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Maia defende PEC para impedir militar da ativa de assumir cargo civil

Maia afirmou que a questão deverá ser melhor organizada futuramente para que militares passem automaticamente para a reserva caso desejem ocupar cargos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu na noite desta 5ª feira (23.jul.2020) que o Congresso deve discutir uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para evitar militares da ativa em funções gratificadas no Executivo​.

Maia defende PEC para impedir militar da ativa de assumir cargo civil (Foto:SérgioLima)

Maia afirmou que a questão deverá ser melhor organizada futuramente para que militares passem automaticamente para a reserva caso desejem ocupar cargos.

“Acho que essa questão de militares da ativa estarem no Poder Executivo em funções gratificadas, isso a gente vai ter que organizar melhor no futuro. Quem quiser vir no futuro para o governo das Forças Armadas vem. Mas vai precisar, sem dúvida nenhuma, automaticamente caminhar para a reserva”, afirmou em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, da revista Época. Assista aqui ao momento.

Para o presidente da Câmara, a presença de militares da ativa no governo não é boa para o Brasil nem para as Forças Armadas. Segundo ele, a proposta deverá ser discutida daqui a 1 tempo para não ser vista como 1 direcionamento a determinado ministro ou assessor.

Levantamento realizado pelo Poder360, em 17 de junho, mostrou que atualmente militares da ativa ocupam 2.930 cargos nos Três Poderes. Destes, 92,6% estão em postos abertos no governo Jair Bolsonaro e 7,2%, no Judiciário. Só 1 trabalha no Congresso (0,03%).

O número de militares que integram a equipe de Bolsonaro vem crescendo desde sua posse, em janeiro de 2019. Em 22 de maio deste ano, em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente disse que o rol de militares na pasta ainda vai crescer. “Está dando certo, está mudando muita gente lá. ‘Ah, está enchendo de militar’. Vai botar mais militares, sim. Com civis não deu certo. E ponto final.”

Na entrevista, Maia afirmou que era esperado que Bolsonaro incluísse militares em seu governo.

“Ninguém pode dizer que foi enganado, que não era esse o caminho. O presidente Bolsonaro sempre disse que nas Forças Armadas tinham quadros de boa qualidade, verdade, e que ele sempre utilizaria esses quadros e garantia espaços para que eles pudessem exercer funções no Poder Executivo. Então, não foi uma surpresa para ninguém”, disse.

Pesquisa DataPoder360, feita em maio, mostra que os brasileiros estão divididos sobre a participação dos militares no governo Bolsonaro: 37% acham que isso é bom para o Brasil e 37% acham que é ruim. O levantamento também aponta que 29% dos brasileiros confiam totalmente na atuação das Forças Armadas. Outros 35% dizem confiar mais ou menos e 18% confiam pouco –ou seja, 50% afirmam ter alguma desconfiança. Outros 14% afirmaram não confiar nos militares.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu na noite desta 5ª feira (23.jul.2020) que o Congresso deve discutir uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para evitar militares da ativa em funções gratificadas no Executivo​.

Maia defende PEC para impedir militar da ativa de assumir cargo civil (Foto:SérgioLima)

Maia afirmou que a questão deverá ser melhor organizada futuramente para que militares passem automaticamente para a reserva caso desejem ocupar cargos.

“Acho que essa questão de militares da ativa estarem no Poder Executivo em funções gratificadas, isso a gente vai ter que organizar melhor no futuro. Quem quiser vir no futuro para o governo das Forças Armadas vem. Mas vai precisar, sem dúvida nenhuma, automaticamente caminhar para a reserva”, afirmou em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, da revista Época. Assista aqui ao momento.

Para o presidente da Câmara, a presença de militares da ativa no governo não é boa para o Brasil nem para as Forças Armadas. Segundo ele, a proposta deverá ser discutida daqui a 1 tempo para não ser vista como 1 direcionamento a determinado ministro ou assessor.

Levantamento realizado pelo Poder360, em 17 de junho, mostrou que atualmente militares da ativa ocupam 2.930 cargos nos Três Poderes. Destes, 92,6% estão em postos abertos no governo Jair Bolsonaro e 7,2%, no Judiciário. Só 1 trabalha no Congresso (0,03%).

O número de militares que integram a equipe de Bolsonaro vem crescendo desde sua posse, em janeiro de 2019. Em 22 de maio deste ano, em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente disse que o rol de militares na pasta ainda vai crescer. “Está dando certo, está mudando muita gente lá. ‘Ah, está enchendo de militar’. Vai botar mais militares, sim. Com civis não deu certo. E ponto final.”

Na entrevista, Maia afirmou que era esperado que Bolsonaro incluísse militares em seu governo.

“Ninguém pode dizer que foi enganado, que não era esse o caminho. O presidente Bolsonaro sempre disse que nas Forças Armadas tinham quadros de boa qualidade, verdade, e que ele sempre utilizaria esses quadros e garantia espaços para que eles pudessem exercer funções no Poder Executivo. Então, não foi uma surpresa para ninguém”, disse.

Pesquisa DataPoder360, feita em maio, mostra que os brasileiros estão divididos sobre a participação dos militares no governo Bolsonaro: 37% acham que isso é bom para o Brasil e 37% acham que é ruim. O levantamento também aponta que 29% dos brasileiros confiam totalmente na atuação das Forças Armadas. Outros 35% dizem confiar mais ou menos e 18% confiam pouco –ou seja, 50% afirmam ter alguma desconfiança. Outros 14% afirmaram não confiar nos militares.