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Secretaria de Segurança do Piauí divulga áudios e revela como policiais planejavam crimes

Os policiais chegavam a fazer contratos de mais de R$ 20 mil para execução

A Secretaria de Segurança Pública do Estado divulgou nesta segunda-feira (02), os áudios dos policiais presos durante a Operação Dictum, deflagrada hoje. Nas gravações é possível entender como os investigados agiam. Eles supostamente são envolvidos com crimes do tipo roubo de carga, assassinatos, extorsão, tráfico de drogas e comércio ilegal de arma de fogo. 

Grupo de Repreensão ao Crime Organizado (Foto: Divulgação / SSP-PI)

Para a execução de crimes, os policiais faziam acordos com valores que passavam de R$ 10 mil. Nos áudios é possível observar que os policiais cobravam mais alto para “derrubar” (matar) alguém.

“Aqui tem um contrato pra nós viu, parece que fechou lá 10 mil só pra dar um pau em um vagabundo aqui... eu tinha pedido 20 mil para derrubar, mas o cara não quer derrubar de jeito nenhum, quer só que dê um pau bem dado”, diz um trecho do áudio.

Em áudio, um deles ainda reclama da arma que está utilizando e pede ajuda para ter acesso a outro tipo de arma. “Rapaz vê aí como tu me ajuda para mim comprar a pistola lá. Tu é doido, estou só andando com o oitão aqui, fica ruim”, diz um dos investigados, que ainda com tom de ironia fala “ainda mais nós que somos pistoleiros Maguim, tem que botar na cabeça que nós somos pistoleiros”, finalizou.

Ouça o áudio na íntegra:

Um policial envolvido na investigação da operação Dictus ainda relata que “a polícia daqui gosta muito é de prender polícia e os vagabundos reina na cabeça deles”. 

Ao chamar os policiais de medrosos, ele também fala que “milícia é no Rio de Janeiro rapaz, não existe no Piauí não. Os policiais, somos todos medrosos", diz um dos investigados nas gravações.

Esquema de como os investigados faziam contato (Foto: Divulgação / SSP-PI)

Dos 16 investigados, treze são policiais militares, além de um policial civil e duas pessoas comuns. São eles: Genildo Vieira da Silva, Francisco das Chagas Lima Trindade, Helido Cunha de Sousa, Bruno Costa de Oliveira, Antônio Lopes Rosa, Rafael dos Santos Leal, Marcelo Ribeiro Rocha , Percyvall de Oliveira Ferreira, Lourival Ferreira de Carvalho Neto, Ellisson Costa Vieira , Wanderley Rodrigues da Silva, vulgo W.Silva, Erasmo de Morais Furtado e José Afonso Santos e Silva.

"Não temos medido esforços para combater a criminalidade. E por isso cortamos na própria carne. Nesta segunda-feira foi deflagrada a operação que identificou 10 policiais, nove PMs e um civil, além de duas pessoas que não são policiais, envolvidos em crimes de pistolagem, roubo de carga, além de servirem como informantes dos traficantes de drogas sobre as operações da polícia", afirmou Fábio Abreu, secretário de segurança. 

Entenda o caso

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado - Greco , deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira (02), para dá cumprimento a mandados de prisão e busca e apreensão em Teresina. Ainda não foi divulgado o número de policiais presos na ação.

Segundo informações da Secretaria de Segurança, a ação tem como objetivo desarticular organização criminosa composta por policiais militares e civis. No total são dezesseis investigados, suspeitos de corrupção. 

O secretário de segurança Fábio Abreu, afirmou em entrevista ao Portal AZ, que os investigados estão envolvidos em vários crimes, dentre eles pistolagem, roubo de carga e ainda distribuíam as drogas das bocas de fumos. 

 Em maio de 2019, quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em roubos de carga nos estados do Piauí e Maranhão. Entre os presos haviam dois policiais militares. As prisões foram feitas pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).

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Grupo de Repreensão ao Crime Organizado (Foto: Divulgação / SSP-PI)

Para a execução de crimes, os policiais faziam acordos com valores que passavam de R$ 10 mil. Nos áudios é possível observar que os policiais cobravam mais alto para “derrubar” (matar) alguém.

“Aqui tem um contrato pra nós viu, parece que fechou lá 10 mil só pra dar um pau em um vagabundo aqui... eu tinha pedido 20 mil para derrubar, mas o cara não quer derrubar de jeito nenhum, quer só que dê um pau bem dado”, diz um trecho do áudio.

Em áudio, um deles ainda reclama da arma que está utilizando e pede ajuda para ter acesso a outro tipo de arma. “Rapaz vê aí como tu me ajuda para mim comprar a pistola lá. Tu é doido, estou só andando com o oitão aqui, fica ruim”, diz um dos investigados, que ainda com tom de ironia fala “ainda mais nós que somos pistoleiros Maguim, tem que botar na cabeça que nós somos pistoleiros”, finalizou.

Ouça o áudio na íntegra:

Um policial envolvido na investigação da operação Dictus ainda relata que “a polícia daqui gosta muito é de prender polícia e os vagabundos reina na cabeça deles”. 

Ao chamar os policiais de medrosos, ele também fala que “milícia é no Rio de Janeiro rapaz, não existe no Piauí não. Os policiais, somos todos medrosos", diz um dos investigados nas gravações.

Esquema de como os investigados faziam contato (Foto: Divulgação / SSP-PI)

Dos 16 investigados, treze são policiais militares, além de um policial civil e duas pessoas comuns. São eles: Genildo Vieira da Silva, Francisco das Chagas Lima Trindade, Helido Cunha de Sousa, Bruno Costa de Oliveira, Antônio Lopes Rosa, Rafael dos Santos Leal, Marcelo Ribeiro Rocha , Percyvall de Oliveira Ferreira, Lourival Ferreira de Carvalho Neto, Ellisson Costa Vieira , Wanderley Rodrigues da Silva, vulgo W.Silva, Erasmo de Morais Furtado e José Afonso Santos e Silva.

"Não temos medido esforços para combater a criminalidade. E por isso cortamos na própria carne. Nesta segunda-feira foi deflagrada a operação que identificou 10 policiais, nove PMs e um civil, além de duas pessoas que não são policiais, envolvidos em crimes de pistolagem, roubo de carga, além de servirem como informantes dos traficantes de drogas sobre as operações da polícia", afirmou Fábio Abreu, secretário de segurança. 

Entenda o caso

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado - Greco , deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira (02), para dá cumprimento a mandados de prisão e busca e apreensão em Teresina. Ainda não foi divulgado o número de policiais presos na ação.

Segundo informações da Secretaria de Segurança, a ação tem como objetivo desarticular organização criminosa composta por policiais militares e civis. No total são dezesseis investigados, suspeitos de corrupção. 

O secretário de segurança Fábio Abreu, afirmou em entrevista ao Portal AZ, que os investigados estão envolvidos em vários crimes, dentre eles pistolagem, roubo de carga e ainda distribuíam as drogas das bocas de fumos. 

 Em maio de 2019, quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em roubos de carga nos estados do Piauí e Maranhão. Entre os presos haviam dois policiais militares. As prisões foram feitas pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).

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