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Mastruço e atraso econômico

Nas últimas semanas, em razão de propriedades atribuídas à planta na recuperação de pessoas acometidas pela covid-19, tem sido crescente a demanda pelo mastruço, também chamada de mastruz. Ampliou-se tanto o consumo que, obedecendo a uma das leis que ninguém consegue driblar (oferta e demanda) houve aumento do preço dessa erva medicinal. O aumento na demanda por mastruço/mastruz em Teresina é também ocasionado pela falta de produto local – obrigando feirantes irem buscar a folhagem, vejam só, com produtores de hortifrútis da Serra Grande. Assim, em uma cidade situada entre dois rios, com a maior zona rural entre as capitais do Nordeste, uma erva medicinal que antes se tinha em qualquer quintal, agora vem de produtores situados a quase 300 km de distância. Essa é uma situação que expõe o quão nosso atraso econômico drena nosso dinheiro. Quanto menos produzimos, mais dinheiro exportamos para quem cultiva alimentos frescos comercializados na capital do Piauí. Não há nenhuma estatística confiável ou precisa sobre o volume de dinheiro que o consumo de verduras, legumes e frutas leva dos teresinenses para outras paragens, mas é razoável que se considere a conta na casa das centenas de milhões de reais por ano. Dinheiro que cria empregos, gera impostos e riquezas bem longe daqui. Assim, é forçoso que se insista em políticas de governo que favoreçam a ação empresarial na produção de alimentos no entorno de Teresina, algo mais importante, por exemplo, que uma preocupação boba em se atrair grandes projetos industriais para a cidade. Nosso atraso econômico mostra a incapacidade de produzir mastruz, ainda que de modo sazonal, é pior é a recalcitrante incapacidade de governo e forças produtivas em mudar ou querer mudar essa situação vexatória.


Ciro Nogueira usa dinheiro da cota parlamentar para pagar combustíveis de seu avião (Foto: Geraldo Magela / Agência Brasil)

Avaliação

Markim Silva, disse que, como foi expulso do DEM, ficou livre para buscar um novo endereço partidário, tendo recebido convites do PP, PSL e MDB.
Porém, como tem prazo e não tem pressa, vai avaliar ainda o cenário político, incluindo a aprovação da proposta do distritão.

Sua história

Markin lamenta ter sido varrido de um partido que foi presidido por seu tio, o ex-governador Bona Medeiros, pelo primo Gustavo Medeiros.
“O partido faz parte da minha história”, completou.

Posse

A posse de Ciro Nogueira na Casa Civil, que pode ocorrer depois de amanhã ou na quarta-feira, deve mostrar a volta de uma multidão de políticos no Palácio do Planalto – algo que se via em governos, digamos, mais “afáveis” ao Congresso, como os dos presidentes FHC e Lula.

Vida difícil

Ontem se comentava que setores mais experientes do PP estariam aconselhando Ciro a não aceitar a Casa Civil.
Porque Bolsonaro e os militares não lhe darão tanta liberdade para fazer o que quiser.

Despesas com a cota

Desde que o nome de Ciro foi citado para a Casa Civil a mídia tem divulgado de tudo sobre as ações do senador.
Do uso, por ele, por exemplo, da cota parlamentar para pagar combustíveis de avião até o sanduíche ele pede o reembolso.

Viagens particulares

A mídia divulgou que as datas em que Ciro Nogueira usou cota para pagar combustível coincidem com as de viagem de fim de ano para Porto Seguro (BA), formatura da filha em São Paulo e ida a outras cidades fora de sua base eleitoral.

Valores altos

Somente entre janeiro e julho deste ano, Ciro gastou R$ 263,6 mil com combustível de aviação, 90% do total das despesas da sua verba parlamentar no período.
Ao longo do atual mandato, entre janeiro 2019 e julho de 2021, esses valores ultra- passam R$ 580 mil.

Os jatinhos

Ciro Nogueira tem dois jatinhos, ambos da Beech Aircraft. Um deles, em operação, consta de sua declaração de bens de 2018 pelo valor de R$ 2,85 milhões.
O outro está em nome de uma empresa sua, Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas Ltda. e, segundo a matrícula na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), não está autorizado a voar.

