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Teresina ainda é a 'cidade verde'? Semam e ambientalistas divergem

Segundo o IBGE, 72% dos domicílios são arborizados na capital

Teresina nunca foi só conhecida como uma das cidades mais quentes do Brasil. A alta taxa de arborização lhe garantiu por muito tempo a alcunha de Cidade Verde.

Avenida Duque de Caxias, na zona Norte de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

A capital chegou a registrar área verde correspondente a 15 metros quadrados por habitante. O cenário, no entanto foi se modificando em consequência do acelerado processo de urbanização; a região que compreende o bairro Jóquei (zona Leste de Teresina) foi uma das mais impactadas, como explica o secretário de Meio Ambiente de Teresina (Semam), Olavo Braz.

Olavo Braz, secretário de Meio Ambiente de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

“O período em que Teresina perdeu uma grande quantidade de massa folhosa foi no boom da construção civil no Brasil, então a zona urbana de Teresina cresceu, os blocos de apartamento foram surgindo, principalmente onde antes eram chácaras, como na região do Jóquei [zona Leste]. Hoje está tudo tomado por construção civil. Mas, vejamos a quantidade de preservação. Hoje também para você retirar uma Mangueira, por exemplo, você tem que entregar à Prefeitura, para o plantio em outro espaço, pelo menos três novas mangueiras. Se você tirar um pé de Ipê, você tem que recompor cinco pés de Ipê. Além disso, temos dois grandes viveiros que produzem milhares de mudas anualmente e essas árvores são plantadas nas cidades; sempre adquirimos quantidade de árvores muito grande para recompor, exatamente, essa massa de folhas na cidade de Teresina”, ressalta o gestor.

Trecho da Avenida Raul Lopes (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Hoje áreas ocupadas por árvores cederam espaço até mesmo paradas de ônibus. Aliás, em 2017, a intenção de derrubar árvores na Avenida Frei Serafim para a construção de corredores de transporte coletivo deu o que falar.

O objetivo da Prefeitura, que logo depois voltou atrás, era derrubar as árvores do canteiro central da via para a execução dos serviços. O Ministério Público, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (Cau) e outros órgão chegaram a barrar a obra. 

Avenida Frei Serafim: sentido Centro/Leste, nas proximidades da Ponte Juscelino Kubitschek (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

“Tirar as árvores do Centro de Teresina, da Frei Serafim para fazer paradas de ônibus? As pessoas veem a questão do se deslocar, mas não veem o bem-estar da população. Teresina precisa somente disso, de uma visão de longo prazo. [Teresina] é uma cidade que foi planejada inicialmente e que tem que ser planejada permanentemente. Teresina foi a primeira cidade planejada do Brasil. Tal qual Brasília foi planejada, Teresina também foi planejada”, diz o ambientalista e ex-secretário de Meio Ambiente de Teresina Deocleciano Guedes.

Deocleciano Guedes durante entrevista (Foto: divulgação/UFPI)

Dados do IBGE

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – divulgado em 2010, em Teresina 72.3% de domicílios urbanos em vias públicas possuem arborização (o que a coloca na 5570º em âmbito nacional), média que não é suficiente para lhe garantir o título de Cidade Verde, atesta Deocleciano Guedes.

“Ela [Teresina] ainda tem uma boa arborização natural, mas não é mais considerada Cidade Verde, onde eram 15 metros quadrados por habitante de área verde, hoje já diminuiu muito. Falta um pouco mais de planejamento da cidade para a preservação das áreas verdes”, avalia Guedes, que também foi superintendente do IBAMA e hoje leciona na Universidade Federal do Piauí.

Entrada do Parque da Cidade, área de preservação ambiental localizada na zona Norte de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Olavo Braz discorda do ambientalista. “Isso não é verdade; Teresina ainda pode ser considerada a 'cidade verde'. Ainda é um município de massa verde muito grande. Muitas das observações que surgem se dão de forma bastante empírica”, rebate.

“Se você quiser ver o volume de árvores que tem em Teresina, basta ir ao mirante da Ponte Estaiada. Temos distribuído só esse ano, por exemplo, mais de 5 mil pés de Manga Rosa nos bairros distantes de Teresina, nas áreas rurais e pequenos roçados de agricultura de subsistência. A Semam, de forma específica, está trabalhando com bosques, porque temos a certeza de que elas não perecerão no período seco, que vai do mês de setembro até início do mês de dezembro”, completa o gestor.

Pés de Manga, à direita, situados em parte do canteiro que circunda Avenida Raul Lopes (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Ainda conforme levantamento do IBGE, a massa verde da capital é menor até do que em 223 municípios do Piauí.

Projetos

Com o objetivo de melhorar o cenário e compensar a derrubada de árvores para a realização de obras, a prefeitura desenvolve dois projetos: “Teresina Mais Verde” e “Uma Árvore na Minha Vida”.

