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Pela liberdade de Arimatéia Azevedo

Como filha de jornalista que sou, cresci no meio deles, nutrindo pelos que abraçaram esse métier, muitas vezes ingrato, grande admiração. Aprendi desde cedo a distinguir os “bons”, os que se destacavam pela competência, coragem e senso profissional, requisitos que identificava no meu pai e naqueles mais próximos. Tipo “matéria atrai matéria”, trazido dos postulados da Física para a vida.

"Pela liberdade de Arimatéia Azevedo", declara Andréa Rego (Foto: Portal AZ)

Mas eu não estou aqui para falar de Wilson Fernando, infelizmente pouco lembrado nos quase 30 anos de sua ausência (deve ser normal). Conhecendo-o bem, me deixo hoje imaginar sendo um pouco a sua “pena”, diante da injustiça que atinge um companheiro de batente, certamente merecedor da sua amizade e respeito. E o faço ainda por um dever de ofício, já que também me tornei jornalista.

Me refiro a Arimatéia Azevedo e a quase meio século de jornalismo, como uma referência não incontestável, mas inconteste, na imprensa do Piauí. E assim o é porque a profissão não pressupõe seres perfeitos e infalíveis, mas com a possibilidade de “bouger” as coisas, o que não se faz sem uma boa dose de desprendimento e ousadia. Qualidades que Ari demonstrou ter de sobra, nos veículos em que trabalhou e nas diversas funções que exerceu.

Qualquer que seja o estilo, furar o bloqueio do sistema à imagem do intelectual gramsciano, tem um preço. Nem todos estão dispostos a pagar. Certamente não é o caso de Arimatéia, que ao longo da carreira se debruçou sobre "dossiers sensíveis'', envolvendo setores dos quais dependem a vida de inocentes e culpados, onde não raro poderosos atuam defendendo interesses nada republicanos. 

Pois a conta chegou para ele, que encontra-se preso e impedido de se manifestar como sempre fez, alvo de um processo cuja fragilidade salta aos olhos. Numa clara intenção de desmoralizar o jornalista, mas também de dissuadir aqueles a seguir a linha investigativa necessária ao exercício profissional. Precedente perigoso, que não se deve ignorar sob nenhum pretexto.

Mesmo vivendo em outro país e há alguns anos distante da profissão, não poderia me omitir. Fora da mídia, não de combate, junto-me então às vozes que se levantam pela liberdade de Arimatéia Azevedo, esperando uma ação efetiva do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), contra as arbitrariedades que podem fazer do cidadão comum e, particularmente, de qualquer um de nós jornalistas as próximas vítimas. 

Força Arimatéia Azevedo!!!!

Por Andréa Rego
Jornalista piauiense vivendo na França.

Como filha de jornalista que sou, cresci no meio deles, nutrindo pelos que abraçaram esse métier, muitas vezes ingrato, grande admiração. Aprendi desde cedo a distinguir os “bons”, os que se destacavam pela competência, coragem e senso profissional, requisitos que identificava no meu pai e naqueles mais próximos. Tipo “matéria atrai matéria”, trazido dos postulados da Física para a vida.

"Pela liberdade de Arimatéia Azevedo", declara Andréa Rego (Foto: Portal AZ)

Mas eu não estou aqui para falar de Wilson Fernando, infelizmente pouco lembrado nos quase 30 anos de sua ausência (deve ser normal). Conhecendo-o bem, me deixo hoje imaginar sendo um pouco a sua “pena”, diante da injustiça que atinge um companheiro de batente, certamente merecedor da sua amizade e respeito. E o faço ainda por um dever de ofício, já que também me tornei jornalista.

Me refiro a Arimatéia Azevedo e a quase meio século de jornalismo, como uma referência não incontestável, mas inconteste, na imprensa do Piauí. E assim o é porque a profissão não pressupõe seres perfeitos e infalíveis, mas com a possibilidade de “bouger” as coisas, o que não se faz sem uma boa dose de desprendimento e ousadia. Qualidades que Ari demonstrou ter de sobra, nos veículos em que trabalhou e nas diversas funções que exerceu.

Qualquer que seja o estilo, furar o bloqueio do sistema à imagem do intelectual gramsciano, tem um preço. Nem todos estão dispostos a pagar. Certamente não é o caso de Arimatéia, que ao longo da carreira se debruçou sobre "dossiers sensíveis'', envolvendo setores dos quais dependem a vida de inocentes e culpados, onde não raro poderosos atuam defendendo interesses nada republicanos. 

Pois a conta chegou para ele, que encontra-se preso e impedido de se manifestar como sempre fez, alvo de um processo cuja fragilidade salta aos olhos. Numa clara intenção de desmoralizar o jornalista, mas também de dissuadir aqueles a seguir a linha investigativa necessária ao exercício profissional. Precedente perigoso, que não se deve ignorar sob nenhum pretexto.

Mesmo vivendo em outro país e há alguns anos distante da profissão, não poderia me omitir. Fora da mídia, não de combate, junto-me então às vozes que se levantam pela liberdade de Arimatéia Azevedo, esperando uma ação efetiva do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), contra as arbitrariedades que podem fazer do cidadão comum e, particularmente, de qualquer um de nós jornalistas as próximas vítimas. 

Força Arimatéia Azevedo!!!!

Por Andréa Rego
Jornalista piauiense vivendo na França.

Arimatéia Azevedo, um amigo querido e especial! A sujeira eterna dos que lavam as mãos