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Sem receber pagamento há mais de um ano, professores paralisam atividades no centro Sarah Menezes

Professores, pais e alunos se reuniram na tarde desta segunda (02) para cobrar pagamentos atrasados

Foi em cima do tatame do Centro de Artes Marciais Sarah Menezes, localizado no bairro Saci, que pequenas promessas do judô piauiense começaram a ser formadas. Depois de três anos, está formação pode ser interrompida. O motivo seria a falta de pagamento dos professores do centro que alegam não receber salários desde março de 2018.


Alunos e atletas levaram cartazes ao centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Professora do centro desde sua inauguração, Jessika Santos afirmou que a desde março do ano passado não estão sendo remunerados, mas mesmo assim seguem com as atividades no local. Porém, após reunião com todos os professores e instrutores do local, foi decidade pela paralisação devido ao tempo sem receber salários. 

“Hoje nós professores estamos parando pela falta de pagamento. Não é uma situação boa, mas devido ao tempo que estamos sem receber nós nos reunimos e tomamos essa situação. Estamos desde o ano passado sem receber. Estamos vindo por amor as crianças. Temos profissionais qualificados para estar aqui. Queremos valorização. Vocês não sabem o tanto de mensagens que já recebi de crianças perguntando porque vai fechar. Falei que ele não vai fechar por ser um órgão público, mas nós professores temos que parar, pois não podemos trabalhar de graça”


Jessika Santos (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

O centro é administrado pelo Governo do Piauí através da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC). De acordo com o diretor financeiro do espaço, Hildelbrando Júnior, o atual termo de colaboração, ato em que entidades entram no chamamento público e são escolhidos através de licitação, vigora desde março de 2018 e desde então não foi realizado pagamento. 

“De março do ano passado até a presente data a gente ainda não recebeu nada. O termo de colaboração vigora de março do ano passado a fevereiro deste ano, foi aditivado de maço desse ano a setembro deste ano e isso é o que tem a receber. Hoje a Seduc nos chamou para conversar e prometeram que até dia 15 desse mês pagam uma parcela e que iriam trabalhar do dia 15 a 30 para pagarem a segunda parcela”


Centro funciona com diversas modalidades (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Em nota, a SEDUC informou que o atraso na liberação das parcelas previstas no cronograma do Termo de Fomento, quando o interesse parte de uma entidade que provoca o estado e caso o estado tenha interesse ele celebra com a entidade o termo, se deu por pendências na prestação de contas da Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF). A secretaria informou ainda que o processo está sendo analisado e que o pagamento será efetuado.

Confira nota na íntegra

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que o atraso na liberação de parcelas previstas no cronograma do Termo de Fomento firmado no ano de 2018 com a Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF), para manutenção do Centro de Treinamento Sarah Menezes, se deu por pendências na prestação de contas por parte da Associação para com a Seduc, problema sanado somente no mês de novembro do corrente ano.  A Seduc esclarece que a prestação de contas está sendo analisada e, ao final do processo, o referido pagamento será efetuado. A previsão é que as primeiras parcelas sejam pagas ainda no mês de dezembro.

Impacto social

Crianças praticam diversas atividades no centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Atualmente, o centro conta com cerca de oito professores e instrutores capacitados dando aulas de judô, taekwondo, karatê. Além disso, o espaço conta com quadras de futsal e basquete para desenvolvimento de outras modalidades esportivas. 


Kayla Macedo é fruto do trabalho desenvolvido no centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Questionada sobre o impacto que o fechamento pode causar a crianças e adolescentes que usam do local, a professora Jessika Santos pontuou o impacto direto na vida de crianças que usam o espaço por recomendação médica. 

“O impacto é grande. Dentro desse estabelecimento nos não temos só crianças que vem para cá porque gostam de competir, nós também temos crianças autistas e outras com TDAH. Crianças com laudo médico que vem para cá fazer tratamento. E nós trabalhamos como profissionais”


(Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Fruto do judô desenvolvido no espaço, a atleta Kayla Macedo vem sendo uma das promessas do estado na modalidade. Para ela, o fechamento do centro que carrega o nome da atleta campeã olímpica acaba sendo um desrespeito. 

“Tem o nome da atleta Sarah Menezes, campeão olímpica que é daqui do Piauí. Então é muito desagradável o centro carregar o nome dela e estar fechando. Acaba sendo também um desrespeito com a nossa atleta. Se fechar, que eu não quero que feche, vai ser muito triste. Não só para mim, mas para outras crianças que treinam aqui”


Dona Rosa ao lado do filho (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Com o anúncio de paralisão das atividades do local, pais de aluno estiveram no CT manifestando apoio aos professores. Emocionada, Dona Rosa, mãe de um aluno do centro, destacou a importância do judô na vida do filho.  

