Primavera começa com extremos de calor, chuva e tempestades no Brasil

El Niño deve favorecer tempo seco no Nordeste e chuva acima da média no Sul

Por Redação Portal AZ,

A primavera de 2026 começa nesta terça-feira (22) com previsão de temperaturas acima da média e chuvas irregulares em grande parte do Nordeste. O cenário deve ser mais seco no interior da região, enquanto áreas do litoral podem registrar episódios de chuva. A estação também será marcada por ondas de calor e tempestades em diferentes pontos do país.

Foto: ReproduçãoPrimavera de 2026 terá calor acima da média e chuva irregular no Brasil
Primavera de 2026 terá calor acima da média e chuva irregular no Brasil

Nordeste terá calor e pouca chuva

A previsão conjunta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) indica temperaturas acima da média durante a primavera no Nordeste. Em algumas áreas, os termômetros podem ficar até 2°C acima da climatologia.

A chuva também deve ficar abaixo do padrão em boa parte da região. O cenário de maior déficit deve ocorrer no interior, onde a combinação de calor e pouca precipitação pode prolongar a estação seca e favorecer períodos de baixa umidade.

A principal exceção está no setor leste nordestino, entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Nessa faixa, a previsão aponta volumes de chuva ligeiramente acima da média.

No litoral da Bahia, episódios de chuva forte também podem ocorrer em razão das condições do oceano. Ainda assim, de maneira geral, a primavera deve manter o predomínio de tempo quente e períodos mais secos no Nordeste.

A Climatempo também projeta uma estação mais seca que o normal na região e chama atenção para a possibilidade de períodos de calor intenso, especialmente nas áreas do interior.

El Niño influencia o cenário

A primavera começa às 21h05 desta terça-feira, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, às 18h50. A estação marca a transição entre os períodos seco e chuvoso, principalmente na porção central do país.

O cenário climático deve sofrer influência do El Niño, fenômeno provocado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Para o trimestre de outubro, novembro e dezembro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta mais de 95% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte.

O fenômeno deve contribuir para diferenças marcantes entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul tende a registrar mais chuva, o Centro-Norte, que inclui o Nordeste, deve enfrentar temperaturas elevadas e períodos de menor precipitação.

Calor também marca outras regiões

No Norte, a previsão indica uma primavera mais quente e seca, com déficit de chuva em praticamente toda a região. As temperaturas podem ficar até 2°C acima da média.

O Centro-Oeste terá comportamento desigual. Mato Grosso e o norte de Goiás tendem a apresentar menos chuva, enquanto Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás podem ter precipitações acima da média. O calor deve predominar em praticamente toda a região.

No Sudeste, a combinação será de temperaturas elevadas e chuva irregular. São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais podem receber precipitações acima da média, enquanto parte do Espírito Santo deve ter volumes inferiores ao padrão.

Já o Sul deve concentrar os maiores volumes de chuva da primavera. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm previsão de precipitações acima da média, além de possibilidade de tempestades com vento forte, raios e granizo.

Risco de tempestades

O avanço da estação deve aumentar o transporte de umidade da Amazônia e favorecer o período chuvoso no Centro-Oeste, Sudeste e em parte do centro-sul do Norte. Também podem ocorrer episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente no Sudeste e Centro-Oeste.

O aquecimento da atmosfera deve ampliar o contraste entre massas de ar quente e frentes frias, condição que pode provocar a formação rápida de tempestades severas.

No Sul, também existe possibilidade de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), sistemas associados a chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e eventual queda de granizo.

Fonte: CNN Brasil

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