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Casares evita prometer reforços no São Paulo e não descarta vender garotos

Recém-empossado, presidente diz que busca por novos jogadores começará pelas categorias de base e que o futebol estará inserido em nova realidade econômica

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente do São Paulo, cargo que assumiu no dia 1 de janeiro, Julio Casares reforçou o impacto da crise financeira do clube no início de sua gestão.

Julio Casares e Harry Massis, presidente e vice do São Paulo — Foto: Reprodução / SPFCTV

Nesta segunda-feira, em evento virtual, Casares afirmou que o futebol "estará inserido nessa nova realidade", que a busca por reforços começará por atletas da base e evitou prometer a manutenção das revelações de Cotia no elenco.

– Realmente na transição não só tomamos conhecimento da questão financeira, mas também de detalhes do futebol. Já vislumbrando um futuro em que nós temos a ciência terrível da questão financeira. Claro que o futebol vai estar inserido nessa nova realidade financeira – disse Casares, que passou os últimos quinze dias numa gestão compartilhada com a equipe do antigo presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva.

– Quando a comissão (técnica) identificar necessidade (de reforço) da posição, terá que ser uma prática buscar esse valor dentro da nossa formação. Se não for possível, aí vamos ao mercado, mas de maneira diferente. Os clubes viviam dificuldades antes da pandemia, que só agravou. Faremos o impossível para tentar manter os novos valores aqui, mas existem diversas questões.

Orçamento aprovado em dezembro pelo Conselho Deliberativo do São Paulo, estima que o clube terá que vender R$ 176 milhões em direitos de jogadores em 2021. Atletas como Luan, Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner, destaques da temporada, devem se tornar alvo de clube estrangeiros em breve.

– O atleta tem que saber a marca que vai ostentar no peito. Antes de pensar no Barcelona, tem que pensar no São Paulo, na estrutura que está recebendo. É isso que vamos trabalhar com cada garoto que chega em Cotia. Claro que a necessidade financeira existe. O São Paulo tem responsabilidade, não vamos fechar os olhos. Mas o ideal é que o garoto ame o São Paulo, deixe um legado esportivo – afirmou Casares.

Questionado sobre suas metas para o mandato, como a diminuição da dívida do clube – estimada em quase R$ 600 milhões hoje – e títulos, Casares evitou dar números:

– A minha meta será avaliada no final, pelo sócio, pelo torcedor, é assim que vivo aqui no São Paulo. Eu espero ser avaliado depois de três anos como uma pessoa que equilibrou as finanças, diminuiu as dívidas. Ser campeão, é jogo de futebol, eu quero muito, mas é uma questão que o futuro vai dizer. Vamos trabalhar para que a comissão, jogadores e base tenham as condições para isso.

Direção do futebol

O futebol terá o conselheiro Carlos Belmonte na direção, a quem se reportará o ex-técnico Muricy Ramalho, contratado para atuar como coordenador de futebol. Casares também busca um diretor executivo para o futebol, que assumirá a vaga de Raí, em fevereiro, quando terminar o Campeonato Brasileiro.

– Nós vamos ter o Belmonte, com a equipe dele, que vão fazer a gestão da área profissional, gestão de pessoas e procedimentos. Quando eu falo da integração Cotia e Barra Funda, são processos e procedimentos que vão mudar. Caberá ao Belmonte e sua equipe fazer isso – explicou o novo presidente.

– Embaixo do Belmonte teremos o coordenador de futebol, uma área (que estava) vaga. O papel do Muricy é estar próximo dos atletas e da comissão, mas fazendo esse elo com a diretoria. Ele vai estar apoiando, de forma presente, toda a comissão técnica e os atletas.

O diretor executivo ainda não foi escolhido. Rodrigo Caetano, ex-Internacional, foi cotado, mas os salários foram considerados alto demais para a realidade do São Paulo. Ele deve fechar com o Atlético-MG.

– Eu vejo muitas notícias de nomes. Vou dar um exemplo: o Rodrigo Caetano, um grande profissional, mas tem uma pretensão alta de salário dentro das nossas possibilidades. Temos que jogar isso de forma aberta. Teremos um diretor executivo na base e outro no profissional com o mesmo perfil. Não vamos poder sair contratando jogador de forma que comprometa nossa situação financeira – disse Casares, que mais uma vez descartou a possibilidade de manter Raí no cargo após o Brasileiro.

Já o ex-meia Kaká fará parte do CAF (Comitê Avançado de Futebol), órgão que será criado nesta gestão – a função não será remunerada.

– O CAF será um órgão participativo, ligado ao presidente, para termos um subsídio maior de informações, para que possamos acertar muito mais do que errar.

Casares admitiu pressão por títulos – o São Paulo não é campeão desde 2012, quando venceu a Sul-Americana –, mas disse que o jejum será motivo para que o clube abra mão de responsabilidade financeira.

– Claro que a pressão existe, mas dentro da nossa gestão o que queremos é um time comprometido com mentalidade vencedora. Jogo é jogo, às vezes ganha ou perde. O jogo é resultado do dia a dia, não só do treino, mas da gestão. Se isso for bem feito, a chance de dar certo dentro do campo é maior.

– Temos que adequar tudo à realidade do São Paulo, futebol e finanças precisam andar de mãos dadas. Não podemos comprometer o São Paulo do futuro, mas queremos ganhar campeonato. É preciso ser feita essa equação. Quando mais você erra na contratação, mas sufoca a questão orçamentária – completou o presidente.

