Trabalhadores da educação mantêm greve mesmo com o anúncio do projeto do novo piso salarial
Nesta segunda-feira (10) ocorreu o primeiro ato da paralisação no Palácio de Karnak
Os trabalhadores da educação, professores e funcionários do estado, decidiram manter a paralisação geral mesmo com o anúncio do projeto de lei do governo reajustando o piso salarial dos professores para R$ 3.167,00. Nesta segunda-feira (10) ocorreu o primeiro ato da greve na educação em frente ao Palácio de Karnak.
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Trabalhadores da educação mantêm greve mesmo com o anúncio do projeto do novo piso salarial (Foto: divulgação / Sinte-PI)
Os profissionais afirmaram que só irão voltar aos trabalhos depois do reajuste de 2019 e 2020. O Sinte-PI informou que o reajuste do governo não contempla os aposentados que também deveriam ser inseridos na questão.
“Também devido a situação das escolas desde falta de infraestrutura em escolas estaduais, merenda escolar e transporte escolar a greve já possui duas outras datas confirmadas para manifestação”, afirmou o sindicato.
O segundo ato da greve ocorrerá nesta quarta-feira (12) no pátio da Secretaria da Educação a partir das 8h30 e na próxima segunda-feira (17) a terceira paralisação acontecerá em frente ao Palácio de Karnak.
Entenda o caso
O Governo do Piauí vai encaminhar para a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) um projeto de lei estabelecendo que o menor valor pago para os professores com carga horária de 40 horas seja no valor de R$ 3.167,17. Recentemente o governo federal anunciou que o piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica foi reajustado em 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24.
Com isso, o piso estadual se manterá acima de R$ 2.886,24, que é o valor definido nacionalmente pelo Governo Federal. Será mantido também o auxílio alimentação pago aos professores ativos, já no contracheque de fevereiro. O valor aplicado será de 4,31%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).