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Nova prisão do jornalista Arimatéia Azevedo cheira a Lawfare

Ao que parece, o jornalista Arimatéia Azevedo, dono do Portal AZ, está sendo vítima de uma perseguição chamada de "Lawfare", palavra de origem inglesa que significa a utilização da lei e dos procedimentos legais pelos agentes do sistema de justiça para perseguir quem seja declarado inimigo.

Jornalista Arimatéia Azevedo (Foto: Portal AZ)

Nesta quinta-feira (7), acordei com a notícia de nova prisão do jornalista. Não vou entrar no mérito da questão, mas nem de longe, muito longe, pode se comparar o jornalista com indivíduos criminosos, alvos de todo tipo de acusação e com crimes comprovados e que nunca prestaram contas de seus atos à Polícia ou à Justiça e estão livres leves e soltos.

Em um Lawfare, o sistema jurídico é manipulado para dar aparência de legalidade às perseguições aos adversários. Ao oponente são formuladas acusações frívolas, por vezes apenas para intranquilizar.

A intenção do Lawfare é sempre desmoralizar publicamente até deixar a imagem da vítima completamente maculada. O ex-presidente Lula é a mais recente vítima de Lawfare contra uma pessoa pública conhecida mundialmente.

O inimigo é escolhido e as leis e os procedimentos legais passam a ser utilizados pelos agentes públicos como uma forma de perseguição àqueles que foram eleitos como inimigos.

Por meio da relação aproximada entre promotores de justiça e juízes e policiais, bem como de beneficiários de aparatos legais que os permitem falar, impõem-se mais instrumentos de supressão, de condenação a priori, de desestabilização ética, moral, política.

Confirmam estudiosos do assunto, associado ao “efeito mídia”, o “Lawfare” faz parecer que a palavra do corruptor tem poder de documento, de prova, e, por conseguinte, sobrepõe-se à palavra e à ampla defesa de um réu.

Eles dizem ser lógico que os crimes devem ser apurados e punidos indistintamente. "Mas não se pode mobilizar as forças – e as capas pretas do Estado – contra inimigos”.

Conheço Ari há mais de 30 anos. Sempre foi um jornalista destemido e enfático em defesa dos interesses da sociedade e dos dele, afinal de contas, todas as pessoas têm algum interesse. Ele enfrentou muitos poderosos e isso ainda hoje repercute na vida dele.

Não estou aqui dizendo que Ari Azevedo é santo, até porque santos não existem. Mas nunca soube de prática criminosa dele, muito menos que represente risco de vida às pessoas ao ponto de necessitar ser privado de liberdade.

Conheço gente muito mais perigosa, acusada de todo tipo de crime e que nunca foi importunada ou recebeu a devida atenção da Polícia e da Justiça.
Crimes de imprensa são cometidos diariamente contra pobres e os criminosos andam por aí livres e serelepes, com prestígio e até privilégios junto a representantes de todos os poderes do Estado.

Vários jornalistas já foram acusados de chantagem, extorsão e outras práticas criminosas e nunca foram sequer chamados e se mantêm nas mesmas práticas. Mas além de Ari, não conheço um só processado, condenado e preso.

O jornalista Ari Azevedo é idoso, com comorbidades e não leva perigo de morte a ninguém. Tem muita gente realmente perigosa em total liberdade.

Deus queira que esteja errado. Não sou o dono da verdade. Mas o caso do jornalista cheira muito a perseguição de poderosos. É bom que os jornalistas fiquem atentos a esses episódios porque, um dia, todos podem ser vítima de um LAWFARE.

Luiz Brandão 
Jornalista 

Ao que parece, o jornalista Arimatéia Azevedo, dono do Portal AZ, está sendo vítima de uma perseguição chamada de "Lawfare", palavra de origem inglesa que significa a utilização da lei e dos procedimentos legais pelos agentes do sistema de justiça para perseguir quem seja declarado inimigo.

Jornalista Arimatéia Azevedo (Foto: Portal AZ)

Nesta quinta-feira (7), acordei com a notícia de nova prisão do jornalista. Não vou entrar no mérito da questão, mas nem de longe, muito longe, pode se comparar o jornalista com indivíduos criminosos, alvos de todo tipo de acusação e com crimes comprovados e que nunca prestaram contas de seus atos à Polícia ou à Justiça e estão livres leves e soltos.

Em um Lawfare, o sistema jurídico é manipulado para dar aparência de legalidade às perseguições aos adversários. Ao oponente são formuladas acusações frívolas, por vezes apenas para intranquilizar.

A intenção do Lawfare é sempre desmoralizar publicamente até deixar a imagem da vítima completamente maculada. O ex-presidente Lula é a mais recente vítima de Lawfare contra uma pessoa pública conhecida mundialmente.

O inimigo é escolhido e as leis e os procedimentos legais passam a ser utilizados pelos agentes públicos como uma forma de perseguição àqueles que foram eleitos como inimigos.

Por meio da relação aproximada entre promotores de justiça e juízes e policiais, bem como de beneficiários de aparatos legais que os permitem falar, impõem-se mais instrumentos de supressão, de condenação a priori, de desestabilização ética, moral, política.

Confirmam estudiosos do assunto, associado ao “efeito mídia”, o “Lawfare” faz parecer que a palavra do corruptor tem poder de documento, de prova, e, por conseguinte, sobrepõe-se à palavra e à ampla defesa de um réu.

Eles dizem ser lógico que os crimes devem ser apurados e punidos indistintamente. "Mas não se pode mobilizar as forças – e as capas pretas do Estado – contra inimigos”.

Conheço Ari há mais de 30 anos. Sempre foi um jornalista destemido e enfático em defesa dos interesses da sociedade e dos dele, afinal de contas, todas as pessoas têm algum interesse. Ele enfrentou muitos poderosos e isso ainda hoje repercute na vida dele.

Não estou aqui dizendo que Ari Azevedo é santo, até porque santos não existem. Mas nunca soube de prática criminosa dele, muito menos que represente risco de vida às pessoas ao ponto de necessitar ser privado de liberdade.

Conheço gente muito mais perigosa, acusada de todo tipo de crime e que nunca foi importunada ou recebeu a devida atenção da Polícia e da Justiça.
Crimes de imprensa são cometidos diariamente contra pobres e os criminosos andam por aí livres e serelepes, com prestígio e até privilégios junto a representantes de todos os poderes do Estado.

Vários jornalistas já foram acusados de chantagem, extorsão e outras práticas criminosas e nunca foram sequer chamados e se mantêm nas mesmas práticas. Mas além de Ari, não conheço um só processado, condenado e preso.

O jornalista Ari Azevedo é idoso, com comorbidades e não leva perigo de morte a ninguém. Tem muita gente realmente perigosa em total liberdade.

Deus queira que esteja errado. Não sou o dono da verdade. Mas o caso do jornalista cheira muito a perseguição de poderosos. É bom que os jornalistas fiquem atentos a esses episódios porque, um dia, todos podem ser vítima de um LAWFARE.

Luiz Brandão 
Jornalista 

Arimatéia Azevedo, um amigo querido e especial! A história da imprensa piauiense perpassa pela atuação de Arimatéia Azevedo