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Seleção Brasileira conquistava sua primeira Copa do Mundo há 62 anos

No dia 29 de junho de 1958, Brasil alcançava o topo do mundo na Suécia ao bater os anfitriões por 5 a 2 em uma histórica decisão. Campanha da Canarinho e o Mundial foram marcados por curiosidades.

A história da maior vencedora de Copas do Mundo começava há exatos 62 anos. No dia 29 de junho de 1958, a Seleção Brasileira conquistava, na Suécia, a primeira das cinco estrelas que ostenta em seu uniforme. Com direito a show do então menino Pelé na histórica decisão diante dos donos da casa, o brasileiro pôde cantar, pela primeira vez, "A taça do mundo é nossa (...)". 


O time titular que derrotou a Suécia na decisão. Em pé: Técnico Vicente Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo - Foto: divulgação / CBF

O "Esquadrão de ouro", retratado assim na canção de Wagner Maugéri, Maugéri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller, mostrou que era, realmente, "bom no couro", em uma referência ao material da bola usado na época. Ainda sob desconfiança pelo insucesso na Copa de 1950, a Seleção Brasileira passou com tranquilidade pela fase de grupos. 

O time do técnico Vicente Feola venceu a Áustria na estreia por 3 a 0, com dois gols de Mazzola e um de Nilton Santos. No duelo seguinte, ficou no 0 a 0 com a Inglaterra em um jogo que seria o primeiro empate sem gols da história das Copas. Na terceira e última rodada, o Brasil contou com grande atuação de Garrincha e dois gols de Vavá para bater a União Soviética por 2 a 0 e garantir a liderança do Grupo 4. 


Garrincha foi um dos grandes nomes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 195 -  Foto: divulgação

A confiança de mídia e torcida voltava aos poucos e o time Canarinho não decepcionou no mata-mata. Nas quartas, o jovem Pelé, já como titular após passar parte da primeira fase tratando uma lesão, brilhou para assegurar a classificação diante da forte defesa do País de Gales. Com direito a um chapéu no marcador, o Rei deu um lindo giro antes de finalizar no fundo da rede para garantir o 1 a 0 ao Brasil. 


Pelé marcou o gol da vitória no difícil confronto com o País de Gales nas quartas de final -  Foto: divulgação

No jogo seguinte, a adversária foi a forte seleção da França, conhecida pelo poderio ofensivo através do famoso artilheiro Just Fontaine. Mas os "Bleus" não foram páreos para o grande dia do quarteto formado por Pelé, Garrincha, Didi e Vavá (que abriu o placar logo no 1º minuto de jogo) e acabaram perdendo por 5 a 2. Usando a camisa 10 pela primeira vez, que seria imortalizada justamente após as grandes atuações dele neste Mundial, Pelé marcou três vezes no duelo. Didi fez o outro gol brasileiro da partida. 

A grande final no Estádio Rasunda teria duas semelhanças com a semi: o placar e o vencedor. Diante dos donos da casa, a Seleção Brasileira acabou não podendo usar a Amarelinha pelo fato de que a Suécia tem a camisa número 1 da mesma cor. Mas, diferentemente do que diz a famosa canção de Wilson Simonal, a sorte do Brasil não mudou por vestir azul. Zagallo, Vavá (2) e Pelé, também duas vezes, construíram uma imponente vitória.


Usada na decisão contra a Suécia, a camisa azul de Vavá está exposta no Museu Seleção Brasileira - Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O placar de 5 a 2, por sua vez, não transmite o que foi o início do confronto. Os anfitriões saíram na frente logo aos quatro minutos de bola rolando. Foi aí que a liderança de Didi, eleito o craque da competição pela FIFA, apareceu. O craque buscou a bola no fundo da meta brasileira e passou confiança ao time. Cinco minutos depois, Vavá deixaria tudo igual e a virada seria alcançada ainda no primeiro tempo, também através dos pés do atacante. Na etapa final, aos dez minutos, Pelé ainda apareceria no que seria um lance marcante para a história do futebol. Com apenas 17 anos, o Rei recebeu na área, dominou no peito, aplicou um chapéu no marcador e bateu de primeira no canto, marcando um dos gols mais bonitos de todos os tempos.

A bola continuou rolando e a rede seguiu balançado. Mas a torcida anfitriã, por tudo o que já tinha visto, decidiu exaltar os brasileiros com aplausos ao invés de lamentar a derrota. Deveriam imaginar que estava ali, bem diante dos seus olhos, o começo da glória de uma lenda das Copas do Mundo: a pentacampeã, Seleção Brasileira. 


