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Estudante é expulsa de van da prefeitura por reclamar da falta de água em cidade: "perseguição política"

Jovem registrou em vídeo momento em que motorista não permite sua entrada

Uma situação de constrangimento foi vivenciada por uma estudante de enfermagem, Talita Cristina, de 25 anos, em Alvorada do Gurgueia, interior do Piauí. Em entrevista ao Portal AZ, a jovem relatou que foi expulsa na última quinta-feira (15) de uma van contratada pela prefeitura depois de reclamar da falta de água na cidade em suas redes sociais. Para a jovem, o episódio teria ocorrido devido a uma suposta perseguição política promovida pela gestão do atual prefeito da cidade, Lécio Gustavo (MDB). 

Estudante é expulsa de van da prefeitura por reclamar da falta de água em cidade: "perseguição política" (Foto: reprodução)

Thalita explicou que durante boa parte do ano de 2021, os alunos não precisaram utilizar o transporte por conta das aulas serem transmitidas de forma online. No entanto, em nova determinação da Faculdade, os alunos retornaram ao ensino presencial. Apesar de temer ser expulsa da van, a jovem tentou usar o transporte, mas foi impedida pelo motorista. Em vídeo gravado pela estudante, o motorista perguntou: "Quem aqui é Talita? Você não deve mais subir na van não, nem pagando". 

"Eu fiz uma publicação no status do meu WhatsApp e de alguma forma, chegou até eles. Em torno de quatro dias, recebi uma ligação de uma mulher chamada Fernanda, dizendo que trabalhada na prefeitura, e que minha locomoção pela van estava suspensa e portanto, que eu deveria ir conversar com o gestor. Eu não difamei ele, não falei mal de ninguém, só fiz uma reclamação da água. A mulher disse que eu teria que ir lá conversar com o prefeito e me explicar. Me explicar para quê?", contestou. 

Segundo a jovem, ela e mais sete alunos precisam em determinado dias da semana fazer uso do transporte público contratado pela prefeitura, em uma viagem de quase 1h30, para poder assistir às aulas de Enfermagem na cidade de Bom Jesus. A jovem desabafou nas suas redes sociais sobre o acontecido. Assista ao vídeo abaixo: 

"À minha ida na van está suspensa até o momento, mas isso não vai me impedir de me formar e assistir às minhas aulas. Não vou me rebaixar em ir conversar com ninguém por causa de uma reclamação de água. Nada vai me calar e eu vou conseguir me formar. Eu irei questionar os direitos dados ao cidadão. Os político são vocês, quem precisa de votos são eles. Vocês estão sendo marcadores", desabafou. 

"Medo da minha mãe perder o emprego"

A jovem também contou que outra estudante fez as mesmas reclamações sobre a água da cidade e que ela também teria sido "notificada" com uma suspensão para o uso da van. No entanto, a outra aluna foi até à prefeitura e após conversar com o gestor, seu acesso à van foi liberado. 

Thalita contou à reportagem que teme retaliações por parte da gestão do atual prefeito, principalmente contra a sua mãe, que é funcionária de serviços gerais na Prefeitura de Alvorada. 

"É uma situação complicada. Eu não trabalho, sou apenas dona de casa, estudante e mãe de família. Eles têm poder, podem forjar situações, principalmente agora que a situação já repercutiu bastante. O meu medo é que isso se volte contra mim, apesar deu não estar errada e ter todas as provas que comprove o contrário. Eles têm dinheiro, eu não", finalizou.  

Outro lado

O Portal AZ tentou entrar em contato com a Prefeitura de Alvorada do Gurgueia. Entretanto, não conseguiu localizar o gestor Lécio Gustavo para comentar o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Uma situação de constrangimento foi vivenciada por uma estudante de enfermagem, Talita Cristina, de 25 anos, em Alvorada do Gurgueia, interior do Piauí. Em entrevista ao Portal AZ, a jovem relatou que foi expulsa na última quinta-feira (15) de uma van contratada pela prefeitura depois de reclamar da falta de água na cidade em suas redes sociais. Para a jovem, o episódio teria ocorrido devido a uma suposta perseguição política promovida pela gestão do atual prefeito da cidade, Lécio Gustavo (MDB). 

Estudante é expulsa de van da prefeitura por reclamar da falta de água em cidade: "perseguição política" (Foto: reprodução)

Thalita explicou que durante boa parte do ano de 2021, os alunos não precisaram utilizar o transporte por conta das aulas serem transmitidas de forma online. No entanto, em nova determinação da Faculdade, os alunos retornaram ao ensino presencial. Apesar de temer ser expulsa da van, a jovem tentou usar o transporte, mas foi impedida pelo motorista. Em vídeo gravado pela estudante, o motorista perguntou: "Quem aqui é Talita? Você não deve mais subir na van não, nem pagando". 

"Eu fiz uma publicação no status do meu WhatsApp e de alguma forma, chegou até eles. Em torno de quatro dias, recebi uma ligação de uma mulher chamada Fernanda, dizendo que trabalhada na prefeitura, e que minha locomoção pela van estava suspensa e portanto, que eu deveria ir conversar com o gestor. Eu não difamei ele, não falei mal de ninguém, só fiz uma reclamação da água. A mulher disse que eu teria que ir lá conversar com o prefeito e me explicar. Me explicar para quê?", contestou. 

Segundo a jovem, ela e mais sete alunos precisam em determinado dias da semana fazer uso do transporte público contratado pela prefeitura, em uma viagem de quase 1h30, para poder assistir às aulas de Enfermagem na cidade de Bom Jesus. A jovem desabafou nas suas redes sociais sobre o acontecido. Assista ao vídeo abaixo: 

"À minha ida na van está suspensa até o momento, mas isso não vai me impedir de me formar e assistir às minhas aulas. Não vou me rebaixar em ir conversar com ninguém por causa de uma reclamação de água. Nada vai me calar e eu vou conseguir me formar. Eu irei questionar os direitos dados ao cidadão. Os político são vocês, quem precisa de votos são eles. Vocês estão sendo marcadores", desabafou. 

"Medo da minha mãe perder o emprego"

A jovem também contou que outra estudante fez as mesmas reclamações sobre a água da cidade e que ela também teria sido "notificada" com uma suspensão para o uso da van. No entanto, a outra aluna foi até à prefeitura e após conversar com o gestor, seu acesso à van foi liberado. 

Thalita contou à reportagem que teme retaliações por parte da gestão do atual prefeito, principalmente contra a sua mãe, que é funcionária de serviços gerais na Prefeitura de Alvorada. 

"É uma situação complicada. Eu não trabalho, sou apenas dona de casa, estudante e mãe de família. Eles têm poder, podem forjar situações, principalmente agora que a situação já repercutiu bastante. O meu medo é que isso se volte contra mim, apesar deu não estar errada e ter todas as provas que comprove o contrário. Eles têm dinheiro, eu não", finalizou.  

Outro lado

O Portal AZ tentou entrar em contato com a Prefeitura de Alvorada do Gurgueia. Entretanto, não conseguiu localizar o gestor Lécio Gustavo para comentar o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.