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Carol Solberg desabafa em entrevista a Casagrande: "Me senti perseguida"

Jogadora de vôlei de praia foi absolvida por ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro em etapa do Circuito Nacional de vôlei de praia

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi a convidada do "ge Divide Tela", programa comandado por Casagrande, e afirmou que se sentiu perseguida depois de gritar "Fora, Bolsonaro" ao vivo no SporTV em uma etapa do Circuito Nacional de vôlei de praia.

- Me senti perseguida - disse em entrevista ao programa.

Casagrande e Carol Solberg no "ge Divide Tela" — Foto: Reprodução

Após a manifestação, ainda em quadra, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) emitiu nota em que repudiou a atitude da atleta - o que gerou repercussão negativa em redes sociais. Em seguida, o subprocurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do voleibol, Wagner Dantas, encaminhou a denúncia para a secretaria do STJD.

Na segunda-feira, em julgamento virtual realizado nesta segunda-feira, o mesmo STJD absolveu Carol Solberg na segunda e última instância - no dia 13 de outubro, a 1ª Comissão Disciplinar do STJD converteu multa em advertência à atleta.

- Eu ter sido denunciada foi uma grande hipocrisia. Tenho certeza absoluta que se eu tivesse gritado "Bolsonaro mito" não teria acontecido nada. Me senti perseguida. Não posso me manifestar contra esse governo? Se fosse a favor, tudo bem? Essa parte foi bem ruim - disse Carol.

Na conversa, ela e Casagrande citaram outros atletas que se posicionaram contra governos e instituições, como LeBron James (crítico ferrenho de Donald Trump) e Lewis Hamilton. Casagrande, oriundo do futebol mas amigo de longo tempo da mãe de Carol, a ex-jogadora de vôlei Isabel, criticou a falta de posicionamento dos jogadores brasileiros. A única exceção citada na conversa foi o atacante Richarlison, do Everton e da seleção brasileira.

- O julgamento foi um momento muito ruim, o primeiro julgamento. Me senti muito ofendida. Acho que fui tratada de uma forma muito machista. O presidente (da Primeira Comissão) do STJD no último voto foi muito desrespeitoso comigo, disse que eu não estava ali para dizer o que eu pensava numa entrevista. Se eu estou numa entrevista e não posso dizer o que eu penso, está tudo errado. E a frase dele foi essa: "você não está ali na entrevista para falar o que você pensa. Você está ali para dizer o que aconteceu nas quatro linhas". Não. Ninguém vai falar isso pra mim. Não aceito isso. Aquele momento eu tive certeza que eu queria recorrer. Não foi por conta só da advertência, mas de como foi dado aquele último voto. Por isso que eu fiquei tão feliz de ter sido absolvida - disse a atleta, em referência a Otacílio Araújo, presidente da Primeira Comissão.

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi a convidada do "ge Divide Tela", programa comandado por Casagrande, e afirmou que se sentiu perseguida depois de gritar "Fora, Bolsonaro" ao vivo no SporTV em uma etapa do Circuito Nacional de vôlei de praia.

- Me senti perseguida - disse em entrevista ao programa.

Casagrande e Carol Solberg no "ge Divide Tela" — Foto: Reprodução

Após a manifestação, ainda em quadra, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) emitiu nota em que repudiou a atitude da atleta - o que gerou repercussão negativa em redes sociais. Em seguida, o subprocurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do voleibol, Wagner Dantas, encaminhou a denúncia para a secretaria do STJD.

Na segunda-feira, em julgamento virtual realizado nesta segunda-feira, o mesmo STJD absolveu Carol Solberg na segunda e última instância - no dia 13 de outubro, a 1ª Comissão Disciplinar do STJD converteu multa em advertência à atleta.

- Eu ter sido denunciada foi uma grande hipocrisia. Tenho certeza absoluta que se eu tivesse gritado "Bolsonaro mito" não teria acontecido nada. Me senti perseguida. Não posso me manifestar contra esse governo? Se fosse a favor, tudo bem? Essa parte foi bem ruim - disse Carol.

Na conversa, ela e Casagrande citaram outros atletas que se posicionaram contra governos e instituições, como LeBron James (crítico ferrenho de Donald Trump) e Lewis Hamilton. Casagrande, oriundo do futebol mas amigo de longo tempo da mãe de Carol, a ex-jogadora de vôlei Isabel, criticou a falta de posicionamento dos jogadores brasileiros. A única exceção citada na conversa foi o atacante Richarlison, do Everton e da seleção brasileira.

- O julgamento foi um momento muito ruim, o primeiro julgamento. Me senti muito ofendida. Acho que fui tratada de uma forma muito machista. O presidente (da Primeira Comissão) do STJD no último voto foi muito desrespeitoso comigo, disse que eu não estava ali para dizer o que eu pensava numa entrevista. Se eu estou numa entrevista e não posso dizer o que eu penso, está tudo errado. E a frase dele foi essa: "você não está ali na entrevista para falar o que você pensa. Você está ali para dizer o que aconteceu nas quatro linhas". Não. Ninguém vai falar isso pra mim. Não aceito isso. Aquele momento eu tive certeza que eu queria recorrer. Não foi por conta só da advertência, mas de como foi dado aquele último voto. Por isso que eu fiquei tão feliz de ter sido absolvida - disse a atleta, em referência a Otacílio Araújo, presidente da Primeira Comissão.