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Mais trabalhos e menos torturas!

Um grupo de mães desesperadas pede para que filhos trabalhem enquanto estão no sistema prisional no Estado do Piauí.

Em conversa com o Secretário Carlos Edilson, ele prometeu se esforçar na sua gestão de criar oportunidades de trabalho. Enviei, os áudios das mães implorando. Veja abaixo:

Confira abaixo, trechos de pedidos de duas das mães de detentos que entraram em contato com esta jornalista, mas que preferimos não identificá-las, nem seus filhos

“Carol, eu quero lhe fazer um pedido, um pedido de uma mãe. Se você puder me ajudar, para que meu filho trabalho num projeto da Irmã Guido, para que ele possa trabalhar....ele é carpinteiro, sabe plantar, capinar, trabalhou em roça. 

Mente vazia é oficina do diabo....eu queria muito ele nesse projeto para trabalhar, eu assisto muito seus vídeos, minhas amigas avisam e eu corro para assistir. Deus te abençoe, amém.”

“Oi, dona Carol. Da ultima vez que falei com meu filho, ele falava dos cursos que a gente pagava pra eles fazer, mas hoje a Sebastiana tava lá em Teresina pra vê esses negócios do curso, a gente pagava 200 reais. Só que não vai ter mais.
Porque eu queria que ele fizesse esse curso e não vai ter mais”.

Cabe ressaltar que a SEJUS já vem, paulatinamente, fazendo que os presos trabalhem. Veja a matéria aqui.

Diante da resposta do Secretário de Justiça e dos dados mostrados, podemos ver que já existe um esforço para que os presos do Piauí tenham assegurado o seu direito de trabalhar. Porém, não é ainda suficiente para tal demanda. 

Carlos Edilson e Carol Jericó (Foto: divulgação)

Informações adicionais:

No momento, cerca de 100 presos na Irmã Guido exercem seu direito de trabalhar, isso corresponde a cerca de 25% dos detentos desta prisão, dentre as ações estão trabalho de limpeza, reforma, manutenção elétrica, reformas estruturais, metalurgia, pintura, auxílio na cozinha e outras atividades internas.

De acordo com Nota Técnica Nº 79 elaborada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o número de presos que trabalham aumentou 48,67%, entre 2015 e 2019, no sistema penitenciário brasileiro.

Importante frisar que o trabalho é essencial para a ressocialização de qualquer detento, bem como também ações e cursos profissionalizantes gratuitos para os mesmos, pois, o estudo e trabalho tem a capacidade de trazer novas perspectivas de vida tanto para o período em prisão, como para um recomeço diferente em liberdade.

A aplicação de cursos e estruturação para oficinas para a criação e manutenção de objetos como instrumentos musicais e artesanato, poderia ampliar a capacidade dos projetos existentes e levar cidadania a uma maior parcela de detentos.

Esperamos, que o Secretário Carlos Edilson, como na função de gestor, amplie para todo o sistema prisional, assim, deixará um legado exemplar. 

Menos tortura e mais trabalhos Já. 

Carol Jericó 
Jornalista e advogada
Ajude o jornalista sem amarras!
Pix: 737.866.243-72 (CPF)

*Este artigo é de responsabilidade de Carol Jericó, não reflete, necessariamente, a opinião do Portal AZ.

Um grupo de mães desesperadas pede para que filhos trabalhem enquanto estão no sistema prisional no Estado do Piauí.

Em conversa com o Secretário Carlos Edilson, ele prometeu se esforçar na sua gestão de criar oportunidades de trabalho. Enviei, os áudios das mães implorando. Veja abaixo:

Confira abaixo, trechos de pedidos de duas das mães de detentos que entraram em contato com esta jornalista, mas que preferimos não identificá-las, nem seus filhos

“Carol, eu quero lhe fazer um pedido, um pedido de uma mãe. Se você puder me ajudar, para que meu filho trabalho num projeto da Irmã Guido, para que ele possa trabalhar....ele é carpinteiro, sabe plantar, capinar, trabalhou em roça. 

Mente vazia é oficina do diabo....eu queria muito ele nesse projeto para trabalhar, eu assisto muito seus vídeos, minhas amigas avisam e eu corro para assistir. Deus te abençoe, amém.”

“Oi, dona Carol. Da ultima vez que falei com meu filho, ele falava dos cursos que a gente pagava pra eles fazer, mas hoje a Sebastiana tava lá em Teresina pra vê esses negócios do curso, a gente pagava 200 reais. Só que não vai ter mais.
Porque eu queria que ele fizesse esse curso e não vai ter mais”.

Cabe ressaltar que a SEJUS já vem, paulatinamente, fazendo que os presos trabalhem. Veja a matéria aqui.

Diante da resposta do Secretário de Justiça e dos dados mostrados, podemos ver que já existe um esforço para que os presos do Piauí tenham assegurado o seu direito de trabalhar. Porém, não é ainda suficiente para tal demanda. 

Carlos Edilson e Carol Jericó (Foto: divulgação)

Informações adicionais:

No momento, cerca de 100 presos na Irmã Guido exercem seu direito de trabalhar, isso corresponde a cerca de 25% dos detentos desta prisão, dentre as ações estão trabalho de limpeza, reforma, manutenção elétrica, reformas estruturais, metalurgia, pintura, auxílio na cozinha e outras atividades internas.

De acordo com Nota Técnica Nº 79 elaborada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o número de presos que trabalham aumentou 48,67%, entre 2015 e 2019, no sistema penitenciário brasileiro.

Importante frisar que o trabalho é essencial para a ressocialização de qualquer detento, bem como também ações e cursos profissionalizantes gratuitos para os mesmos, pois, o estudo e trabalho tem a capacidade de trazer novas perspectivas de vida tanto para o período em prisão, como para um recomeço diferente em liberdade.

A aplicação de cursos e estruturação para oficinas para a criação e manutenção de objetos como instrumentos musicais e artesanato, poderia ampliar a capacidade dos projetos existentes e levar cidadania a uma maior parcela de detentos.

Esperamos, que o Secretário Carlos Edilson, como na função de gestor, amplie para todo o sistema prisional, assim, deixará um legado exemplar. 

Menos tortura e mais trabalhos Já. 

Carol Jericó 
Jornalista e advogada
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*Este artigo é de responsabilidade de Carol Jericó, não reflete, necessariamente, a opinião do Portal AZ.

Pra cima deles OAB! OAB é independente! Ou não? Torturas na Major César