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Estudantes fazem ato na UFPI contra o projeto Future-se do Governo Federal

Movimento estudantil está elaborando um documento contra o projeto

Estudantes fizeram ato na tarde desta segunda-feira (02) no Conselho Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Petrônio Portela, localizado no bairro Planalto Ininga, zona Leste de Teresina.

Estudantes reunidos enfrete à Reitoria da Universidade Federal do Piauí (Foto: Portal AZ)

De acordo com José Santiago, estudante de história e coordenador nacional do movimento Correnteza,  que é um grupo de juventude universitária, a mobilização foi contra o Projeto Future-se do Ministério da Educação. 

“Discutimos sobre um documento parcial construído por economistas e juristas nesse campo de como a gente pode debater e entender esse projeto e, hoje, o Conselho Universitário com a pressão dos estudantes negou a adesão ao programa e entendeu que, na verdade, esse projeto não traz nada de novo e muito menos dá autonomia financeira e administrativa como o Governo Federal vem propondo. Ao contrário, ele tira a pouca ingerência que a universidade publica tem hoje sobre o financiamento e administração de forma muito mais ampla no campo do ensino, pesquisa e extensão”, disse ao Portal AZ

O Estudante José Santiago em discurso durante manifestação (Foto: Portal AZ)

Segundo o estudante, o projeto é um ataque à educação.“ [o Conselho] entendeu que o projeto é uma forma muito clara de entrega do patrimônio que é a universidade pública para a iniciativa privada, através das organizações sociais e cobrança de mensalidade, quando essas OS’s não são escolhidas por licitações públicas, mas sim por indicações diretas do MEC para que possam gerir tanto os recursos privados como os fundos que vão ser destinados. Nos posicionamos contra esse movimento do Governo de negar a obrigação, que é constitucional, que é de financiar a educação pública do país no campo do ensino superior. É um projeto que mais ataca à educação”, afirmou. 

Alunos reunidos dentro da sala de Conselho Universitário do Campus (Foto: Portal AZ)

Joseane Rodrigues, estudante de Letras Português/Francês, que compõe o Centro Acadêmico de Letras e Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí,  falou sobre a elaboração do documento contra o projeto e destacou a importância do grupo estudantil nos debates. 

“Houve de fato a entrada dos estudantes. Foi um pedido que havíamos realizado, participar das decisões do conselho, que é formado por 44 pessoas e pedimos que essa decisão seja tomada por todo o corpo docente e discente, por toda a comunidade acadêmica. Então houve a entrada dos estudantes e isso foi muito importante para que nós conseguíssemos um debate muito amplo e estamos construindo um documento sobre a nossa posição contrária ao Future-se e nós vamos ter um calendário de atividades nesse campus e nos outros da Ufpi”, explicou a universitária. 

Estudantes durante a manifestação (Foto: Portal AZ)

A estudante ressaltou ainda sobre a situação econômica da instituição diante do contingenciamento de recursos feito pelo Governo Federal. “Essa decisão afeta diretamente a universidade, por isso estamos com um cenário de que a instituição só tem recursos até o mês de setembro, não há verbas para os próximos meses. Nos colocamos contra o Future-se, porque ele é uma forma de privatizar. Seria entregar a nossa universidade para privatização. Temos um corte de 40% na assistência estudantil, a universidade seria colocada em uma posição em que pretos,  pobres e mulheres, LGBTS não teriam os mesmo direitos. Então esse debate deverá ser para todos”, destacou a integrante do Diretório do Centro Acadêmico. 

Estudantes reunidos na sala de Conselho Universitário do Campus (Foto: Portal AZ)

Plenária realizada após a manifestação para debater a próxima reunião (Foto: Portal AZ)

Na próxima segunda-feira (09) vai acontecer uma assembleia para a decisão sobre o Future-se no Espaço Noé Mendes na UFPI. 

Sobre o Future-se 

De acordo com o Ministério da Educação, o Future-se tem o objetivo de dar maior autonomia financeiras a universidades e institutos federais por meio do fomento à captação de recursos próprios e ao empreendedorismo. A adesão é voluntária. O Ministério da Educação (MEC) lançou a consulta para assegurar, desde o início, a participação popular na construção da proposta.