Capitães de Brasil e Suécia na tradicional reunião com o árbitro antes da decisão no Rasunda - Foto: Divulgação

Curiosidades da Copa do Mundo de 1958

A Copa do Mundo de 1958 ficou conhecida por algumas inaugurações. E a Seleção Brasileira protagonizou alguns desses momentos. O confronto entre Brasil e Inglaterra na primeira fase, por exemplo, marcou o primeiro empate sem gols da história das Copas. Após o término da partida, os jogadores ficaram sem saber o que fazer em campo e acreditaram que o árbitro levaria o jogo para a prorrogação. O Brasil também foi a primeira seleção a vencer uma Copa do Mundo fora do seu continente. Esse feito só seria repetido por outro país em 2010, pela Espanha, que ganhou a competição na África do Sul.


Jogo entre Brasil e Inglaterra terminou em 0 a 0 e entrou para a história das Copas do Mundo - Foto: divulgação 

E quando se fala em vencer uma Copa do Mundo, a primeira imagem que surge a cabeça é a do capitão erguendo a Taça. Pois bem, foi o Brasil que iniciou esta corrente também. Para atender a um pedido dos fotógrafos, que não conseguiam capturar bem o momento, o capitão Hilderaldo Luís Bellini, ao receber a Jules Rimet do Rei Gustavo da Suécia, a levantou com as duas mãos. O gesto seria eternizado pelos capitães em todos os Mundiais dali em diante. Já na volta olímpica, os atletas brasileiros desfilaram com a bandeira sueca e foram ovacionados pelos público no estádio, inclusive pelo Rei Gustavo.


Grupo brasileiro comemora a conquista dando a volta olímpica com a bandeira da Suécia em sinal de agradecimento pela receptividade e respeito ao adversário da decisão -  Foto: Divulgação

Grupo campeão em 1958: Gilmar, Castilho, De Sordi, Djalma Santos, Dino Sani, Mauro, Bellini, Orlando, Nilton Santos, Oreco, Didi, Zito, Moacir, Dida, Garrincha, Zagallo, Pelé, Pepe, Joel, Vavá, Mazzola e Zózimo. Técnico: Vicente Feola.

O jovem Pelé chora de alegria após a conquista no ombro do craque Didi - Foto: Divulgação

A história da maior vencedora de Copas do Mundo começava há exatos 62 anos. No dia 29 de junho de 1958, a Seleção Brasileira conquistava, na Suécia, a primeira das cinco estrelas que ostenta em seu uniforme. Com direito a show do então menino Pelé na histórica decisão diante dos donos da casa, o brasileiro pôde cantar, pela primeira vez, "A taça do mundo é nossa (...)". 


O time titular que derrotou a Suécia na decisão. Em pé: Técnico Vicente Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo - Foto: divulgação / CBF

O "Esquadrão de ouro", retratado assim na canção de Wagner Maugéri, Maugéri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller, mostrou que era, realmente, "bom no couro", em uma referência ao material da bola usado na época. Ainda sob desconfiança pelo insucesso na Copa de 1950, a Seleção Brasileira passou com tranquilidade pela fase de grupos. 

O time do técnico Vicente Feola venceu a Áustria na estreia por 3 a 0, com dois gols de Mazzola e um de Nilton Santos. No duelo seguinte, ficou no 0 a 0 com a Inglaterra em um jogo que seria o primeiro empate sem gols da história das Copas. Na terceira e última rodada, o Brasil contou com grande atuação de Garrincha e dois gols de Vavá para bater a União Soviética por 2 a 0 e garantir a liderança do Grupo 4. 


Garrincha foi um dos grandes nomes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 195 -  Foto: divulgação

A confiança de mídia e torcida voltava aos poucos e o time Canarinho não decepcionou no mata-mata. Nas quartas, o jovem Pelé, já como titular após passar parte da primeira fase tratando uma lesão, brilhou para assegurar a classificação diante da forte defesa do País de Gales. Com direito a um chapéu no marcador, o Rei deu um lindo giro antes de finalizar no fundo da rede para garantir o 1 a 0 ao Brasil. 


