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Sobe para dez o número de casos notificados da síndrome associada ao coronavírus, diz Sesapi

Uma criança do Maranhão internada em um hospital de Teresina veio a óbito

O Piauí já notificou dez casos da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SIM-P), que está relacionada ao coronavírus. Três casos suspeitos ainda estão sob investigações da Secretaria de Saúde do Estado. Uma criança do Maranhão que estava internada em um hospital de Teresina veio a óbito.

Sesapi investiga casos de síndrome associada ao coronavírus (Foto: Peter Illiciev/FioCruz)

No estado quatro casos de crianças com a síndrome foram confirmados, elas são de Teresina e Nazária. “No momento, estamos investigando mais três casos. Dos sete casos confirmados, quatro são do Piauí e três do Maranhão, sendo que um desses casos, do estado vizinho, veio a óbito em um hospital da capital piauiense. As crianças têm faixa etária de um a 13 anos”, disse a coordenadora Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Amélia Costa.

Devido os casos crescentes no estado, a Sesapi faz um alerta aos pais, uma vez que a doença pode comprometer orgãos como o coração. “Os pais devem ficar atentos quando a criança apresentar febre acima de 38° por mais de três dias, erupções cutâneas, inchaço nas mãos e nos pés, conjuntivite, dor abdominal, diarreia e vômito. Já que estamos falando de uma doença muito séria que pode comprometer órgãos como o coração”, disse a presidente da Sociedade Piauiense de Pediatria, a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho

A doença 

A síndrome é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acomete crianças e adolescentes e está associada ao coronavírus. Os sintomas são semelhantes aos da doença de Kawasaki, condição que causa inflamação nos vasos e tem sintomas como febre alta e lesões na pele, e ataca as faixas etárias de zero a 19 anos.

Segundo a especialista, os sintomas da síndrome não costumam aparecer na fase aguda da Covid-19, tendo sua manifestação tempos depois, muitas vezes, em crianças que sequer apresentaram sintomas do coronavírus. “A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico da Covid-19. Muitas vezes, após a criança até desenvolver anticorpos contra o coronavírus. No Piauí, a faixa etária mais atingidas é abaixo de cinco anos, diferente de outros lugares do mundo, onde a síndrome se manifesta com mais frequência nas idades de oito a onze anos”, lembra Anenisia Coelho.

Tratamento

Por se tratar de uma doença que apresenta manifestações inflamatórias intensas, o tratamento adotado atualmente pelos médicos envolve medicamentos para controlar o processo como Imunoglobulina, corticoides e antibióticos, chegando em alguns casos na necessidade de entubar a criança.

O Hospital Infantil Lucídio Portella, centro de referência no Piauí para o tratamento da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, vem apresentando um crescimento nos últimos meses de crianças com a suspeita da doença. “Na nossa unidade de saúde já deram entrada sete crianças com a suspeita da síndrome. Algo que nos deixa em alerta, pois estamos falando de uma nova doença, com consequências muito graves, levando muitas dessas crianças para as unidades de terapia intensiva”, destaca o diretor do HILP, Vinícius Pontes.

Casos no Brasil 

De acordo com a Agência Brasil, pelo menos 197 crianças e adolescentes brasileiros apresentaram, até o fim de agosto, uma série de problemas de saúde que, juntos, podem caracterizar uma nova doença potencialmente associada a covid-19, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica.

De acordo com o Ministério da Saúde, do total de crianças, 140 tinham menos de 10 anos no momento em que adoeceram. Ainda segundo a pasta, a síndrome pode ter causado a morte de pelo menos 14 pacientes com idades entre 0 e 19 anos no período de maio a agosto deste ano.

Prevenção

Os cuidados para prevenir as crianças e adolescentes do coronavírus, causador da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica devem ser mantidos pelos pais, como lavar as mãos com água e sabão por até 30 segundos, uso de máscaras, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, evitar tocar os olhos, não emprestar objetos, nem pegar emprestado.

“Para fechar um diagnóstico da síndrome, é necessário comprovar que a criança teve o contato com o coronavírus, sendo que a maior parte dos casos relatados apresentou exames laboratoriais que indicaram infecção atual ou recente pela Covid-19 ou vínculo epidemiológico com caso confirmado. Por isso, devemos manter os cuidados de prevenção com as crianças, para evitar contrair o vírus e suas consequências”, enfatiza a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho.

