1. Editorias
  2. Justiça
  3. CNJ afasta juíza eleitoral que publicou mensagens de apoio a Bolsonaro

CNJ afasta juíza eleitoral que publicou mensagens de apoio a Bolsonaro

A decisão foi embasada em denúncia do PT, de 2019, contra os posicionamentos da magistrada, nas redes sociais, favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por unanimidade afastar a juíza Regiane Tonet dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), de suas atribuições na Corte. A decisão foi embasada em denúncia do PT, de 2019, contra os posicionamentos da magistrada, nas redes sociais, favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro.

CNJ afasta juíza eleitoral que publicou mensagens de apoio a Bolsonaro (Foto: divulgação/CNJ)

Segundo o CNJ, o documento apresentado pelo partido mostra "diversas postagens da juíza em seu perfil nas redes sociais que trazem críticas a políticos, autoridades e membros do Supremo Tribunal Federal (STF)".

Em um dos posts, Tonet se referiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época da condenação dele pelo caso do triplex do Guarujá: "Muito mais do que a punição de um mero corrupto, essa condenação materializa os conhecidos jargões de que ninguém está acima da lei e que a Justiça atinge a todos".

A relatora e corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, apontou que as condutas da juíza afrontam a Constituição Federal de 1988 e o Código de Ética da Magistratura Nacional.

Ela ressaltou que é esperado um comportamento exemplar de cidadania de membros do Poder Judiciário e "que a sua atuação transmita confiança para a sociedade".

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por unanimidade afastar a juíza Regiane Tonet dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), de suas atribuições na Corte. A decisão foi embasada em denúncia do PT, de 2019, contra os posicionamentos da magistrada, nas redes sociais, favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro.

CNJ afasta juíza eleitoral que publicou mensagens de apoio a Bolsonaro (Foto: divulgação/CNJ)

Segundo o CNJ, o documento apresentado pelo partido mostra "diversas postagens da juíza em seu perfil nas redes sociais que trazem críticas a políticos, autoridades e membros do Supremo Tribunal Federal (STF)".

Em um dos posts, Tonet se referiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época da condenação dele pelo caso do triplex do Guarujá: "Muito mais do que a punição de um mero corrupto, essa condenação materializa os conhecidos jargões de que ninguém está acima da lei e que a Justiça atinge a todos".

A relatora e corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, apontou que as condutas da juíza afrontam a Constituição Federal de 1988 e o Código de Ética da Magistratura Nacional.

Ela ressaltou que é esperado um comportamento exemplar de cidadania de membros do Poder Judiciário e "que a sua atuação transmita confiança para a sociedade".