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Arimatéia Azevedo, coragem de leão e audacioso no quesito investigação jornalística

Certa vez quando criminosos tentaram manchar a honra, a história ética, de seriedade e retidão de caráter construída pelo delegado Bonfim Filho, na Polícia Civil do Piauí, escrevi um artigo dizendo que não precisaria de resultado de investigação nenhuma para dizer que Bonfim Filho sempre foi um homem honrado e que estava sendo vítima de armações, vítima de criminosos.

Hoje, volto a ocupar espaço jornalístico para falar de um homem que conheço seu legado, desde quando eu ainda era um adolescente, já trilhando nas redações de noticiosos. Hoje, o meu personagem é José de Arimatéia Azevedo. Homem franzino, porém, com coragem de leão, audacioso no quesito investigação jornalística. E aqui não preciso me alongar muito para dizer que, assim como conhecia Bonfim Filho, também conheço bem o ritmo honrado e ética de Arimatéia Azevedo.

"Azevedo é perseguido desde o começo de sua carreira", declara Walcy Vieira (Foto: reprodução)

São cerca de três décadas de convivência. Vi Ari construir amizades, porém colecionar inimigos. No Piauí, a realidade para quem assume o papel de fazer um autêntico jornalismo investigativo acaba o tornando uma presa, alguém caçado como se fosse um criminoso.

Nunca vi uma conduta desviada, fora da trilha normal do processo jornalístico praticada por Azevedo. Vi muito ele receber inúmeras fontes em seu escritório. Outros iam pedir dinheiro. Vi Ari perder clientes em seu Portal AZ por adotar a linha de publicar todos os fatos. Eu mesmo o fiz perder muitos clientes comerciais por conta de matérias que escrevi e foram publicadas em suas páginas. A regra sempre foi a verdade dos fatos.

Vi delegado da polícia entrar armado na redação para matar o Ari. Eu, o Luciano Coelho, o Pedro Alcântara e o João Carvalho tivemos que agarrar o delegado e jogá-lo ao chão, para não ver Azevedo ser morto no local de trabalho, por conta de matéria jornalística.

Vi um cão de Azevedo ser baleado como forma de intimidar o jornalista. Aliás, eu ainda sou jovem e vi muito pouco: Azevedo é perseguido desde o começo de sua carreira, quando, ao lado de outros poucos ícones do jornalismo, começou a denunciar o crime organizado na Rádio Difusora de Teresina. Na época, o Ministério da Justiça teve que ser acionado para o bem ter que vencer o mal.

O Piauí é pequeno demais para não conhecermos as pessoas de bem e as de conduta desviada. Hoje vejo Arimatéia preso em uma situação jurídica sem nexo com a prática de possível crime de extorsão. 

Porém, cedo ou tarde, o mérito sempre vem e o bem sempre vence o mal!

Por Walcy Vieira
Jornalista, radialista, diretor de Comunicação do Conselho Estadual dos Investigadores Particulares

Clique aqui e entenda o que levou o jornalista Arimatéia Azevedo ser preso

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"Azevedo é perseguido desde o começo de sua carreira", declara Walcy Vieira (Foto: reprodução)

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Vi um cão de Azevedo ser baleado como forma de intimidar o jornalista. Aliás, eu ainda sou jovem e vi muito pouco: Azevedo é perseguido desde o começo de sua carreira, quando, ao lado de outros poucos ícones do jornalismo, começou a denunciar o crime organizado na Rádio Difusora de Teresina. Na época, o Ministério da Justiça teve que ser acionado para o bem ter que vencer o mal.

O Piauí é pequeno demais para não conhecermos as pessoas de bem e as de conduta desviada. Hoje vejo Arimatéia preso em uma situação jurídica sem nexo com a prática de possível crime de extorsão. 

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