Pelé marcou o gol da vitória no difícil confronto com o País de Gales nas quartas de final -  Foto: divulgação

No jogo seguinte, a adversária foi a forte seleção da França, conhecida pelo poderio ofensivo através do famoso artilheiro Just Fontaine. Mas os "Bleus" não foram páreos para o grande dia do quarteto formado por Pelé, Garrincha, Didi e Vavá (que abriu o placar logo no 1º minuto de jogo) e acabaram perdendo por 5 a 2. Usando a camisa 10 pela primeira vez, que seria imortalizada justamente após as grandes atuações dele neste Mundial, Pelé marcou três vezes no duelo. Didi fez o outro gol brasileiro da partida. 

A grande final no Estádio Rasunda teria duas semelhanças com a semi: o placar e o vencedor. Diante dos donos da casa, a Seleção Brasileira acabou não podendo usar a Amarelinha pelo fato de que a Suécia tem a camisa número 1 da mesma cor. Mas, diferentemente do que diz a famosa canção de Wilson Simonal, a sorte do Brasil não mudou por vestir azul. Zagallo, Vavá (2) e Pelé, também duas vezes, construíram uma imponente vitória.


Usada na decisão contra a Suécia, a camisa azul de Vavá está exposta no Museu Seleção Brasileira - Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O placar de 5 a 2, por sua vez, não transmite o que foi o início do confronto. Os anfitriões saíram na frente logo aos quatro minutos de bola rolando. Foi aí que a liderança de Didi, eleito o craque da competição pela FIFA, apareceu. O craque buscou a bola no fundo da meta brasileira e passou confiança ao time. Cinco minutos depois, Vavá deixaria tudo igual e a virada seria alcançada ainda no primeiro tempo, também através dos pés do atacante. Na etapa final, aos dez minutos, Pelé ainda apareceria no que seria um lance marcante para a história do futebol. Com apenas 17 anos, o Rei recebeu na área, dominou no peito, aplicou um chapéu no marcador e bateu de primeira no canto, marcando um dos gols mais bonitos de todos os tempos.

A bola continuou rolando e a rede seguiu balançado. Mas a torcida anfitriã, por tudo o que já tinha visto, decidiu exaltar os brasileiros com aplausos ao invés de lamentar a derrota. Deveriam imaginar que estava ali, bem diante dos seus olhos, o começo da glória de uma lenda das Copas do Mundo: a pentacampeã, Seleção Brasileira. 


Capitães de Brasil e Suécia na tradicional reunião com o árbitro antes da decisão no Rasunda - Foto: Divulgação

Curiosidades da Copa do Mundo de 1958

A Copa do Mundo de 1958 ficou conhecida por algumas inaugurações. E a Seleção Brasileira protagonizou alguns desses momentos. O confronto entre Brasil e Inglaterra na primeira fase, por exemplo, marcou o primeiro empate sem gols da história das Copas. Após o término da partida, os jogadores ficaram sem saber o que fazer em campo e acreditaram que o árbitro levaria o jogo para a prorrogação. O Brasil também foi a primeira seleção a vencer uma Copa do Mundo fora do seu continente. Esse feito só seria repetido por outro país em 2010, pela Espanha, que ganhou a competição na África do Sul.


Jogo entre Brasil e Inglaterra terminou em 0 a 0 e entrou para a história das Copas do Mundo - Foto: divulgação 

E quando se fala em vencer uma Copa do Mundo, a primeira imagem que surge a cabeça é a do capitão erguendo a Taça. Pois bem, foi o Brasil que iniciou esta corrente também. Para atender a um pedido dos fotógrafos, que não conseguiam capturar bem o momento, o capitão Hilderaldo Luís Bellini, ao receber a Jules Rimet do Rei Gustavo da Suécia, a levantou com as duas mãos. O gesto seria eternizado pelos capitães em todos os Mundiais dali em diante. Já na volta olímpica, os atletas brasileiros desfilaram com a bandeira sueca e foram ovacionados pelos público no estádio, inclusive pelo Rei Gustavo.


Grupo brasileiro comemora a conquista dando a volta olímpica com a bandeira da Suécia em sinal de agradecimento pela receptividade e respeito ao adversário da decisão -  Foto: Divulgação

Grupo campeão em 1958: Gilmar, Castilho, De Sordi, Djalma Santos, Dino Sani, Mauro, Bellini, Orlando, Nilton Santos, Oreco, Didi, Zito, Moacir, Dida, Garrincha, Zagallo, Pelé, Pepe, Joel, Vavá, Mazzola e Zózimo. Técnico: Vicente Feola.

O jovem Pelé chora de alegria após a conquista no ombro do craque Didi - Foto: Divulgação