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Lei Aldir Blanc e a incompetência da Secretaria de Cultura do Piauí

A Lei Aldir Blanc foi criada para ajudar os artistas, técnicos do mundo das artes e eventos que estão passando por dificuldade durante a pandemia. A lei destinou uma certa quantia de recursos para todo o Brasil, ficando a cargo dos municípios e Estados fazerem seu repasse de forma justa.

Fábio Novo e o governador Wellington Dias (Foto: Facebook/João Albert)

Aqui no Piauí estamos tendo um sério problema e a insatisfação é quase unanimidade dentro classe artística e cultural. As irregularidades são diversas, erros atrás de erros no edital, falta de transparência nas avaliações.

No site da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, você pode encontrar várias erratas do edital, principalmente no que diz respeito a prazos, pois eles nunca cumpriram os prazos de forma correta, chegando adiar até três vezes o mesmo resultado, o que provoca todo um clima de ansiedade para aqueles que precisam desse dinheiro.

Já ficou costumeiro lançarem resultados na calada da noite e logo em seguida retirar do ar o resultado, por novamente, tirar outra vez e o porquê disso ninguém faz ideia.

Como funciona?

Há também erros incontestáveis, como o nome de uma artista chamado João Veloso aparecer duas vezes como premiado em duas categorias diferentes, sendo que além de injusto, isso é proibido pelo próprio edital. Há de se levar em conta também a falta de lógica neste caso, pois o artista com uma única inscrição, um único portfólio, consegue obter duas notas totalmente diferentes com o mesmo conteúdo. A premiação entra de acordo com a nota, este artista teve pouco mais de 70 pontos em uma categoria para ganhar R$3000 reais e teve mais de 90 pontos em outra categoria para ganhar R$10.000 reais.

As irregularidades ainda não param por aí, em nenhuma das categorias foram preenchidas as cotas para pessoas negras, cotas das quais o edital já tinha reservado 30% para inscritos negros e mais 10% para iniciativas de projetos que beneficiassem pessoas negras. Na categoria A, com a faixa de prêmio em 10.000 reais (maior prêmio da categoria), apenas 10% das vagas de cotas foram preenchidas por negro, mas isso com certeza não foi porque não existe negro capaz de vencer, mas porque evidentemente se trata de um jogo com cartas marcadas.

Agora vamos a crítica que a classe artística mais reclama, não apenas neste edital, mas em TODOS os editais de cunho cultural promovidos pelo Governo do Estado do Piauí: os nomes vencedores são praticamente os mesmos sempre e sempre.

Se vê poucas novidades, a nova geração quase nunca é beneficiada e se cria um tipo de apadrinhamento para poucos artistas que depois retribuem os gestores com apoio político.

A grande maioria da classe artística fica profundamente indignada com a incompetência e indecência dos gestores da cultura em nosso Estado, mas o pior, é que nenhum deles pode reclamar, pois haverá um embargo político em cima de quem for oposição e este nunca mais poderá participar de qualquer evento estadual e nunca sairá vitorioso em um edital por aqui. Viver de arte no Piauí é muito difícil e torna-se quase impossível se os gestores te veem como um inimigo.

Sendo assim, o razoável seria a saída imediata de Fábio Novo! Mas, aí, vem a pergunta sem maldade, será que combinaram com os RUSSOS?

A Lei Aldir Blanc foi criada para ajudar os artistas, técnicos do mundo das artes e eventos que estão passando por dificuldade durante a pandemia. A lei destinou uma certa quantia de recursos para todo o Brasil, ficando a cargo dos municípios e Estados fazerem seu repasse de forma justa.

Fábio Novo e o governador Wellington Dias (Foto: Facebook/João Albert)

Aqui no Piauí estamos tendo um sério problema e a insatisfação é quase unanimidade dentro classe artística e cultural. As irregularidades são diversas, erros atrás de erros no edital, falta de transparência nas avaliações.

No site da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, você pode encontrar várias erratas do edital, principalmente no que diz respeito a prazos, pois eles nunca cumpriram os prazos de forma correta, chegando adiar até três vezes o mesmo resultado, o que provoca todo um clima de ansiedade para aqueles que precisam desse dinheiro.

Já ficou costumeiro lançarem resultados na calada da noite e logo em seguida retirar do ar o resultado, por novamente, tirar outra vez e o porquê disso ninguém faz ideia.

Como funciona?

Há também erros incontestáveis, como o nome de uma artista chamado João Veloso aparecer duas vezes como premiado em duas categorias diferentes, sendo que além de injusto, isso é proibido pelo próprio edital. Há de se levar em conta também a falta de lógica neste caso, pois o artista com uma única inscrição, um único portfólio, consegue obter duas notas totalmente diferentes com o mesmo conteúdo. A premiação entra de acordo com a nota, este artista teve pouco mais de 70 pontos em uma categoria para ganhar R$3000 reais e teve mais de 90 pontos em outra categoria para ganhar R$10.000 reais.

As irregularidades ainda não param por aí, em nenhuma das categorias foram preenchidas as cotas para pessoas negras, cotas das quais o edital já tinha reservado 30% para inscritos negros e mais 10% para iniciativas de projetos que beneficiassem pessoas negras. Na categoria A, com a faixa de prêmio em 10.000 reais (maior prêmio da categoria), apenas 10% das vagas de cotas foram preenchidas por negro, mas isso com certeza não foi porque não existe negro capaz de vencer, mas porque evidentemente se trata de um jogo com cartas marcadas.

Agora vamos a crítica que a classe artística mais reclama, não apenas neste edital, mas em TODOS os editais de cunho cultural promovidos pelo Governo do Estado do Piauí: os nomes vencedores são praticamente os mesmos sempre e sempre.

Se vê poucas novidades, a nova geração quase nunca é beneficiada e se cria um tipo de apadrinhamento para poucos artistas que depois retribuem os gestores com apoio político.

A grande maioria da classe artística fica profundamente indignada com a incompetência e indecência dos gestores da cultura em nosso Estado, mas o pior, é que nenhum deles pode reclamar, pois haverá um embargo político em cima de quem for oposição e este nunca mais poderá participar de qualquer evento estadual e nunca sairá vitorioso em um edital por aqui. Viver de arte no Piauí é muito difícil e torna-se quase impossível se os gestores te veem como um inimigo.

Sendo assim, o razoável seria a saída imediata de Fábio Novo! Mas, aí, vem a pergunta sem maldade, será que combinaram com os RUSSOS?

Péssimo exemplo, VEREADORA! Acordem deputados estaduais