“Teresina Mais Verde”

O Teresina Mais Verde foi lançado em 2013. Seu objetivo é ampliar as áreas verdes da cidade – consequentemente proporcionar o melhoramento do clima e da qualidade de vida da população, por meio do plantio de muda de árvores na região urbana e rural da cidade.

O prefeito Firmino Filho participando de ação do projeto Teresina Mais Verde em escola da capital ((Foto: divulgação/Prefeitura de Teresina)

A última ação do Teresina Mais Verde ocorreu no Povoado Gurupá, próximo ao município de União (Norte do Piauí), onde foram plantadas 150 novas árvores. A visita ao local foi realizada no último sábado.

“Uma Árvore na Minha Vida”

O programa, lançado em dezembro de 2018, oferece aos cidadãos, de forma gratuita, uma muda de árvore para plantar em sua residência. São várias espécies ofertadas.

Para solicitar a planta basta entrar no site da Secretaria do Meio Ambiente de Teresina, preencher um formulário, que exige, por exemplo, a especificação do espaço residencial (quintal, calçada ou jardim) que receberá o plantio. O processo é acompanhado por técnicos, o permite que o plantio seja realizado da forma mais adequada.

Técnicos da Prefeitura realizando o plantio de muda em uma residência (Foto: divulgação/Prefeitura de Teresina)

De acordo com a Semam, 100 famílias foram contempladas pelo projeto até o momento através do projeto Uma Árvore na Minha Vida. Dentro do Teresina Mais Verde, já foi registrado o plantio de 617.602 mudas; o objetivo é chegar às 100 mil até 2020.

As ações são permanentes e os focos são os benefícios proporcionados pelo plantio recomposição de árvores derrubadas. As medidas proporcionam, por exemplo, a redução do armazenamento de carbono, da poluição, de ruídos, além de maior conforto térmico, principalmente no B-R-O BRÓ, período em que as altas temperaturas predominam na capital.

“Nesses projetos a gente faz um trabalho de conscientização ambiental falando sobre a forma de plantar e os benefícios que as árvores têm, como a melhoria da poluição do ar; a questão do combate ao CO2 e poluição sonora. Tem a questão da criação de microclimas para a diminuição das temperaturas, na própria questão ambiental, que a gente tem como prioridade. Favorece também a nossa fauna e flora, além dos próprios benefícios de beleza”, elenca o engenheiro agrimensor e coordenador da Comissão de Arborização da Prefeitura de Teresina, Clóvis Júnior.

Clóvis Júnior (Foto: arquivo pessoal)

Plano Diretor

Para garantir a preservação dos parques e demais áreas verdes da capital a Prefeitura pretende colocar em prática, em breve, o Plano Diretor de Arborização (PEDAU). Por meio dele será possível saber, dentre outras coisas, os tipos e quantidades de árvores presentes em Teresina.

“Vamos identificar também, por exemplo, via internet, que árvore está prestes a cair e que poderia prejudicar a população, o comércio, as lojas. O controle vai ser permanente. Um incêndio está acontecendo lá no Parque Ambiental do Mocambinho? A gente irá saber o momento do início de incêndio e poderemos acionar de forma rápida a equipe de combate de incêndio da Prefeitura e o Corpo de Bombeiros”, explica o secretário Olavo Braz.

O processo de licitação para saber que empresa será a responsável pela realização dos serviços ainda está em aberto.  O dinheiro para a execução do projeto já está em caixa: foram disponibilizados R$ 1.168.879,48 só para a realização dos estudos.

Tendo como base pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 2018, as ações da Prefeitura em termos de arborização vêm surtindo efeito. Os dados, divulgados pela Revista Saúde, mostram que a capital piauiense continua sendo “verde”, mas se levado em consideração o número de árvores ao redor de residências por 100 mil habitantes.

Por conta disso, na pesquisa, Teresina consta em segundo lugar dentre as capitais brasileiras mais adequadas para a prática de lazer. A primeira posição ficou com Vitória, no Espírito Santo.

O elevado número de árvores ao redor de casas faz de Teresina uma das melhores cidades para a prática de exercícios físicos, segundo pesquisa (Foto: reprodução/Revista Saúde)

“A arborização até que vem sendo feita com bastante frequência, o grande problema é que quando planejam a expansão, a prefeitura autoriza a construção de determinados loteamentos sem uma integração com a cidade e o ambiente. A população, no entanto, tem que fazer a sua parte. Nas suas próprias residências poderiam plantar algumas mudas. Segundo, é necessário impedir que determinadas áreas sejam destruídas”, finaliza o especialista Deocleciano Guedes.

Segundo a Comissão de Arborização, a região Centro/Norte de Teresina é a mais arborizada. Em segundo lugar vêm as regiões Leste e Sul e, por último, a zona Sudeste.

