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Dia sem trabalho

Hoje, é dia do trabalhador ou do trabalho. Seguindo qualquer uma das leituras da data, a celebração perde importância, ganhando lugar a indignação. Nunca como agora o Brasil teve tanta gente desempregada. Nos números oficiais, há mais de 14 milhões de brasileiros sem emprego, mas considerando que a estatística do desemprego só olha para os que buscam emprego na semana anterior à pesquisa para medir a desocupação de mão de obra, temos muito mais gente sem trabalho e, claro, sem renda. Neste cenário, o Brasil hoje convive com outra estatística dos que não têm ocupação para obter renda: os desalentados, que consistem naquele cidadão ou cidadã que de tanto receber ‘não’ em sua busca de emprego entregou os pontos, já não vai mais a campo procurar uma vaga de emprego. Esses brasileiros desesperançosos somam mais de 6 milhões de pessoas. Esse contingente de pessoas pode estar inserido em outro número assustador, o de brasileiros vivendo na informalidade, algo próximo de 33 milhões de pessoas. Todos esses dados são do IBGE e mostram o tamanho do desafio que o país tem nos próximos anos, que é o de criar postos de trabalho e ainda de ocupar um exército de pessoas  qualificadas ou não para os novos modelos de negócios e de trabalho. Mas para o que é mais urgente, a geração rápida de ocupação que possa absorver pessoal e gerar renda, é preciso que haja um programa amplo de investimentos públicos e privados, o que requer destravar obras e também abrir crédito para as empresas, sobretudo as de pequeno e médio porte, financeiramente asfixiadas pela pandemia. Não é algo simples de ser feito, mas precisa ser feito. Resta saber se o atual governo do Brasil, movido por ideias econômicas liberais atabalhoadas, será capaz de conduzir um processo de recuperação econômica em moldes como os desenhados e postos em prática nos Estados Unidos e Europa.


Impondo censura à mídia, a vereadora Thanandra Sarapatinhas jamais imaginava que iria perder causa para o jornalista e agora ficou mais exposta (Foto: divulgação)

Mal falada

Olha no que dá as pessoas se imaginarem poderosas, achando que podem tudo.
De anteontem para cá, a vereadora Thanandra Sarapatinhas foi mais falada que tudo que se disse dela até então.
E de forma ruim, com a decisão do STF, que derrubou a liminar com a qual ela amordaçava o jornalista Petrus Evelyn.

Fim da mordaça

A censura a um jornalista é a forma mais draconiana, abusiva, que os pseudos poderosos encontram para tolher a liberdade de expressão.
E quando eles acham no judiciário quem faça o serviço, mandam para as calendas o Estado de Direito.

Sob censura

Este jornalista tem sido vítima daqueles que, usando a toga, acham que são maiores que o Estado e pensam que podem tudo.
Além de, recentemente, condenado a três anos por divulgar denuncias de um promotor de justiça contra um desembargador ainda sou proibido de tocar no nome dele sob pena de multa de R$ 50 mil.

Fim da mordaça 2

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, libertando o jovem jornalista Petrus Evelyn, do O Piauiense, da mordaça que lhe impôs o juiz Jorge da Costa, porque divulgou a verdade, não deixa de ser um alivio para todos.
E também mostra para os ‘ditos poderosos’, principalmente togados, que eles, na verdade, nem sempre podem tudo.

Babaquices

Impressionante como o ministro Paulo Guedes já não esconde sua ignorância em matéria de economia e a sua aversão aos pobres.
Essa de que o Fieis pagou estudo do filho do porteiro, que empregada doméstica estava indo para a Disney e que o brasileiro precisa viver menos para aquecer a economia, só leva a crer que ele é de fato criação genuinamente bolsonarista.

Sai de baixo

Francamente, Guedes, cada vez que abre a boca, só produz chorume. 

A morte do delegado

A cidade foi tomada de todo tipo de comentários sobre a morte do delegado de Polícia Civil Rodrigo Moreira.
Num grupo chamado ‘plantão policial’ se atribuiu ao pai do rapaz a versão de que ele teria sido assassinado.
Mas o delegado Francisco Costa, o Barêtta antecipa que foi requisitado e realizado um minucioso exame pericial e determinada a abertura de procedimento investigatório.
Então, não se sabe ainda, ao certo, a causa da  morte.