Com informações do Governo do Piauí

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Sesapi investiga casos de síndrome associada ao coronavírus (Foto: Peter Illiciev/FioCruz)

No estado quatro casos de crianças com a síndrome foram confirmados, elas são de Teresina e Nazária. “No momento, estamos investigando mais três casos. Dos sete casos confirmados, quatro são do Piauí e três do Maranhão, sendo que um desses casos, do estado vizinho, veio a óbito em um hospital da capital piauiense. As crianças têm faixa etária de um a 13 anos”, disse a coordenadora Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Amélia Costa.

Devido os casos crescentes no estado, a Sesapi faz um alerta aos pais, uma vez que a doença pode comprometer orgãos como o coração. “Os pais devem ficar atentos quando a criança apresentar febre acima de 38° por mais de três dias, erupções cutâneas, inchaço nas mãos e nos pés, conjuntivite, dor abdominal, diarreia e vômito. Já que estamos falando de uma doença muito séria que pode comprometer órgãos como o coração”, disse a presidente da Sociedade Piauiense de Pediatria, a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho

A doença 

A síndrome é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acomete crianças e adolescentes e está associada ao coronavírus. Os sintomas são semelhantes aos da doença de Kawasaki, condição que causa inflamação nos vasos e tem sintomas como febre alta e lesões na pele, e ataca as faixas etárias de zero a 19 anos.

Segundo a especialista, os sintomas da síndrome não costumam aparecer na fase aguda da Covid-19, tendo sua manifestação tempos depois, muitas vezes, em crianças que sequer apresentaram sintomas do coronavírus. “A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico da Covid-19. Muitas vezes, após a criança até desenvolver anticorpos contra o coronavírus. No Piauí, a faixa etária mais atingidas é abaixo de cinco anos, diferente de outros lugares do mundo, onde a síndrome se manifesta com mais frequência nas idades de oito a onze anos”, lembra Anenisia Coelho.

Tratamento

Por se tratar de uma doença que apresenta manifestações inflamatórias intensas, o tratamento adotado atualmente pelos médicos envolve medicamentos para controlar o processo como Imunoglobulina, corticoides e antibióticos, chegando em alguns casos na necessidade de entubar a criança.

O Hospital Infantil Lucídio Portella, centro de referência no Piauí para o tratamento da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, vem apresentando um crescimento nos últimos meses de crianças com a suspeita da doença. “Na nossa unidade de saúde já deram entrada sete crianças com a suspeita da síndrome. Algo que nos deixa em alerta, pois estamos falando de uma nova doença, com consequências muito graves, levando muitas dessas crianças para as unidades de terapia intensiva”, destaca o diretor do HILP, Vinícius Pontes.

Casos no Brasil 

De acordo com a Agência Brasil, pelo menos 197 crianças e adolescentes brasileiros apresentaram, até o fim de agosto, uma série de problemas de saúde que, juntos, podem caracterizar uma nova doença potencialmente associada a covid-19, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica.

De acordo com o Ministério da Saúde, do total de crianças, 140 tinham menos de 10 anos no momento em que adoeceram. Ainda segundo a pasta, a síndrome pode ter causado a morte de pelo menos 14 pacientes com idades entre 0 e 19 anos no período de maio a agosto deste ano.

Prevenção

Os cuidados para prevenir as crianças e adolescentes do coronavírus, causador da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica devem ser mantidos pelos pais, como lavar as mãos com água e sabão por até 30 segundos, uso de máscaras, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, evitar tocar os olhos, não emprestar objetos, nem pegar emprestado.

“Para fechar um diagnóstico da síndrome, é necessário comprovar que a criança teve o contato com o coronavírus, sendo que a maior parte dos casos relatados apresentou exames laboratoriais que indicaram infecção atual ou recente pela Covid-19 ou vínculo epidemiológico com caso confirmado. Por isso, devemos manter os cuidados de prevenção com as crianças, para evitar contrair o vírus e suas consequências”, enfatiza a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho.

Com informações do Governo do Piauí

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