Polícia deve concluir nesta segunda investigação sobre morte de estudante no CE

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta em condomínio

Por Viviane Setragni,

A Polícia Civil do Ceará deve concluir nesta segunda-feira (21) o inquérito que investiga a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

Foto: Reproduçãook

Até o momento, a polícia não divulgou uma linha de investigação para o caso. Quatro testemunhas já foram ouvidas e outros quatro depoimentos devem ser colhidos. Também não há suspeitos ou investigados oficialmente apontados pelas autoridades.

Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas no corpo de Isabelle lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”. Exames laboratoriais realizados na estudante tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. O laudo pericial, porém, ainda não havia apontado a causa da morte.

As circunstâncias que levaram à morte da universitária continuam sendo apuradas pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Uma equipe da Perícia Criminal esteve no condomínio na noite de 13 de setembro, quando foi registrado o óbito, por volta das 20h40, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Imagens de câmeras de segurança do condomínio mostram parte da movimentação registrada no dia da morte. Às 18h32, o namorado de Isabelle foi até a portaria. Depois, ele e a mãe deixaram o condomínio em um carro.

Às 19h12, Isabelle aparece sozinha em um elevador, segurando o celular, e segue em direção ao rooftop, localizado no 23º andar. Por volta das 20h40, segundo a SSPDS, ocorreu a morte da estudante. Às 22h48, o namorado retornou ao condomínio.

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, é procurado pela Polícia Civil. A Secretaria da Segurança informou que equipes realizam diligências para localizá-lo. Apesar disso, João não é tratado oficialmente como suspeito ou investigado no caso.

A polícia também apreendeu o celular e um tablet da mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz. Os equipamentos serão periciados. O celular de Isabelle também foi recuperado e deverá passar por análise.

A mãe da estudante, a professora universitária Isorlanda Caracristi, relatou que a filha passou o fim de semana com ela antes de retornar ao condomínio. Segundo Isorlanda, Isabelle havia reclamado de dores no pescoço e pretendia passar o período com a mãe.

No domingo (13), a jovem informou que iria a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, acompanhada do namorado e da mãe dele.

Ainda conforme o relato da mãe, Isabelle recebeu diversas mensagens do namorado enquanto estava com a família. Isorlanda afirmou que considerava o comportamento dele controlador, mas essa avaliação faz parte do relato da mãe e não foi apresentada pela polícia como conclusão da investigação.

Na noite daquele domingo, Isabelle enviou duas mensagens para a mãe. Na primeira, pediu que ela verificasse uma comida que havia deixado na airfryer. Na segunda, escreveu: “Mãe, eu te amo”. Essa foi a última comunicação da estudante com a família.

Como Isabelle não respondeu às mensagens seguintes, a mãe inicialmente considerou que ela poderia estar dormindo após tomar um relaxante muscular. Na manhã seguinte, sem conseguir contato com a filha, Isorlanda tentou falar com João por telefone e pelas redes sociais. Segundo ela, os canais de contato estavam bloqueados.

A professora foi ao condomínio acompanhada do irmão e soube, no local, que a filha havia morrido na noite anterior. O corpo já havia sido encaminhado para a sede da Perícia Forense.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que Isorlanda publicou um vídeo cobrando explicações sobre a morte da filha e pedindo justiça.

Isabelle tinha 22 anos e cursava o segundo semestre de Direito. Ela havia trabalhado por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia de Fortaleza, onde conheceu João Munhoz. Segundo o escritório, a estudante deixou a empresa no início de agosto por razões de ordem pessoal.

A família de João não apresentou, até o momento, manifestação pública sobre o caso. A TV Verdes Mares informou ter tentado contato com o namorado da estudante e com o escritório onde ele trabalhava. A mãe dele também foi procurada, mas não houve manifestação.

No domingo seguinte à morte de Isabelle, a polícia localizou Sara Regina Alexandre Munhoz na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no local para recolher o celular e o tablet dela.

Questionada sobre a situação Sara Regina Alexandre Munhoz, vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário, que apura infrações envolvendo servidores do Sistema penal, disse acompanhando a ocorrência no âmbito administrativo.

Fonte: Com informações do G1

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