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"Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso", afirma Bolsonaro

A declaração é uma referência ao adversário na corrida presidencial, o ex-presidente Lula, que afirmou que Bolsonaro teme ser preso caso perca as eleições de outubro

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou, nesta segunda-feira (16/5), em São Paulo, onde participou da cerimônia de abertura da APAS Show, feira do setor de supermercados e alimentos, na Zona Norte da capital. O evento contou com um almoço com cerca de 600 empresários e autoridades.

"Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso", afirma Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em discurso, o Bolsonaro afirmou que "nunca será preso". "Mais da metade do meu tempo eu me viro contra processos. E até já falam que eu vou ser preso. Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso", disse sendo aplaudido pelos presentes. A declaração é uma referência ao adversário na corrida presidencial, o ex-presidente Lula, que afirmou que Bolsonaro teme ser preso caso perca as eleições de outubro.

"Não estou dando recado para ninguém. Em 2019, começamos enfrentando problemas éticos, morais e econômicos. Ao longo do ano muita coisa foi aprovada", emendou citando a reforma da previdência e a lei da liberdade econômica.

O presidente ainda seguiu tecendo ataques indiretos a membros do Supremo e voltou a defender os atos do dia 7 de Setembro e 1º de Maio que tiveram algumas faixas e cartazes com pedidos de AI-5 e retorno da ditadura.

"O que tentaram nos roubar em 64, tentam nos roubar agora. Lá atrás pelas armas, hoje pelas canetas: Liberdade de expressão. Outro dia me perguntaram: “E quem levanta uma faixinha de AI-5?”. Você tem que ter pena desse cara, não é prender esse cara não. Tem que ter pena dele. Ele nem sabe o que é AI-5. Quando a esquerdalha me chama de fascista não sabe o que é ser fascista. Mas eu entendo tudo isso como liberdade de expressão", alegou.

Ele citou declaração dada no domingo (15/5), quando disse que quem considera as manifestações bolsonaristas de 7 de setembro e 1º de maio como antidemocráticas é "psicopata ou imbecil".

"Até desabafei ontem com a imprensa e falei: todo aquele que viu nas manifestações de rua de 7 de setembro ou 1 de maio como sendo manifestações contra a democracia, atos antidemocráticos, para mim, essa pessoa é um psicopata ou um imbecil. A liberdade é mais importante do que a nossa própria vida", completou no evento.

Na abertura do painel, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, agradeceu o presidente e o Congresso pelas ações econômicas em meio à pandemia.

"Os desafios são enormes, mas temos muito o que agradecer, em especial ao presidente Bolsonaro e ao Congresso pelo Auxilio Brasil que dobrou a renda dos mais necessitados, pela redução do IPI, pela redução das taxas de importação dos itens da cesta básica e pela recente liminar que iguala os preços dos impostos do diesel nos estados", afirmou Galassi.

Galassi ainda relatou um pedido do presidente para redução dos preços da cesta básica. Ele prometeu uma reunião com os setores envolvidos. "Excelentíssimo senhor presidente, a seu pedido referente à redução da cesta básica, sugeri ao ministro Guedes que convide para reunião todos os setores, agro e indústria para estudarmos alternativas para redução do preço da cesta básica. Temos que unir a cadeia para esse diálogo", emendou.

A APAS Show é considerada uma das principais feiras de alimentos, bebidas, mercearia, FLV, higiene e limpeza do mundo, além de tecnologia, inovação, logística, finanças, infraestrutura, equipamentos e startups, com duração de quatro dias.

Tarcísio no palanque
O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas (Republicanos), pré-candidato a governador de São Paulo, também discursou no APAS Show e falou aos empresários sobre "otimismo" no futuro, além de elogiar a gestão Bolsonaro.

"Foram dois anos de luta, mas dois anos também de vitórias. Enfrentamos tudo que um país poderia enfrentar num período curto: pandemia de covid-19, enfrentamos crise hídrica, e como se não faltasse mais nada, a guerra da Ucrânia. Mas enfrentamos com luta e os resultados estão vindo graças ao brilhantismo do Paulo Guedes, graças a firmeza, coragem e sensibilidade de Bolsonaro. O Brasil trilhou caminho de consolidação fiscal."

Tarcísio apontou ainda que a "infraestrutura será a grande alavanca para empregos" no país e sinalizou o "esforço do chefe do Executivo para reduzir tributos". 

"Quando a gente pega as oportunidades, tudo que está sendo plantado, não tem outra postura senão a do otimismo. Não tem como a gente desanimar. Não tem como a gente ser entorpecido, contaminado, por narrativas ruins. É um pedido que eu faço a vocês: não se deixem contaminar pela narrativa porque no dia que a gente permitir que a narrativa ruim se sobreponha à realidade, a gente vai condenar o nosso futuro a virar a narrativa ruim que estão nos impondo. E isso a gente não pode permitir. Eu sigo acreditando no país do futuro, eu sigo acreditando na geração que se comprometeu a transformar o Brasil que vem caminhando firme sobre a liderança do presidente", disse sendo aplaudido pela plateia.

Sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) falou em uma política de devolução de crédito ou redução do imposto, mas não detalhou.

"Imagina se a gente tiver uma política de devolução de crédito de ICMS e até de redução de ICMS, o que isso pode gerar em termos de produção, investimento e esse investimento rapidamente vai ser traduzido em emprego. A linha que o governo adotou sempre foi de desonerar o produtor em todos os momentos, para acabar com multas excessivas no campo. A mesma coisa tem que acontecer no setor de supermercados. Vamos falar sim mas sem asfixia. Tendo razoabilidade. A gente não pode impor ônus desnecessário a quem produzir, a quem gera emprego." O ministro da Economia, Paulo Guedes, também acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem a São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou, nesta segunda-feira (16/5), em São Paulo, onde participou da cerimônia de abertura da APAS Show, feira do setor de supermercados e alimentos, na Zona Norte da capital. O evento contou com um almoço com cerca de 600 empresários e autoridades.

"Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso", afirma Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Em discurso, o Bolsonaro afirmou que "nunca será preso". "Mais da metade do meu tempo eu me viro contra processos. E até já falam que eu vou ser preso. Por Deus que está no céu, eu nunca serei preso", disse sendo aplaudido pelos presentes. A declaração é uma referência ao adversário na corrida presidencial, o ex-presidente Lula, que afirmou que Bolsonaro teme ser preso caso perca as eleições de outubro.

"Não estou dando recado para ninguém. Em 2019, começamos enfrentando problemas éticos, morais e econômicos. Ao longo do ano muita coisa foi aprovada", emendou citando a reforma da previdência e a lei da liberdade econômica.

O presidente ainda seguiu tecendo ataques indiretos a membros do Supremo e voltou a defender os atos do dia 7 de Setembro e 1º de Maio que tiveram algumas faixas e cartazes com pedidos de AI-5 e retorno da ditadura.

"O que tentaram nos roubar em 64, tentam nos roubar agora. Lá atrás pelas armas, hoje pelas canetas: Liberdade de expressão. Outro dia me perguntaram: “E quem levanta uma faixinha de AI-5?”. Você tem que ter pena desse cara, não é prender esse cara não. Tem que ter pena dele. Ele nem sabe o que é AI-5. Quando a esquerdalha me chama de fascista não sabe o que é ser fascista. Mas eu entendo tudo isso como liberdade de expressão", alegou.

Ele citou declaração dada no domingo (15/5), quando disse que quem considera as manifestações bolsonaristas de 7 de setembro e 1º de maio como antidemocráticas é "psicopata ou imbecil".

"Até desabafei ontem com a imprensa e falei: todo aquele que viu nas manifestações de rua de 7 de setembro ou 1 de maio como sendo manifestações contra a democracia, atos antidemocráticos, para mim, essa pessoa é um psicopata ou um imbecil. A liberdade é mais importante do que a nossa própria vida", completou no evento.

Na abertura do painel, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, agradeceu o presidente e o Congresso pelas ações econômicas em meio à pandemia.

"Os desafios são enormes, mas temos muito o que agradecer, em especial ao presidente Bolsonaro e ao Congresso pelo Auxilio Brasil que dobrou a renda dos mais necessitados, pela redução do IPI, pela redução das taxas de importação dos itens da cesta básica e pela recente liminar que iguala os preços dos impostos do diesel nos estados", afirmou Galassi.

Galassi ainda relatou um pedido do presidente para redução dos preços da cesta básica. Ele prometeu uma reunião com os setores envolvidos. "Excelentíssimo senhor presidente, a seu pedido referente à redução da cesta básica, sugeri ao ministro Guedes que convide para reunião todos os setores, agro e indústria para estudarmos alternativas para redução do preço da cesta básica. Temos que unir a cadeia para esse diálogo", emendou.

A APAS Show é considerada uma das principais feiras de alimentos, bebidas, mercearia, FLV, higiene e limpeza do mundo, além de tecnologia, inovação, logística, finanças, infraestrutura, equipamentos e startups, com duração de quatro dias.

Tarcísio no palanque
O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas (Republicanos), pré-candidato a governador de São Paulo, também discursou no APAS Show e falou aos empresários sobre "otimismo" no futuro, além de elogiar a gestão Bolsonaro.

"Foram dois anos de luta, mas dois anos também de vitórias. Enfrentamos tudo que um país poderia enfrentar num período curto: pandemia de covid-19, enfrentamos crise hídrica, e como se não faltasse mais nada, a guerra da Ucrânia. Mas enfrentamos com luta e os resultados estão vindo graças ao brilhantismo do Paulo Guedes, graças a firmeza, coragem e sensibilidade de Bolsonaro. O Brasil trilhou caminho de consolidação fiscal."

Tarcísio apontou ainda que a "infraestrutura será a grande alavanca para empregos" no país e sinalizou o "esforço do chefe do Executivo para reduzir tributos". 

"Quando a gente pega as oportunidades, tudo que está sendo plantado, não tem outra postura senão a do otimismo. Não tem como a gente desanimar. Não tem como a gente ser entorpecido, contaminado, por narrativas ruins. É um pedido que eu faço a vocês: não se deixem contaminar pela narrativa porque no dia que a gente permitir que a narrativa ruim se sobreponha à realidade, a gente vai condenar o nosso futuro a virar a narrativa ruim que estão nos impondo. E isso a gente não pode permitir. Eu sigo acreditando no país do futuro, eu sigo acreditando na geração que se comprometeu a transformar o Brasil que vem caminhando firme sobre a liderança do presidente", disse sendo aplaudido pela plateia.

Sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) falou em uma política de devolução de crédito ou redução do imposto, mas não detalhou.

"Imagina se a gente tiver uma política de devolução de crédito de ICMS e até de redução de ICMS, o que isso pode gerar em termos de produção, investimento e esse investimento rapidamente vai ser traduzido em emprego. A linha que o governo adotou sempre foi de desonerar o produtor em todos os momentos, para acabar com multas excessivas no campo. A mesma coisa tem que acontecer no setor de supermercados. Vamos falar sim mas sem asfixia. Tendo razoabilidade. A gente não pode impor ônus desnecessário a quem produzir, a quem gera emprego." O ministro da Economia, Paulo Guedes, também acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem a São Paulo.