Teresina nunca foi só conhecida como uma das cidades mais quentes do Brasil. A alta taxa de arborização lhe garantiu por muito tempo a alcunha de Cidade Verde.

Avenida Duque de Caxias, na zona Norte de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

A capital chegou a registrar área verde correspondente a 15 metros quadrados por habitante. O cenário, no entanto foi se modificando em consequência do acelerado processo de urbanização; a região que compreende o bairro Jóquei (zona Leste de Teresina) foi uma das mais impactadas, como explica o secretário de Meio Ambiente de Teresina (Semam), Olavo Braz.

Olavo Braz, secretário de Meio Ambiente de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

“O período em que Teresina perdeu uma grande quantidade de massa folhosa foi no boom da construção civil no Brasil, então a zona urbana de Teresina cresceu, os blocos de apartamento foram surgindo, principalmente onde antes eram chácaras, como na região do Jóquei [zona Leste]. Hoje está tudo tomado por construção civil. Mas, vejamos a quantidade de preservação. Hoje também para você retirar uma Mangueira, por exemplo, você tem que entregar à Prefeitura, para o plantio em outro espaço, pelo menos três novas mangueiras. Se você tirar um pé de Ipê, você tem que recompor cinco pés de Ipê. Além disso, temos dois grandes viveiros que produzem milhares de mudas anualmente e essas árvores são plantadas nas cidades; sempre adquirimos quantidade de árvores muito grande para recompor, exatamente, essa massa de folhas na cidade de Teresina”, ressalta o gestor.

Trecho da Avenida Raul Lopes (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Hoje áreas ocupadas por árvores cederam espaço até mesmo paradas de ônibus. Aliás, em 2017, a intenção de derrubar árvores na Avenida Frei Serafim para a construção de corredores de transporte coletivo deu o que falar.

O objetivo da Prefeitura, que logo depois voltou atrás, era derrubar as árvores do canteiro central da via para a execução dos serviços. O Ministério Público, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (Cau) e outros órgão chegaram a barrar a obra. 

Avenida Frei Serafim: sentido Centro/Leste, nas proximidades da Ponte Juscelino Kubitschek (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

“Tirar as árvores do Centro de Teresina, da Frei Serafim para fazer paradas de ônibus? As pessoas veem a questão do se deslocar, mas não veem o bem-estar da população. Teresina precisa somente disso, de uma visão de longo prazo. [Teresina] é uma cidade que foi planejada inicialmente e que tem que ser planejada permanentemente. Teresina foi a primeira cidade planejada do Brasil. Tal qual Brasília foi planejada, Teresina também foi planejada”, diz o ambientalista e ex-secretário de Meio Ambiente de Teresina Deocleciano Guedes.

Deocleciano Guedes durante entrevista (Foto: divulgação/UFPI)

Dados do IBGE

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – divulgado em 2010, em Teresina 72.3% de domicílios urbanos em vias públicas possuem arborização (o que a coloca na 5570º em âmbito nacional), média que não é suficiente para lhe garantir o título de Cidade Verde, atesta Deocleciano Guedes.

“Ela [Teresina] ainda tem uma boa arborização natural, mas não é mais considerada Cidade Verde, onde eram 15 metros quadrados por habitante de área verde, hoje já diminuiu muito. Falta um pouco mais de planejamento da cidade para a preservação das áreas verdes”, avalia Guedes, que também foi superintendente do IBAMA e hoje leciona na Universidade Federal do Piauí.

Entrada do Parque da Cidade, área de preservação ambiental localizada na zona Norte de Teresina (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Olavo Braz discorda do ambientalista. “Isso não é verdade; Teresina ainda pode ser considerada a 'cidade verde'. Ainda é um município de massa verde muito grande. Muitas das observações que surgem se dão de forma bastante empírica”, rebate.

“Se você quiser ver o volume de árvores que tem em Teresina, basta ir ao mirante da Ponte Estaiada. Temos distribuído só esse ano, por exemplo, mais de 5 mil pés de Manga Rosa nos bairros distantes de Teresina, nas áreas rurais e pequenos roçados de agricultura de subsistência. A Semam, de forma específica, está trabalhando com bosques, porque temos a certeza de que elas não perecerão no período seco, que vai do mês de setembro até início do mês de dezembro”, completa o gestor.

Pés de Manga, à direita, situados em parte do canteiro que circunda Avenida Raul Lopes (Foto: Wanderson Camêlo/Portal AZ)

Ainda conforme levantamento do IBGE, a massa verde da capital é menor até do que em 223 municípios do Piauí.

Projetos

Com o objetivo de melhorar o cenário e compensar a derrubada de árvores para a realização de obras, a prefeitura desenvolve dois projetos: “Teresina Mais Verde” e “Uma Árvore na Minha Vida”.

