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Bingo é um grande drama brasileiro

Bingo, O Rei das Manhãs (Brasil, 2017) é muito bom e mostra o cinema nacional desafiador em época de comédias descartáveis produzidas pela Rede Globo de Televisão. Neste fim de semana, assisti ao melhor filme brasileiro de 2017 e um dos melhores do ano passado.

Foto: reprodução internet

Livremente inspirado na vida do ator Arlindo Barreto quem conhece pornochanchada, sabe quem é o cara, o filme acompanha sua vida depois da frustração como ator  de filme eróticos. Acontece que o cara passa a ser o Bozo, grande atração do SBT dos anos 80 que chegou a derrubar a Globo em audiência.

 No filme, mudam-se os nomes por causa dos direitos autorais. E tome boas sacadas, o choque cultural entre BR e EUA (Bozo é totalmente americano) e um Daniel Rezende (o montador de Cidade de Deus destruindo em sua primeira direção) numa fita que alegra, faz pensar e de quebra, diz muito sobre nossa televisão.

Para fazer Bingo, Vladimir Brichta, um ator limitado com os mesmos tiques, tem aqui sua melhor performance em anos. Consciente do papel, ele inovou, criou falas e se sai muito bem. A bela Leanda Leal também está ótima como sua chefe e futura esposa. Em tempo, depois de todo o uísque e cocaína cheirada no filme, Barreto se arrependeu, se tornou crente e hoje apresenta seus cultos devidamente vestido de palhaço. Isso é que é ator.

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