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Martin Donnelly sofreu um dos acidentes mais brutais da Fórmula 1 há 30 anos

A dinâmica do acidente não foi filmada, mas o inglês ficou entre a vida e a morte num hospital em Sevilha

O dia 28 de setembro de 1990, há 30 anos, portanto, foi marcado pelo gravíssimo acidente de Martin Donnelly durante o primeiro dia de classificação para o GP da Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera. A dinâmica do acidente não foi filmada, mas o inglês ficou entre a vida e a morte num hospital em Sevilha. Conseguiu se recuperar.

Martin Donnelly deixa hospital após ser operado de fratura na perna esquerda — Foto: Reprodução/Motorsport Magazine

Numa sexta-feira de sol em Jerez, o inglês perdeu o controle de sua Lotus-Lamborghini na veloz curva Ferrari. No impacto direto com o guard rail, o carro se partiu ao meio, e o corpo do inglês foi jogado para o meio da pista, com o piloto desacordado e com as pernas tortas. Nelson Piquet, que vinha atrás, atravessou sua Benetton no meio do traçado para evitar que Donnelly fosse atropelado.

Como seu companheiro na equipe Lotus, Derek Warwick, disse tempos depois, não era possível imaginar que Donnelly escapasse com vida. Mas o dr. Sid Watkins, médico oficial da Fórmula 1, agiu com rapidez e destreza. Ressucitou Martin de uma parada cardíaca ali mesmo, e o piloto foi levado para o centro médico. Lá já estava Ayrton Senna, que invadira o local.

Donnelly teve traumatismo craniano, fraturas na perna direita, clavícula direita, tíbia, fíbula e fêmur da perna esquerda, além de lesões pulmonares e no pescoço. Depois de ver o colega em estado gravíssimo, Ayrton fez uma reflexão histórica e inédita até então, numa entrevista a Galvão Bueno que iria ao ar no especial de 40 anos da F1 na TV Globo:

- Quando você vê situações como essa, pensa se... Até quando você vai resistir a tudo isso? Se você vai passar por tudo isso e sair ileso, sair bem, não só fisicamente, mas psicologicamente? Será que depois de tanto sucesso, não está na hora de... dar um tempo?

Quando a condição de Donnelly foi minimamente estabilizada, o piloto da Lotus foi transferido para o Hospital Virgen del Rocio de Sevilha, onde seguiu-se uma longa recuperação.

Depois da reabilitação, Donnelly seguiu ligado ao automobilismo, pilotando em corridas de turismo e trabalhando em projetos ligados ao esporte. O inglês também atuou como comissário convidado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em corridas da F1.

Em julho de 2019, Donnelly sofreu outro grande desastre e correu o risco de ter a perna esquerda amputada. Aos 55 anos, o inglês participava de uma corrida de motos na Irlanda para levantar recursos a serem destinados a crianças em tratamento contra o câncer quando caiu e foi atingido por outro piloto.

Apesar de não ter corrido risco de morte, Donnelly teve uma fratura na perna já afetada pelo acidente de 1990 e, após cirurgia, contraiu uma infecção, o que colocou o membro em risco. Amigos do ex-piloto se mobilizaram para levantar fundos na internet.

O também ex-piloto Johnny Herbert, que curiosamente substituiu Martin na Lotus em 1990, visitou o amigo no hospital. O texto da campanha lembrou que Donnelly não conseguiu “fazer muito dinheiro” como piloto de Fórmula 1 e que, orgulhoso, "não ficaria feliz" com a campanha. Mas, ao deixar o hospital, Martin agradeceu:

- Não é irônico? Você bateu uma barreira a 283 km/h, passou por (um impacto de) 44g (força da gravidade), e tem todo esse dano, certo? E você cai de uma moto a 32 km/h e a dor e tudo são exatamente os mesmos. Se alguém lhe dissesse, você não acreditaria.

Mais de um ano depois de mais um acidente, Donnelly conseguiu se recuperar.

O dia 28 de setembro de 1990, há 30 anos, portanto, foi marcado pelo gravíssimo acidente de Martin Donnelly durante o primeiro dia de classificação para o GP da Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera. A dinâmica do acidente não foi filmada, mas o inglês ficou entre a vida e a morte num hospital em Sevilha. Conseguiu se recuperar.

Martin Donnelly deixa hospital após ser operado de fratura na perna esquerda — Foto: Reprodução/Motorsport Magazine

Numa sexta-feira de sol em Jerez, o inglês perdeu o controle de sua Lotus-Lamborghini na veloz curva Ferrari. No impacto direto com o guard rail, o carro se partiu ao meio, e o corpo do inglês foi jogado para o meio da pista, com o piloto desacordado e com as pernas tortas. Nelson Piquet, que vinha atrás, atravessou sua Benetton no meio do traçado para evitar que Donnelly fosse atropelado.

Como seu companheiro na equipe Lotus, Derek Warwick, disse tempos depois, não era possível imaginar que Donnelly escapasse com vida. Mas o dr. Sid Watkins, médico oficial da Fórmula 1, agiu com rapidez e destreza. Ressucitou Martin de uma parada cardíaca ali mesmo, e o piloto foi levado para o centro médico. Lá já estava Ayrton Senna, que invadira o local.

Donnelly teve traumatismo craniano, fraturas na perna direita, clavícula direita, tíbia, fíbula e fêmur da perna esquerda, além de lesões pulmonares e no pescoço. Depois de ver o colega em estado gravíssimo, Ayrton fez uma reflexão histórica e inédita até então, numa entrevista a Galvão Bueno que iria ao ar no especial de 40 anos da F1 na TV Globo:

- Quando você vê situações como essa, pensa se... Até quando você vai resistir a tudo isso? Se você vai passar por tudo isso e sair ileso, sair bem, não só fisicamente, mas psicologicamente? Será que depois de tanto sucesso, não está na hora de... dar um tempo?

Quando a condição de Donnelly foi minimamente estabilizada, o piloto da Lotus foi transferido para o Hospital Virgen del Rocio de Sevilha, onde seguiu-se uma longa recuperação.

Depois da reabilitação, Donnelly seguiu ligado ao automobilismo, pilotando em corridas de turismo e trabalhando em projetos ligados ao esporte. O inglês também atuou como comissário convidado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em corridas da F1.

Em julho de 2019, Donnelly sofreu outro grande desastre e correu o risco de ter a perna esquerda amputada. Aos 55 anos, o inglês participava de uma corrida de motos na Irlanda para levantar recursos a serem destinados a crianças em tratamento contra o câncer quando caiu e foi atingido por outro piloto.

Apesar de não ter corrido risco de morte, Donnelly teve uma fratura na perna já afetada pelo acidente de 1990 e, após cirurgia, contraiu uma infecção, o que colocou o membro em risco. Amigos do ex-piloto se mobilizaram para levantar fundos na internet.

O também ex-piloto Johnny Herbert, que curiosamente substituiu Martin na Lotus em 1990, visitou o amigo no hospital. O texto da campanha lembrou que Donnelly não conseguiu “fazer muito dinheiro” como piloto de Fórmula 1 e que, orgulhoso, "não ficaria feliz" com a campanha. Mas, ao deixar o hospital, Martin agradeceu:

- Não é irônico? Você bateu uma barreira a 283 km/h, passou por (um impacto de) 44g (força da gravidade), e tem todo esse dano, certo? E você cai de uma moto a 32 km/h e a dor e tudo são exatamente os mesmos. Se alguém lhe dissesse, você não acreditaria.

Mais de um ano depois de mais um acidente, Donnelly conseguiu se recuperar.