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Inflação para os mais pobres sobe mais e é a maior desde 2016

Índice Nacional de Preços ao Consumidor avança 8,90% em 12 meses, com o impacto dos produtos alimentícios

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, que apura a inflação de famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos) já foi salgado, de 8,06% nos últimos 12 meses encerrados em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, para famílias de um a cinco mínimos) representou peso maior no bolso dos mais pobres: ficou em 8,90%, no período. Considerando apenas o mês de maio, o INPC teve avanço superior (0,96%) ao do IPCA (0,83%).

Inflação para os mais pobres sobe mais e é a maior desde 2016 (Foto: Agência Brasil

No IPCA, aliás, esse foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996. E, no INPC, a maior variação desde maio de 2016. Em ambos, o impacto maior veio do preço dos alimentos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No INPC, no entanto, os produtos alimentícios, fundamentais para a sobrevivência, subiram 0,53% em maio, ficando acima do resultado de abril (0,49%). E os não alimentícios tiveram alta de 1,10%, contra 0,35% em abril. Já no IPCA, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio. No entanto, o item alimentação e bebidas (0,44%) ficou em quinto lugar, com impactos de 0,10 ponto percentual e 0,09 ponto, respectivamente. O maior impacto (0,28 ponto percentual) e a maior variação (1,78%) vieram da habitação, que acelerou em relação a abril (0,22%).

A segunda maior contribuição (0,24 ponto percentual) do IPCA veio dos transportes, cujos preços subiram 1,15% em maio, após recuarem 0,08% em abril. Na sequência, vieram saúde e cuidados pessoais (0,76%). Fora os alimentos, a segunda maior variação no mês para os que ganham de um a 10 salários mínimos foi no grupo de artigos de residência (1,25%). Os demais grupos variaram entre 0,06% (educação) e 0,92% (vestuário).

Habitação
De acordo com o IBGE, a alta do grupo habitação (1,78%) teve como causa, principalmente, o resultado da energia elétrica (5,37%), o maior impacto individual no índice do mês (0,23 ponto percentual). Isso porque, em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. “Vale lembrar que, entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343). Além disso, no final de abril, ocorreram reajustes em diversas regiões de abrangência do índice”, informa o órgão.

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, que apura a inflação de famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos) já foi salgado, de 8,06% nos últimos 12 meses encerrados em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, para famílias de um a cinco mínimos) representou peso maior no bolso dos mais pobres: ficou em 8,90%, no período. Considerando apenas o mês de maio, o INPC teve avanço superior (0,96%) ao do IPCA (0,83%).

Inflação para os mais pobres sobe mais e é a maior desde 2016 (Foto: Agência Brasil

No IPCA, aliás, esse foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996. E, no INPC, a maior variação desde maio de 2016. Em ambos, o impacto maior veio do preço dos alimentos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No INPC, no entanto, os produtos alimentícios, fundamentais para a sobrevivência, subiram 0,53% em maio, ficando acima do resultado de abril (0,49%). E os não alimentícios tiveram alta de 1,10%, contra 0,35% em abril. Já no IPCA, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio. No entanto, o item alimentação e bebidas (0,44%) ficou em quinto lugar, com impactos de 0,10 ponto percentual e 0,09 ponto, respectivamente. O maior impacto (0,28 ponto percentual) e a maior variação (1,78%) vieram da habitação, que acelerou em relação a abril (0,22%).

A segunda maior contribuição (0,24 ponto percentual) do IPCA veio dos transportes, cujos preços subiram 1,15% em maio, após recuarem 0,08% em abril. Na sequência, vieram saúde e cuidados pessoais (0,76%). Fora os alimentos, a segunda maior variação no mês para os que ganham de um a 10 salários mínimos foi no grupo de artigos de residência (1,25%). Os demais grupos variaram entre 0,06% (educação) e 0,92% (vestuário).

Habitação
De acordo com o IBGE, a alta do grupo habitação (1,78%) teve como causa, principalmente, o resultado da energia elétrica (5,37%), o maior impacto individual no índice do mês (0,23 ponto percentual). Isso porque, em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. “Vale lembrar que, entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343). Além disso, no final de abril, ocorreram reajustes em diversas regiões de abrangência do índice”, informa o órgão.