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Ran é Obra de arte insuperável

No Japão do século XVI, o senhor feudal Hidetora, patriarca do clã Ichimonji, aos 70 anos, decide dividir o reino entre os três filhos: Taro, Jiro e Saburo. Taro, o mais velho, torna-se o líder do clã e recebe o Primeiro Castelo, centro do poder. Jiro e Saburo recebem, respectivamente, o Segundo e o Terceiro Castelo. 

Saburo contraria a idéia do seu pai, critica seu plano, lembrando-o da maneira como conquistou seus domínios ao esperar que seus filhos mantenham a lealdade a ele. Hidetora bane Saburo, entendendo essa reação como traição e também Tango, servo fiel.  Hidetora segue adiante em sua decisão e o que ele vivencia é a destruição de sua família. 

Baseado no clássico Rei Lear de Shakespeare, aqui filhos no lugar de filhas, o filme é uma verdadeira pintura, uma ópera magnífica com cores fortes que nos fazem pensar na vida, na família e  na honra. O ataque ao castelo de Hidetora é de um efeito fantástico com pessoas se suicidando e muito sangue contrastando com a beleza do longa. Uma obra de arte indiscutível, Ran,  que significa caos em japonês é realmente, o  melhor filme que vi do mestre Kurosawa, ainda superior que os já ótimos Kagemusha, Trono Manchado de Sangue (baseado em Mcbeth) e o famosíssimo Sete Samurais. Veja uma vez  por ano, todo ano.

No Japão do século XVI, o senhor feudal Hidetora, patriarca do clã Ichimonji, aos 70 anos, decide dividir o reino entre os três filhos: Taro, Jiro e Saburo. Taro, o mais velho, torna-se o líder do clã e recebe o Primeiro Castelo, centro do poder. Jiro e Saburo recebem, respectivamente, o Segundo e o Terceiro Castelo. 

Saburo contraria a idéia do seu pai, critica seu plano, lembrando-o da maneira como conquistou seus domínios ao esperar que seus filhos mantenham a lealdade a ele. Hidetora bane Saburo, entendendo essa reação como traição e também Tango, servo fiel.  Hidetora segue adiante em sua decisão e o que ele vivencia é a destruição de sua família. 

Baseado no clássico Rei Lear de Shakespeare, aqui filhos no lugar de filhas, o filme é uma verdadeira pintura, uma ópera magnífica com cores fortes que nos fazem pensar na vida, na família e  na honra. O ataque ao castelo de Hidetora é de um efeito fantástico com pessoas se suicidando e muito sangue contrastando com a beleza do longa. Uma obra de arte indiscutível, Ran,  que significa caos em japonês é realmente, o  melhor filme que vi do mestre Kurosawa, ainda superior que os já ótimos Kagemusha, Trono Manchado de Sangue (baseado em Mcbeth) e o famosíssimo Sete Samurais. Veja uma vez  por ano, todo ano.

Duna é espetáculo visual