

Estamos sob censura 32 ...O Brasil é uma grande quitanda