Uso privado

A Prefeitura de Teresina vai recuperar o estacionamento usado pelo pessoal do Exército (25º BC), situado ao lado do Parque da Cidadania. Bom que faça isso, mas se o Exército é quem usa esse espaço, porque não faz ele mesmo a reforma?
Porque gastar dinheiro do contribuinte de Teresina com um serviço que não beneficia a coletividade?

Esportes

O governo abriu na semana passada um crédito orçamentário suplementar em favor da esquálida Fundação de Esportes do Piauí – Fundespi, no valor de R$ 3,432 milhões
É dinheiro o bastante para promover a ideia de que se está fazendo muito pelo esporte no estado, quando não se está fazendo muito mais do que propaganda.

Obreira

Só falta a Fundespi usar os mais de R$ 3 milhões em obras de calçamento na região do médio Parnaíba.
Como fazem as secretarias de Turismo, Agronegócios, Desenvolvimento Econômico…

Aliás

Em termos de propaganda e divulgação, a caneta do governador na suplementação de recursos orçamentários para esse setor foi mais generosa que para o esporte. Somente um dos decretos que abriram créditos suplementares na semana passada, foram destinados R$ 15,5 milhões para “divulgação dos programas, metas e ações do governo”;

Haja calçamento

Muito mais generosa é a ação do governo na abertura de créditos orçamentários para o que genericamente se chama de mobilidade urbana, rubrica guarda-chuva onde cabe muito calçamento e algum asfaltamento.
O valor destinado pelo governo na semana passada para obras de mobilidade urbana soma R$ 43,574 milhões.

Olha, olha!

O distritão é aquela ideia de se eleger os candidatos a deputado estadual e federal mais votados. No caso do Piauí, os 10 mais votados para a Câmara e os 30 mais votados para a Assembleia Legislativa. Para muita gente, gostar dessa ideia é como um namoro entre o pescoço e a guilhotina;

De fora 1

Se o distritão funcionasse em 2018, no Piauí, não teriam sido eleitos Teresa Brito (PV) e Oliveira Neto (PPS), que tiveram menos votos, por exemplo, que o ex-governador Zé Filho, que concorreu pelo PSDB, mas ficou na primeira suplência, mesmo tendo 29.100 votos. Teresina Brito teve 19.532 votos e Oliveira Junior 17.633 – menos que 10 candidatos não eleitos.

De fora 2

Pelo mesmo critério, a eleição dos dez mais votados, Átila Lira não seria deputado federal. Ele obteve 54.095 votos – menos que Merlong Solano, que, com 71.840 votos, foi o nono mais votado, mas ficou na primeira suplência.
Aliás, Átila foi somente o 14o mais votado, atrás de Paes Landim (66.072), 11o mais votado, Mainha (61.132), 12o colocado e Silas Freire (57.391), o 13o mais votado.

Fusão

Há um burburinho dando conta de que se costura em Brasília a fusão entre Democratas, Progressistas e PSL, para a formação de um novo partido, que seria a maior bancada do Congresso Nacional.

Sem rumo

No esteio dessa fusão, que ninguém confirma, mas que tem sido negociada sob sete chaves, poderia estar a filiação de Jair Bolsonaro, um presidente da República que nenhum partido até agora quis em suas fileiras em razão das alianças nos estados – onde o espectro ideológico vale menos que os interesses locais.

Aliás.

Nem mesmo o PP, maior partido do Centrão, parece tentado a acolher o presidente em suas fileiras.
Isso porque mantém alianças com o PT em algum lugar.

Ping-Pong
O cobrador

Década de 70. O telefone toca na redação do O Estado, na rua Álvaro Mendes. Pires de Sabóia, recém-chegado de Fortaleza, manda dizer que não está. Montegomery Hollanda (outro cearense), era o editor-chefe do jornal e foi quem atendeu ao telefone. Do outro lado da linha a pessoa procurava por Francisco Pires de Sabóia.

Montgomery: “Por que você não atendeu?”
Pires (sarcástico): “Porque estando aqui somente há três meses e a pessoa já sabendo meu nome completo, só pode ser o cobrador das Casas Pernambucanas”.

Expressas

A praça do Marquês segue carecendo de uma boa revitalização e nada de a prefeitura agir para isso.

No mesmo bairro, precisa de um recapeamento o trecho da rua Coelho de Resende que se estende até a avenida Miguel Rosa, em sua porção norte.

As vias paralelas à Coelho de Resende, no mesmo trecho, Pires e Castro e Magalhães Filho, ficariam melhor se recapeadas.

