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Solidariedade Humana

Na conjuntura atual, o ataque sistemático com força descomunal ao jornalista Arimatéia Azevedo é fruto da "vergonha" que sempre se abateu sobre nossa classe dominante. Permitam-me, mas a imprensa piauiense - com ressalvas - está custando a compreender o que estamos vivenciando como um "golpe sujo" para desmoralizar não apenas um, dois ou três profissionais da informação, mas para desacreditá-los perante a sociedade por uma gente que nutre arrogância e sentimentos de perseguição.

"Arimatéia Azevedo jamais vai recuar da sua luta diária", declara jurista (Foto: Portal AZ)

Sem dúvidas, pelo andar da carruagem, a velhacaria não pretende abandonar hábitos escusos. Porque sempre gostou de mostrar-se com despudor. E detesta qualquer associação com mazelas político-sociais. Acossada, esperneia! E persegue, seja quem for! A senda de Arimatéia Azevedo faz lembrar o romance "Triste fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto publicado em 1911. 

Quaresma, segundo o romance, é um homem ingênuo e fruto de uma sociedade que ele mesmo não conseguia compreender. Acreditava num Brasil formatado à sua imagem e semelhança. E que dentro do qual deseja salvá-lo dos corruptos e safados espalhados em todos os cantos e recantos. Mas, tudo que consegue mesmo é atrair gargalhadas dos cínicos. Quantos, hoje, estão - e estarão, infelizmente! - gargalhando da senda de Azevedo. 

No romance, lembremos, perseguido, humilhado e debochado Policarpo Quaresma decide mudar-se de cidade. Arimatéia não o fará! Claro! Ao contrário de Quaresma, que concluiu, decepcionado, que a pátria era uma ilusão, daí seu infortúnio, Arimatéia Azevedo jamais vai recuar da sua luta diária como autêntico e corajoso jornalista investigativo das entranhas dos malfeitos, seja qual for o nível ou hierarquia de poder ou não. 

Sejamos, pois, solidários aos jornalistas de um modo geral, porque segundo o escritor Carlos Russo Jr., “a solidariedade humana, mais que nenhuma outra coisa, interessa ao destino da humanidade”.

Por Miguel Dias
Advogado 

Clique aqui e entenda o que levou o jornalista Arimatéia Azevedo ser preso

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Advogado destaca falta de provas em prisão de Arimatéia Azevedo: “um absurdo jurídico”

Homem que acusa Arimatéia Azevedo de extorsão nunca esteve com o jornalista

Processo não aponta ligação do jornalista Arimatéia Azevedo ao suposto crime de extorsão

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"Arimatéia Azevedo jamais vai recuar da sua luta diária", declara jurista (Foto: Portal AZ)

Sem dúvidas, pelo andar da carruagem, a velhacaria não pretende abandonar hábitos escusos. Porque sempre gostou de mostrar-se com despudor. E detesta qualquer associação com mazelas político-sociais. Acossada, esperneia! E persegue, seja quem for! A senda de Arimatéia Azevedo faz lembrar o romance "Triste fim de Policarpo Quaresma", de Lima Barreto publicado em 1911. 

Quaresma, segundo o romance, é um homem ingênuo e fruto de uma sociedade que ele mesmo não conseguia compreender. Acreditava num Brasil formatado à sua imagem e semelhança. E que dentro do qual deseja salvá-lo dos corruptos e safados espalhados em todos os cantos e recantos. Mas, tudo que consegue mesmo é atrair gargalhadas dos cínicos. Quantos, hoje, estão - e estarão, infelizmente! - gargalhando da senda de Azevedo. 

No romance, lembremos, perseguido, humilhado e debochado Policarpo Quaresma decide mudar-se de cidade. Arimatéia não o fará! Claro! Ao contrário de Quaresma, que concluiu, decepcionado, que a pátria era uma ilusão, daí seu infortúnio, Arimatéia Azevedo jamais vai recuar da sua luta diária como autêntico e corajoso jornalista investigativo das entranhas dos malfeitos, seja qual for o nível ou hierarquia de poder ou não. 

Sejamos, pois, solidários aos jornalistas de um modo geral, porque segundo o escritor Carlos Russo Jr., “a solidariedade humana, mais que nenhuma outra coisa, interessa ao destino da humanidade”.

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