A carta do delegado

O delegado deixou uma carta. E, então, sobre especulações do possível assassinato de Rodrigo Moreira, Barêtta disse à coluna: “desconheço qualquer investigação presidida pelo saudoso colega Rodrigo que viesse colocar sua vida em perigo, tanto que ele deixou uma carta”.
Barêtta não revelou o teor.

Olha isso!

Funcionários da Secretaria de Segurança receberam ordem para não comentarem nem nos corredores sobre a morte do delegado Rodrigo.
O que se dizia por lá é que se alguém for flagrado falando no caso pode ser punido.

Relacionamento

Rodrigo foi genro da subsecretaria de segurança Eugênia Villa. 

Babado forte

Tem gente discutindo nas redes sociais o acentuado número de casamentos em Teresina, de uns meses para cá, para que, principalmente os do sexo masculino, escondam a sua homossexualidade.
Alguns para esconder dos parentes, uma vez que as mulheres já os sabiam assim, ainda no tempo de namoro.

Descaso com a saúde emocional

Os governos precisam começar a tratar com absoluta seriedade e prioridade o acompanhamento psicológico ou eventualmente psiquiátrico de pessoas que tenham envolvimento com a Covid, seja porque acometidas da doença, seja pelo isolamento em si, ou pelos transtornos decorrentes.

Descaso com a vida emocional 2

Além disso, existe a crise econômica, a falta de empregos, a falta de alimentos à mesa, tudo o que pode contribuir para o infortúnio e exacerbamento dos momentos de insanidade, que geram suicídios recorrentes.

Descaso com a vida emocional 3

Isto é a missão de governo e dever do estado. Prevenção, acompanhamento, terapia, e, principalmente, atenção do poder público para os atingidos emocionalmente pela crise sanitária que se tornou crise extrema se saúde.

Sem transparência

Ainda sobre a convocação da CPI da Covid na Assembleia Legislativa, ao Portal AZ a deputada Teresa Britto informou que não há uma transparência por parte da Secretaria Estadual de Saúde do Governo (Sesapi) e do governador Wellington Dias (PT).

Só holofotes

Mas Teresa Britto diz que atualmente, o requerimento possui a assinatura de cinco deputados a favor da CPI.
No universo de 30 parlamentares, sendo 26 governistas, isso não é nada, não é nada, não é nada mesmo.
Vai ficar só nos holofotes.

Palanque político

Tanto que a deputada destacou que a campanha de combate à covid-19 tem sido usada como um "palanque político". Entre suas motivações pela CPI, Britto questionou a falta de medicamentos e material de higiene na Maternidade Evangelina Rosa e em outros hospitais. "Cadê esse dinheiro da covid-19?", indagou.

Piada pronta

O prefeito Dr. Pessoa acaba de dar um tiro no pé: ele se mostrou indignado com a sujeira de Teresina.
Um reconhecimento à incompetência do setor, pois, pois.

Regime

Foi alterado o regime de trabalho dos guardas civis de Teresina. Desde o começo dessa semana, para cada dia trabalhado será três dias de folga.
O regime de escala passou a ser de 15  horas de serviço, por 81 horas de descanso, devendo ser realizado um dia de serviço por três dias de folga, consecutivamente.

Nomenclatura

As redes bolsonaristas trocaram a expressão covidão por fraudemia. Mas o objetivo segue o mesmo, isentar o presidente da República e transferir toda a responsabilidade pela tragédia sanitária para prefeitos e governadores.

Quem avisa...

Hoje, dia do trabalhador, há 14 milhões de brasileiros e suas famílias, sem razões para comemorar, mas com razões para desempregar políticos no ano que vem.

Ping-Pong
O pé de ata

A deputada Belê leva o tio, o pouco letrado prefeito Gil Paraibano, para visitar uma escola em um bairro da periferia de Picos. Querendo ser amável e popular com os alunos, Gil puxa conversa.

Gil: “Quando você crescer o que vai querer ser?”.
A aluna: “Quero ser uma pediatra...”.
Gil (pensando na fruta): “Não seria melhor você querer ser uma mangueira, que é um pé muito maior, a fruta é saborosa e dá até mais sombra?”.

Publicado originalmente em dois de agosto de 2011.

Expressas

O deputado estadual Gessivaldo Isaías é, desde o começo de abril, o ouvidor-geral da Assembleia Legislativa.

O Consórcio Nordeste encomendou 27 milhões da vacina Spunik V. É certo que combinou com os russos. Não combinou com a Anvisa.

Amanhã, será a eleição para a disputa do comando do condomínio Fazenda Real.