“Eu estou muito triste porque o meu filho gosta muito da Jessika, gosta muito desse judô e é uma terapia muito boa para ele e eu não quero que acabe o judô. Desde o começo que ele faz judô aqui e eles tem cuidado muito, tirando os meninos da rua. Começou com poucos e depois foi aumentando. Porque quando a gente está pela fé Deus age nas nossas vidas para que cresça mais o judô. Quando ele disse que estava nessa situação me deu aquela tristeza porque é muito importante esse judô, você nem imagina”

Foi em cima do tatame do Centro de Artes Marciais Sarah Menezes, localizado no bairro Saci, que pequenas promessas do judô piauiense começaram a ser formadas. Depois de três anos, está formação pode ser interrompida. O motivo seria a falta de pagamento dos professores do centro que alegam não receber salários desde março de 2018.


Alunos e atletas levaram cartazes ao centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Professora do centro desde sua inauguração, Jessika Santos afirmou que a desde março do ano passado não estão sendo remunerados, mas mesmo assim seguem com as atividades no local. Porém, após reunião com todos os professores e instrutores do local, foi decidade pela paralisação devido ao tempo sem receber salários. 

“Hoje nós professores estamos parando pela falta de pagamento. Não é uma situação boa, mas devido ao tempo que estamos sem receber nós nos reunimos e tomamos essa situação. Estamos desde o ano passado sem receber. Estamos vindo por amor as crianças. Temos profissionais qualificados para estar aqui. Queremos valorização. Vocês não sabem o tanto de mensagens que já recebi de crianças perguntando porque vai fechar. Falei que ele não vai fechar por ser um órgão público, mas nós professores temos que parar, pois não podemos trabalhar de graça”


Jessika Santos (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

O centro é administrado pelo Governo do Piauí através da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC). De acordo com o diretor financeiro do espaço, Hildelbrando Júnior, o atual termo de colaboração, ato em que entidades entram no chamamento público e são escolhidos através de licitação, vigora desde março de 2018 e desde então não foi realizado pagamento. 

“De março do ano passado até a presente data a gente ainda não recebeu nada. O termo de colaboração vigora de março do ano passado a fevereiro deste ano, foi aditivado de maço desse ano a setembro deste ano e isso é o que tem a receber. Hoje a Seduc nos chamou para conversar e prometeram que até dia 15 desse mês pagam uma parcela e que iriam trabalhar do dia 15 a 30 para pagarem a segunda parcela”


Centro funciona com diversas modalidades (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Em nota, a SEDUC informou que o atraso na liberação das parcelas previstas no cronograma do Termo de Fomento, quando o interesse parte de uma entidade que provoca o estado e caso o estado tenha interesse ele celebra com a entidade o termo, se deu por pendências na prestação de contas da Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF). A secretaria informou ainda que o processo está sendo analisado e que o pagamento será efetuado.

Confira nota na íntegra

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que o atraso na liberação de parcelas previstas no cronograma do Termo de Fomento firmado no ano de 2018 com a Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF), para manutenção do Centro de Treinamento Sarah Menezes, se deu por pendências na prestação de contas por parte da Associação para com a Seduc, problema sanado somente no mês de novembro do corrente ano.  A Seduc esclarece que a prestação de contas está sendo analisada e, ao final do processo, o referido pagamento será efetuado. A previsão é que as primeiras parcelas sejam pagas ainda no mês de dezembro.

Impacto social

Crianças praticam diversas atividades no centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Atualmente, o centro conta com cerca de oito professores e instrutores capacitados dando aulas de judô, taekwondo, karatê. Além disso, o espaço conta com quadras de futsal e basquete para desenvolvimento de outras modalidades esportivas. 


Kayla Macedo é fruto do trabalho desenvolvido no centro (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Questionada sobre o impacto que o fechamento pode causar a crianças e adolescentes que usam do local, a professora Jessika Santos pontuou o impacto direto na vida de crianças que usam o espaço por recomendação médica. 

“O impacto é grande. Dentro desse estabelecimento nos não temos só crianças que vem para cá porque gostam de competir, nós também temos crianças autistas e outras com TDAH. Crianças com laudo médico que vem para cá fazer tratamento. E nós trabalhamos como profissionais”


(Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Fruto do judô desenvolvido no espaço, a atleta Kayla Macedo vem sendo uma das promessas do estado na modalidade. Para ela, o fechamento do centro que carrega o nome da atleta campeã olímpica acaba sendo um desrespeito. 

“Tem o nome da atleta Sarah Menezes, campeão olímpica que é daqui do Piauí. Então é muito desagradável o centro carregar o nome dela e estar fechando. Acaba sendo também um desrespeito com a nossa atleta. Se fechar, que eu não quero que feche, vai ser muito triste. Não só para mim, mas para outras crianças que treinam aqui”


Dona Rosa ao lado do filho (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)

Com o anúncio de paralisão das atividades do local, pais de aluno estiveram no CT manifestando apoio aos professores. Emocionada, Dona Rosa, mãe de um aluno do centro, destacou a importância do judô na vida do filho.  

“Eu estou muito triste porque o meu filho gosta muito da Jessika, gosta muito desse judô e é uma terapia muito boa para ele e eu não quero que acabe o judô. Desde o começo que ele faz judô aqui e eles tem cuidado muito, tirando os meninos da rua. Começou com poucos e depois foi aumentando. Porque quando a gente está pela fé Deus age nas nossas vidas para que cresça mais o judô. Quando ele disse que estava nessa situação me deu aquela tristeza porque é muito importante esse judô, você nem imagina”