Nas últimas semanas, em razão de propriedades atribuídas à planta na recuperação de pessoas acometidas pela covid-19, tem sido crescente a demanda pelo mastruço, também chamada de mastruz. Ampliou-se tanto o consumo que, obedecendo a uma das leis que ninguém consegue driblar (oferta e demanda) houve aumento do preço dessa erva medicinal. O aumento na demanda por mastruço/mastruz em Teresina é também ocasionado pela falta de produto local – obrigando feirantes irem buscar a folhagem, vejam só, com produtores de hortifrútis da Serra Grande. Assim, em uma cidade situada entre dois rios, com a maior zona rural entre as capitais do Nordeste, uma erva medicinal que antes se tinha em qualquer quintal, agora vem de produtores situados a quase 300 km de distância. Essa é uma situação que expõe o quão nosso atraso econômico drena nosso dinheiro. Quanto menos produzimos, mais dinheiro exportamos para quem cultiva alimentos frescos comercializados na capital do Piauí. Não há nenhuma estatística confiável ou precisa sobre o volume de dinheiro que o consumo de verduras, legumes e frutas leva dos teresinenses para outras paragens, mas é razoável que se considere a conta na casa das centenas de milhões de reais por ano. Dinheiro que cria empregos, gera impostos e riquezas bem longe daqui. Assim, é forçoso que se insista em políticas de governo que favoreçam a ação empresarial na produção de alimentos no entorno de Teresina, algo mais importante, por exemplo, que uma preocupação boba em se atrair grandes projetos industriais para a cidade. Nosso atraso econômico mostra a incapacidade de produzir mastruz, ainda que de modo sazonal, é pior é a recalcitrante incapacidade de governo e forças produtivas em mudar ou querer mudar essa situação vexatória.


Ciro Nogueira usa dinheiro da cota parlamentar para pagar combustíveis de seu avião (Foto: Geraldo Magela / Agência Brasil)

Avaliação

Markim Silva, disse que, como foi expulso do DEM, ficou livre para buscar um novo endereço partidário, tendo recebido convites do PP, PSL e MDB.
Porém, como tem prazo e não tem pressa, vai avaliar ainda o cenário político, incluindo a aprovação da proposta do distritão.

Sua história

Markin lamenta ter sido varrido de um partido que foi presidido por seu tio, o ex-governador Bona Medeiros, pelo primo Gustavo Medeiros.
“O partido faz parte da minha história”, completou.

Posse

A posse de Ciro Nogueira na Casa Civil, que pode ocorrer depois de amanhã ou na quarta-feira, deve mostrar a volta de uma multidão de políticos no Palácio do Planalto – algo que se via em governos, digamos, mais “afáveis” ao Congresso, como os dos presidentes FHC e Lula.

Vida difícil

Ontem se comentava que setores mais experientes do PP estariam aconselhando Ciro a não aceitar a Casa Civil.
Porque Bolsonaro e os militares não lhe darão tanta liberdade para fazer o que quiser.

Despesas com a cota

Desde que o nome de Ciro foi citado para a Casa Civil a mídia tem divulgado de tudo sobre as ações do senador.
Do uso, por ele, por exemplo, da cota parlamentar para pagar combustíveis de avião até o sanduíche ele pede o reembolso.

Viagens particulares

A mídia divulgou que as datas em que Ciro Nogueira usou cota para pagar combustível coincidem com as de viagem de fim de ano para Porto Seguro (BA), formatura da filha em São Paulo e ida a outras cidades fora de sua base eleitoral.

Valores altos

Somente entre janeiro e julho deste ano, Ciro gastou R$ 263,6 mil com combustível de aviação, 90% do total das despesas da sua verba parlamentar no período.
Ao longo do atual mandato, entre janeiro 2019 e julho de 2021, esses valores ultra- passam R$ 580 mil.

Os jatinhos

Ciro Nogueira tem dois jatinhos, ambos da Beech Aircraft. Um deles, em operação, consta de sua declaração de bens de 2018 pelo valor de R$ 2,85 milhões.
O outro está em nome de uma empresa sua, Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas Ltda. e, segundo a matrícula na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), não está autorizado a voar.

Uso privado

A Prefeitura de Teresina vai recuperar o estacionamento usado pelo pessoal do Exército (25º BC), situado ao lado do Parque da Cidadania. Bom que faça isso, mas se o Exército é quem usa esse espaço, porque não faz ele mesmo a reforma?
Porque gastar dinheiro do contribuinte de Teresina com um serviço que não beneficia a coletividade?