Hoje, é dia do trabalhador ou do trabalho. Seguindo qualquer uma das leituras da data, a celebração perde importância, ganhando lugar a indignação. Nunca como agora o Brasil teve tanta gente desempregada. Nos números oficiais, há mais de 14 milhões de brasileiros sem emprego, mas considerando que a estatística do desemprego só olha para os que buscam emprego na semana anterior à pesquisa para medir a desocupação de mão de obra, temos muito mais gente sem trabalho e, claro, sem renda. Neste cenário, o Brasil hoje convive com outra estatística dos que não têm ocupação para obter renda: os desalentados, que consistem naquele cidadão ou cidadã que de tanto receber ‘não’ em sua busca de emprego entregou os pontos, já não vai mais a campo procurar uma vaga de emprego. Esses brasileiros desesperançosos somam mais de 6 milhões de pessoas. Esse contingente de pessoas pode estar inserido em outro número assustador, o de brasileiros vivendo na informalidade, algo próximo de 33 milhões de pessoas. Todos esses dados são do IBGE e mostram o tamanho do desafio que o país tem nos próximos anos, que é o de criar postos de trabalho e ainda de ocupar um exército de pessoas  qualificadas ou não para os novos modelos de negócios e de trabalho. Mas para o que é mais urgente, a geração rápida de ocupação que possa absorver pessoal e gerar renda, é preciso que haja um programa amplo de investimentos públicos e privados, o que requer destravar obras e também abrir crédito para as empresas, sobretudo as de pequeno e médio porte, financeiramente asfixiadas pela pandemia. Não é algo simples de ser feito, mas precisa ser feito. Resta saber se o atual governo do Brasil, movido por ideias econômicas liberais atabalhoadas, será capaz de conduzir um processo de recuperação econômica em moldes como os desenhados e postos em prática nos Estados Unidos e Europa.


Impondo censura à mídia, a vereadora Thanandra Sarapatinhas jamais imaginava que iria perder causa para o jornalista e agora ficou mais exposta (Foto: divulgação)

Mal falada

Olha no que dá as pessoas se imaginarem poderosas, achando que podem tudo.
De anteontem para cá, a vereadora Thanandra Sarapatinhas foi mais falada que tudo que se disse dela até então.
E de forma ruim, com a decisão do STF, que derrubou a liminar com a qual ela amordaçava o jornalista Petrus Evelyn.

Fim da mordaça

A censura a um jornalista é a forma mais draconiana, abusiva, que os pseudos poderosos encontram para tolher a liberdade de expressão.
E quando eles acham no judiciário quem faça o serviço, mandam para as calendas o Estado de Direito.

Sob censura

Este jornalista tem sido vítima daqueles que, usando a toga, acham que são maiores que o Estado e pensam que podem tudo.
Além de, recentemente, condenado a três anos por divulgar denuncias de um promotor de justiça contra um desembargador ainda sou proibido de tocar no nome dele sob pena de multa de R$ 50 mil.

Fim da mordaça 2

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, libertando o jovem jornalista Petrus Evelyn, do O Piauiense, da mordaça que lhe impôs o juiz Jorge da Costa, porque divulgou a verdade, não deixa de ser um alivio para todos.
E também mostra para os ‘ditos poderosos’, principalmente togados, que eles, na verdade, nem sempre podem tudo.

Babaquices

Impressionante como o ministro Paulo Guedes já não esconde sua ignorância em matéria de economia e a sua aversão aos pobres.
Essa de que o Fieis pagou estudo do filho do porteiro, que empregada doméstica estava indo para a Disney e que o brasileiro precisa viver menos para aquecer a economia, só leva a crer que ele é de fato criação genuinamente bolsonarista.

Sai de baixo

Francamente, Guedes, cada vez que abre a boca, só produz chorume. 

A morte do delegado

A cidade foi tomada de todo tipo de comentários sobre a morte do delegado de Polícia Civil Rodrigo Moreira.
Num grupo chamado ‘plantão policial’ se atribuiu ao pai do rapaz a versão de que ele teria sido assassinado.
Mas o delegado Francisco Costa, o Barêtta antecipa que foi requisitado e realizado um minucioso exame pericial e determinada a abertura de procedimento investigatório.
Então, não se sabe ainda, ao certo, a causa da  morte.

