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O brutal Luva Dourada

Desde 1989 escrevo sobre cinema mas profissionalmente desde 1998 em jornal, TV e rádio. Toda vez ao ver um filme, me pergunto? Qual a mensagem? Por que esse filme é bom ou ruim?. Ficava horrorizado quando via filme só de porrada, ou de sacrifício sem redenção, ou mesmo sem história e outros críticos davam 10. Será que estou tão errado assim em querer que filmes tragam alguma coisa de bom. Depois dessas dúvidas que perduraram muito tempo, Mestre Scorsese me fuzilou de vez. “ Não somos juízes, o espectador é que tem que tirar suas conclusões”.

Foi o bastante para eu avaliar o impactante O Bar Luva Dourada (Alemanha, 2019) que eu vi numa dessas madrugadas nesse inferno de quarentena. Pelejo pra ver filmes leves já que sou como dizia meu amigo Gilson Rego, uma pessoa que desequili bra em momentos de tensão, rs. Mas não deu, Luva é animalesco, sem mensagem, só desgraça, morte, falta de Deus e o pior, todo baseado em fatos reais, o que da mais veracidade a Millor Fernandes – Não acredito em Deus, pois sua maior criação é um desastre: O homem.

Fatih Akim, o turco alemão que já tinha me destruído com seu impactante Em Pedaços, traz uma história passada em Hamburgo, 1970. Fritz Honka é um homem fracassado com o rosto deformado que vagueia pelas noites de um bairro boêmio ao redor de outras almas perdidas. Fritz é um serial killer e tem um quê por mulheres mais velhas que depois de seduzi-las no Luva Dourada, o bar mais desgraçado que eu já vi no cinema, as esquarteja no seu ap imundo.

Honka é o de mais sórdido que pode existir num homem. Feio é o seu melhor adjetivo, ele também é racista, bruto e cheio de maldade. Mas pense num filme, com uma fotografia escura o tempo todo, interpretações fantásticas e um estilo peculiar. Faz tempo desde Salô de Pasolini que não vejo algo tão brutal. Esse ator, Jonas Dessler que faz o homicida impressiona numa interpretação carregada de ódio e ressentimento e maquiagem perfeita. Enfim, dormi mal, mas cada vez mais entendo que cinema mesmo sem mensagem ainda pode dar frutos perfeitos.

Desde 1989 escrevo sobre cinema mas profissionalmente desde 1998 em jornal, TV e rádio. Toda vez ao ver um filme, me pergunto? Qual a mensagem? Por que esse filme é bom ou ruim?. Ficava horrorizado quando via filme só de porrada, ou de sacrifício sem redenção, ou mesmo sem história e outros críticos davam 10. Será que estou tão errado assim em querer que filmes tragam alguma coisa de bom. Depois dessas dúvidas que perduraram muito tempo, Mestre Scorsese me fuzilou de vez. “ Não somos juízes, o espectador é que tem que tirar suas conclusões”.

Foi o bastante para eu avaliar o impactante O Bar Luva Dourada (Alemanha, 2019) que eu vi numa dessas madrugadas nesse inferno de quarentena. Pelejo pra ver filmes leves já que sou como dizia meu amigo Gilson Rego, uma pessoa que desequili bra em momentos de tensão, rs. Mas não deu, Luva é animalesco, sem mensagem, só desgraça, morte, falta de Deus e o pior, todo baseado em fatos reais, o que da mais veracidade a Millor Fernandes – Não acredito em Deus, pois sua maior criação é um desastre: O homem.

Fatih Akim, o turco alemão que já tinha me destruído com seu impactante Em Pedaços, traz uma história passada em Hamburgo, 1970. Fritz Honka é um homem fracassado com o rosto deformado que vagueia pelas noites de um bairro boêmio ao redor de outras almas perdidas. Fritz é um serial killer e tem um quê por mulheres mais velhas que depois de seduzi-las no Luva Dourada, o bar mais desgraçado que eu já vi no cinema, as esquarteja no seu ap imundo.

Honka é o de mais sórdido que pode existir num homem. Feio é o seu melhor adjetivo, ele também é racista, bruto e cheio de maldade. Mas pense num filme, com uma fotografia escura o tempo todo, interpretações fantásticas e um estilo peculiar. Faz tempo desde Salô de Pasolini que não vejo algo tão brutal. Esse ator, Jonas Dessler que faz o homicida impressiona numa interpretação carregada de ódio e ressentimento e maquiagem perfeita. Enfim, dormi mal, mas cada vez mais entendo que cinema mesmo sem mensagem ainda pode dar frutos perfeitos.

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