Esportes

O governo abriu na semana passada um crédito orçamentário suplementar em favor da esquálida Fundação de Esportes do Piauí – Fundespi, no valor de R$ 3,432 milhões
É dinheiro o bastante para promover a ideia de que se está fazendo muito pelo esporte no estado, quando não se está fazendo muito mais do que propaganda.

Obreira

Só falta a Fundespi usar os mais de R$ 3 milhões em obras de calçamento na região do médio Parnaíba.
Como fazem as secretarias de Turismo, Agronegócios, Desenvolvimento Econômico…

Aliás

Em termos de propaganda e divulgação, a caneta do governador na suplementação de recursos orçamentários para esse setor foi mais generosa que para o esporte. Somente um dos decretos que abriram créditos suplementares na semana passada, foram destinados R$ 15,5 milhões para “divulgação dos programas, metas e ações do governo”;

Haja calçamento

Muito mais generosa é a ação do governo na abertura de créditos orçamentários para o que genericamente se chama de mobilidade urbana, rubrica guarda-chuva onde cabe muito calçamento e algum asfaltamento.
O valor destinado pelo governo na semana passada para obras de mobilidade urbana soma R$ 43,574 milhões.

Olha, olha!

O distritão é aquela ideia de se eleger os candidatos a deputado estadual e federal mais votados. No caso do Piauí, os 10 mais votados para a Câmara e os 30 mais votados para a Assembleia Legislativa. Para muita gente, gostar dessa ideia é como um namoro entre o pescoço e a guilhotina;

De fora 1

Se o distritão funcionasse em 2018, no Piauí, não teriam sido eleitos Teresa Brito (PV) e Oliveira Neto (PPS), que tiveram menos votos, por exemplo, que o ex-governador Zé Filho, que concorreu pelo PSDB, mas ficou na primeira suplência, mesmo tendo 29.100 votos. Teresina Brito teve 19.532 votos e Oliveira Junior 17.633 – menos que 10 candidatos não eleitos.

De fora 2

Pelo mesmo critério, a eleição dos dez mais votados, Átila Lira não seria deputado federal. Ele obteve 54.095 votos – menos que Merlong Solano, que, com 71.840 votos, foi o nono mais votado, mas ficou na primeira suplência.
Aliás, Átila foi somente o 14o mais votado, atrás de Paes Landim (66.072), 11o mais votado, Mainha (61.132), 12o colocado e Silas Freire (57.391), o 13o mais votado.

Fusão

Há um burburinho dando conta de que se costura em Brasília a fusão entre Democratas, Progressistas e PSL, para a formação de um novo partido, que seria a maior bancada do Congresso Nacional.

Sem rumo

No esteio dessa fusão, que ninguém confirma, mas que tem sido negociada sob sete chaves, poderia estar a filiação de Jair Bolsonaro, um presidente da República que nenhum partido até agora quis em suas fileiras em razão das alianças nos estados – onde o espectro ideológico vale menos que os interesses locais.

Aliás.

Nem mesmo o PP, maior partido do Centrão, parece tentado a acolher o presidente em suas fileiras.
Isso porque mantém alianças com o PT em algum lugar.

Ping-Pong
O cobrador

Década de 70. O telefone toca na redação do O Estado, na rua Álvaro Mendes. Pires de Sabóia, recém-chegado de Fortaleza, manda dizer que não está. Montegomery Hollanda (outro cearense), era o editor-chefe do jornal e foi quem atendeu ao telefone. Do outro lado da linha a pessoa procurava por Francisco Pires de Sabóia.

Montgomery: “Por que você não atendeu?”
Pires (sarcástico): “Porque estando aqui somente há três meses e a pessoa já sabendo meu nome completo, só pode ser o cobrador das Casas Pernambucanas”.

Expressas

A praça do Marquês segue carecendo de uma boa revitalização e nada de a prefeitura agir para isso.

No mesmo bairro, precisa de um recapeamento o trecho da rua Coelho de Resende que se estende até a avenida Miguel Rosa, em sua porção norte.

As vias paralelas à Coelho de Resende, no mesmo trecho, Pires e Castro e Magalhães Filho, ficariam melhor se recapeadas.

A vergonhosa falta d'água Muito perto do poder