A carta do delegado

O delegado deixou uma carta. E, então, sobre especulações do possível assassinato de Rodrigo Moreira, Barêtta disse à coluna: “desconheço qualquer investigação presidida pelo saudoso colega Rodrigo que viesse colocar sua vida em perigo, tanto que ele deixou uma carta”.
Barêtta não revelou o teor.

Olha isso!

Funcionários da Secretaria de Segurança receberam ordem para não comentarem nem nos corredores sobre a morte do delegado Rodrigo.
O que se dizia por lá é que se alguém for flagrado falando no caso pode ser punido.

Relacionamento

Rodrigo foi genro da subsecretaria de segurança Eugênia Villa. 

Babado forte

Tem gente discutindo nas redes sociais o acentuado número de casamentos em Teresina, de uns meses para cá, para que, principalmente os do sexo masculino, escondam a sua homossexualidade.
Alguns para esconder dos parentes, uma vez que as mulheres já os sabiam assim, ainda no tempo de namoro.

Descaso com a saúde emocional

Os governos precisam começar a tratar com absoluta seriedade e prioridade o acompanhamento psicológico ou eventualmente psiquiátrico de pessoas que tenham envolvimento com a Covid, seja porque acometidas da doença, seja pelo isolamento em si, ou pelos transtornos decorrentes.

Descaso com a vida emocional 2

Além disso, existe a crise econômica, a falta de empregos, a falta de alimentos à mesa, tudo o que pode contribuir para o infortúnio e exacerbamento dos momentos de insanidade, que geram suicídios recorrentes.

Descaso com a vida emocional 3

Isto é a missão de governo e dever do estado. Prevenção, acompanhamento, terapia, e, principalmente, atenção do poder público para os atingidos emocionalmente pela crise sanitária que se tornou crise extrema se saúde.

Sem transparência

Ainda sobre a convocação da CPI da Covid na Assembleia Legislativa, ao Portal AZ a deputada Teresa Britto informou que não há uma transparência por parte da Secretaria Estadual de Saúde do Governo (Sesapi) e do governador Wellington Dias (PT).

Só holofotes

Mas Teresa Britto diz que atualmente, o requerimento possui a assinatura de cinco deputados a favor da CPI.
No universo de 30 parlamentares, sendo 26 governistas, isso não é nada, não é nada, não é nada mesmo.
Vai ficar só nos holofotes.

Palanque político

Tanto que a deputada destacou que a campanha de combate à covid-19 tem sido usada como um "palanque político". Entre suas motivações pela CPI, Britto questionou a falta de medicamentos e material de higiene na Maternidade Evangelina Rosa e em outros hospitais. "Cadê esse dinheiro da covid-19?", indagou.

Piada pronta

O prefeito Dr. Pessoa acaba de dar um tiro no pé: ele se mostrou indignado com a sujeira de Teresina.
Um reconhecimento à incompetência do setor, pois, pois.

Regime

Foi alterado o regime de trabalho dos guardas civis de Teresina. Desde o começo dessa semana, para cada dia trabalhado será três dias de folga.
O regime de escala passou a ser de 15  horas de serviço, por 81 horas de descanso, devendo ser realizado um dia de serviço por três dias de folga, consecutivamente.

Nomenclatura

As redes bolsonaristas trocaram a expressão covidão por fraudemia. Mas o objetivo segue o mesmo, isentar o presidente da República e transferir toda a responsabilidade pela tragédia sanitária para prefeitos e governadores.

Quem avisa...

Hoje, dia do trabalhador, há 14 milhões de brasileiros e suas famílias, sem razões para comemorar, mas com razões para desempregar políticos no ano que vem.

Ping-Pong
O pé de ata

A deputada Belê leva o tio, o pouco letrado prefeito Gil Paraibano, para visitar uma escola em um bairro da periferia de Picos. Querendo ser amável e popular com os alunos, Gil puxa conversa.

Gil: “Quando você crescer o que vai querer ser?”.
A aluna: “Quero ser uma pediatra...”.
Gil (pensando na fruta): “Não seria melhor você querer ser uma mangueira, que é um pé muito maior, a fruta é saborosa e dá até mais sombra?”.

Publicado originalmente em dois de agosto de 2011.

Expressas

O deputado estadual Gessivaldo Isaías é, desde o começo de abril, o ouvidor-geral da Assembleia Legislativa.

O Consórcio Nordeste encomendou 27 milhões da vacina Spunik V. É certo que combinou com os russos. Não combinou com a Anvisa.

Amanhã, será a eleição para a disputa do comando do condomínio Fazenda Real.

A colinha do senador O Brasil confuso