“Teresina Mais Verde”

O Teresina Mais Verde foi lançado em 2013. Seu objetivo é ampliar as áreas verdes da cidade – consequentemente proporcionar o melhoramento do clima e da qualidade de vida da população, por meio do plantio de muda de árvores na região urbana e rural da cidade.

O prefeito Firmino Filho participando de ação do projeto Teresina Mais Verde em escola da capital ((Foto: divulgação/Prefeitura de Teresina)

A última ação do Teresina Mais Verde ocorreu no Povoado Gurupá, próximo ao município de União (Norte do Piauí), onde foram plantadas 150 novas árvores. A visita ao local foi realizada no último sábado.

“Uma Árvore na Minha Vida”

O programa, lançado em dezembro de 2018, oferece aos cidadãos, de forma gratuita, uma muda de árvore para plantar em sua residência. São várias espécies ofertadas.

Para solicitar a planta basta entrar no site da Secretaria do Meio Ambiente de Teresina, preencher um formulário, que exige, por exemplo, a especificação do espaço residencial (quintal, calçada ou jardim) que receberá o plantio. O processo é acompanhado por técnicos, o permite que o plantio seja realizado da forma mais adequada.

Técnicos da Prefeitura realizando o plantio de muda em uma residência (Foto: divulgação/Prefeitura de Teresina)

De acordo com a Semam, 100 famílias foram contempladas pelo projeto até o momento através do projeto Uma Árvore na Minha Vida. Dentro do Teresina Mais Verde, já foi registrado o plantio de 617.602 mudas; o objetivo é chegar às 100 mil até 2020.

As ações são permanentes e os focos são os benefícios proporcionados pelo plantio recomposição de árvores derrubadas. As medidas proporcionam, por exemplo, a redução do armazenamento de carbono, da poluição, de ruídos, além de maior conforto térmico, principalmente no B-R-O BRÓ, período em que as altas temperaturas predominam na capital.

“Nesses projetos a gente faz um trabalho de conscientização ambiental falando sobre a forma de plantar e os benefícios que as árvores têm, como a melhoria da poluição do ar; a questão do combate ao CO2 e poluição sonora. Tem a questão da criação de microclimas para a diminuição das temperaturas, na própria questão ambiental, que a gente tem como prioridade. Favorece também a nossa fauna e flora, além dos próprios benefícios de beleza”, elenca o engenheiro agrimensor e coordenador da Comissão de Arborização da Prefeitura de Teresina, Clóvis Júnior.

Clóvis Júnior (Foto: arquivo pessoal)

Plano Diretor

Para garantir a preservação dos parques e demais áreas verdes da capital a Prefeitura pretende colocar em prática, em breve, o Plano Diretor de Arborização (PEDAU). Por meio dele será possível saber, dentre outras coisas, os tipos e quantidades de árvores presentes em Teresina.

“Vamos identificar também, por exemplo, via internet, que árvore está prestes a cair e que poderia prejudicar a população, o comércio, as lojas. O controle vai ser permanente. Um incêndio está acontecendo lá no Parque Ambiental do Mocambinho? A gente irá saber o momento do início de incêndio e poderemos acionar de forma rápida a equipe de combate de incêndio da Prefeitura e o Corpo de Bombeiros”, explica o secretário Olavo Braz.

O processo de licitação para saber que empresa será a responsável pela realização dos serviços ainda está em aberto.  O dinheiro para a execução do projeto já está em caixa: foram disponibilizados R$ 1.168.879,48 só para a realização dos estudos.

Tendo como base pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 2018, as ações da Prefeitura em termos de arborização vêm surtindo efeito. Os dados, divulgados pela Revista Saúde, mostram que a capital piauiense continua sendo “verde”, mas se levado em consideração o número de árvores ao redor de residências por 100 mil habitantes.

Por conta disso, na pesquisa, Teresina consta em segundo lugar dentre as capitais brasileiras mais adequadas para a prática de lazer. A primeira posição ficou com Vitória, no Espírito Santo.

O elevado número de árvores ao redor de casas faz de Teresina uma das melhores cidades para a prática de exercícios físicos, segundo pesquisa (Foto: reprodução/Revista Saúde)

“A arborização até que vem sendo feita com bastante frequência, o grande problema é que quando planejam a expansão, a prefeitura autoriza a construção de determinados loteamentos sem uma integração com a cidade e o ambiente. A população, no entanto, tem que fazer a sua parte. Nas suas próprias residências poderiam plantar algumas mudas. Segundo, é necessário impedir que determinadas áreas sejam destruídas”, finaliza o especialista Deocleciano Guedes.

Segundo a Comissão de Arborização, a região Centro/Norte de Teresina é a mais arborizada. Em segundo lugar vêm as regiões Leste e Sul e, por último, a zona Sudeste.