Estudantes fizeram ato na tarde desta segunda-feira (02) no Conselho Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Petrônio Portela, localizado no bairro Planalto Ininga, zona Leste de Teresina.

Estudantes reunidos enfrete à Reitoria da Universidade Federal do Piauí (Foto: Portal AZ)

De acordo com José Santiago, estudante de história e coordenador nacional do movimento Correnteza,  que é um grupo de juventude universitária, a mobilização foi contra o Projeto Future-se do Ministério da Educação. 

“Discutimos sobre um documento parcial construído por economistas e juristas nesse campo de como a gente pode debater e entender esse projeto e, hoje, o Conselho Universitário com a pressão dos estudantes negou a adesão ao programa e entendeu que, na verdade, esse projeto não traz nada de novo e muito menos dá autonomia financeira e administrativa como o Governo Federal vem propondo. Ao contrário, ele tira a pouca ingerência que a universidade publica tem hoje sobre o financiamento e administração de forma muito mais ampla no campo do ensino, pesquisa e extensão”, disse ao Portal AZ

O Estudante José Santiago em discurso durante manifestação (Foto: Portal AZ)

Segundo o estudante, o projeto é um ataque à educação.“ [o Conselho] entendeu que o projeto é uma forma muito clara de entrega do patrimônio que é a universidade pública para a iniciativa privada, através das organizações sociais e cobrança de mensalidade, quando essas OS’s não são escolhidas por licitações públicas, mas sim por indicações diretas do MEC para que possam gerir tanto os recursos privados como os fundos que vão ser destinados. Nos posicionamos contra esse movimento do Governo de negar a obrigação, que é constitucional, que é de financiar a educação pública do país no campo do ensino superior. É um projeto que mais ataca à educação”, afirmou. 

Alunos reunidos dentro da sala de Conselho Universitário do Campus (Foto: Portal AZ)

Joseane Rodrigues, estudante de Letras Português/Francês, que compõe o Centro Acadêmico de Letras e Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí,  falou sobre a elaboração do documento contra o projeto e destacou a importância do grupo estudantil nos debates. 

“Houve de fato a entrada dos estudantes. Foi um pedido que havíamos realizado, participar das decisões do conselho, que é formado por 44 pessoas e pedimos que essa decisão seja tomada por todo o corpo docente e discente, por toda a comunidade acadêmica. Então houve a entrada dos estudantes e isso foi muito importante para que nós conseguíssemos um debate muito amplo e estamos construindo um documento sobre a nossa posição contrária ao Future-se e nós vamos ter um calendário de atividades nesse campus e nos outros da Ufpi”, explicou a universitária. 

Estudantes durante a manifestação (Foto: Portal AZ)

A estudante ressaltou ainda sobre a situação econômica da instituição diante do contingenciamento de recursos feito pelo Governo Federal. “Essa decisão afeta diretamente a universidade, por isso estamos com um cenário de que a instituição só tem recursos até o mês de setembro, não há verbas para os próximos meses. Nos colocamos contra o Future-se, porque ele é uma forma de privatizar. Seria entregar a nossa universidade para privatização. Temos um corte de 40% na assistência estudantil, a universidade seria colocada em uma posição em que pretos,  pobres e mulheres, LGBTS não teriam os mesmo direitos. Então esse debate deverá ser para todos”, destacou a integrante do Diretório do Centro Acadêmico. 

Estudantes reunidos na sala de Conselho Universitário do Campus (Foto: Portal AZ)

Plenária realizada após a manifestação para debater a próxima reunião (Foto: Portal AZ)

Na próxima segunda-feira (09) vai acontecer uma assembleia para a decisão sobre o Future-se no Espaço Noé Mendes na UFPI. 

Sobre o Future-se 

De acordo com o Ministério da Educação, o Future-se tem o objetivo de dar maior autonomia financeiras a universidades e institutos federais por meio do fomento à captação de recursos próprios e ao empreendedorismo. A adesão é voluntária. O Ministério da Educação (MEC) lançou a consulta para assegurar, desde o início, a participação popular na construção da proposta.