Em sua primeira entrevista coletiva como presidente do São Paulo, cargo que assumiu no dia 1 de janeiro, Julio Casares reforçou o impacto da crise financeira do clube no início de sua gestão.

Julio Casares e Harry Massis, presidente e vice do São Paulo — Foto: Reprodução / SPFCTV

Nesta segunda-feira, em evento virtual, Casares afirmou que o futebol "estará inserido nessa nova realidade", que a busca por reforços começará por atletas da base e evitou prometer a manutenção das revelações de Cotia no elenco.

– Realmente na transição não só tomamos conhecimento da questão financeira, mas também de detalhes do futebol. Já vislumbrando um futuro em que nós temos a ciência terrível da questão financeira. Claro que o futebol vai estar inserido nessa nova realidade financeira – disse Casares, que passou os últimos quinze dias numa gestão compartilhada com a equipe do antigo presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva.

– Quando a comissão (técnica) identificar necessidade (de reforço) da posição, terá que ser uma prática buscar esse valor dentro da nossa formação. Se não for possível, aí vamos ao mercado, mas de maneira diferente. Os clubes viviam dificuldades antes da pandemia, que só agravou. Faremos o impossível para tentar manter os novos valores aqui, mas existem diversas questões.

Orçamento aprovado em dezembro pelo Conselho Deliberativo do São Paulo, estima que o clube terá que vender R$ 176 milhões em direitos de jogadores em 2021. Atletas como Luan, Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner, destaques da temporada, devem se tornar alvo de clube estrangeiros em breve.

– O atleta tem que saber a marca que vai ostentar no peito. Antes de pensar no Barcelona, tem que pensar no São Paulo, na estrutura que está recebendo. É isso que vamos trabalhar com cada garoto que chega em Cotia. Claro que a necessidade financeira existe. O São Paulo tem responsabilidade, não vamos fechar os olhos. Mas o ideal é que o garoto ame o São Paulo, deixe um legado esportivo – afirmou Casares.

Questionado sobre suas metas para o mandato, como a diminuição da dívida do clube – estimada em quase R$ 600 milhões hoje – e títulos, Casares evitou dar números:

– A minha meta será avaliada no final, pelo sócio, pelo torcedor, é assim que vivo aqui no São Paulo. Eu espero ser avaliado depois de três anos como uma pessoa que equilibrou as finanças, diminuiu as dívidas. Ser campeão, é jogo de futebol, eu quero muito, mas é uma questão que o futuro vai dizer. Vamos trabalhar para que a comissão, jogadores e base tenham as condições para isso.

Direção do futebol

O futebol terá o conselheiro Carlos Belmonte na direção, a quem se reportará o ex-técnico Muricy Ramalho, contratado para atuar como coordenador de futebol. Casares também busca um diretor executivo para o futebol, que assumirá a vaga de Raí, em fevereiro, quando terminar o Campeonato Brasileiro.

– Nós vamos ter o Belmonte, com a equipe dele, que vão fazer a gestão da área profissional, gestão de pessoas e procedimentos. Quando eu falo da integração Cotia e Barra Funda, são processos e procedimentos que vão mudar. Caberá ao Belmonte e sua equipe fazer isso – explicou o novo presidente.

– Embaixo do Belmonte teremos o coordenador de futebol, uma área (que estava) vaga. O papel do Muricy é estar próximo dos atletas e da comissão, mas fazendo esse elo com a diretoria. Ele vai estar apoiando, de forma presente, toda a comissão técnica e os atletas.

O diretor executivo ainda não foi escolhido. Rodrigo Caetano, ex-Internacional, foi cotado, mas os salários foram considerados alto demais para a realidade do São Paulo. Ele deve fechar com o Atlético-MG.

– Eu vejo muitas notícias de nomes. Vou dar um exemplo: o Rodrigo Caetano, um grande profissional, mas tem uma pretensão alta de salário dentro das nossas possibilidades. Temos que jogar isso de forma aberta. Teremos um diretor executivo na base e outro no profissional com o mesmo perfil. Não vamos poder sair contratando jogador de forma que comprometa nossa situação financeira – disse Casares, que mais uma vez descartou a possibilidade de manter Raí no cargo após o Brasileiro.

Já o ex-meia Kaká fará parte do CAF (Comitê Avançado de Futebol), órgão que será criado nesta gestão – a função não será remunerada.

– O CAF será um órgão participativo, ligado ao presidente, para termos um subsídio maior de informações, para que possamos acertar muito mais do que errar.

Casares admitiu pressão por títulos – o São Paulo não é campeão desde 2012, quando venceu a Sul-Americana –, mas disse que o jejum será motivo para que o clube abra mão de responsabilidade financeira.

– Claro que a pressão existe, mas dentro da nossa gestão o que queremos é um time comprometido com mentalidade vencedora. Jogo é jogo, às vezes ganha ou perde. O jogo é resultado do dia a dia, não só do treino, mas da gestão. Se isso for bem feito, a chance de dar certo dentro do campo é maior.

– Temos que adequar tudo à realidade do São Paulo, futebol e finanças precisam andar de mãos dadas. Não podemos comprometer o São Paulo do futuro, mas queremos ganhar campeonato. É preciso ser feita essa equação. Quando mais você erra na contratação, mas sufoca a questão orçamentária – completou o presidente.