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Pesquisadores da UFPI descobrem répteis da Era Paleozóica no interior do Piauí

Os répteis são mais antigos que os dinossauros e viveram ao mesmo tempo em que a Floresta Fóssil

Uma pesquisa liderada pelo Prof. Dr. Juan Cisneros, Diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) descobriu répteis da Era Paleozoica em pedreiras localizadas nos municípios piauienses de Nazária e Palmeirais. A idade dos fósseis encontrados é de 280 milhões de anos.

Cientistas da UFPI descobre répteis da Era Paleozoica no interior do Piauí (Ilustração: Vítor Silva)

Os achados ocorreram nos anos de 2015 e 2016, no entanto, para estudá-los foi necessária a visita a museus nos Estados Unidos para fazer comparações com fósseis encontrados por lá. Os répteis conhecidos como “captorrinídeos”. Ficou constado que os animais eram parentes muito distantes dos lagartos, mas pertencem a um grupo extinto.

A idade dos fósseis encontrados é de 280 milhões de anos. (Foto: Reprodução)

Pelos pesquisadores foram encontradas duas espécies, uma delas é pequena, com cerca de 35 cm, e outra era um pouco maior, medindo cerca de 70 cm. Os tamanhos são estimados, pois só foram encontradas partes do crânio dos animais. Estes répteis viveram no Período Permiano da Era Paleozoica, sendo mais antigos que os dinossauros e viveram ao mesmo tempo em que a Floresta Fóssil do Rio Poti em Teresina.

Estes répteis viveram no Período Permiano da Era Paleozoica. (Foto: Reprodução)

O Prof. Dr. Juan Cisneros explicou sobre a importância da descoberta. “Os répteis achados em Nazária e Palmeirais tinham hábitos herbívoros e se alimentavam de plantas que existiram na Floresta Fóssil de Teresina. Com esta informação podemos reconstruir as relações ecológicas entre herbívoros e plantas, no final da Era Paleozoica. Estes répteis tinham parentes próximos nos EUA, e nos ajudam a entender melhor as relações entre a fauna brasileira e a fauna dos EUA numa época em que os continentes estavam unidos, formando o supercontinente de Pangeia. Este estudo fortalece as pesquisas paleontológicas feitas pela UFPI”, afirma.

Descoberta de réptil em Nazária (Foto: divulgação UFPI)

O estudo foi divulgado na revista internacional PeerJ e foi considerada uma referência importante na área das Ciências Biológicas.

Sobre

A pesquisa foi liderada pelo Prof. Dr. Juan Cisneros, Diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em conjunto com uma equipe internacional de paleontólogos das seguintes instituições: Museu Field de Chicago (EUA), Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (EUA), Museu Iziko (África do Sul), Universidade Humboldt (Alemanha), Universidade de Buenos Aires (Argentina), Museu de História Natural (Reino Unido).

Uma pesquisa liderada pelo Prof. Dr. Juan Cisneros, Diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) descobriu répteis da Era Paleozoica em pedreiras localizadas nos municípios piauienses de Nazária e Palmeirais. A idade dos fósseis encontrados é de 280 milhões de anos.

Cientistas da UFPI descobre répteis da Era Paleozoica no interior do Piauí (Ilustração: Vítor Silva)

Os achados ocorreram nos anos de 2015 e 2016, no entanto, para estudá-los foi necessária a visita a museus nos Estados Unidos para fazer comparações com fósseis encontrados por lá. Os répteis conhecidos como “captorrinídeos”. Ficou constado que os animais eram parentes muito distantes dos lagartos, mas pertencem a um grupo extinto.

A idade dos fósseis encontrados é de 280 milhões de anos. (Foto: Reprodução)

Pelos pesquisadores foram encontradas duas espécies, uma delas é pequena, com cerca de 35 cm, e outra era um pouco maior, medindo cerca de 70 cm. Os tamanhos são estimados, pois só foram encontradas partes do crânio dos animais. Estes répteis viveram no Período Permiano da Era Paleozoica, sendo mais antigos que os dinossauros e viveram ao mesmo tempo em que a Floresta Fóssil do Rio Poti em Teresina.

Estes répteis viveram no Período Permiano da Era Paleozoica. (Foto: Reprodução)

O Prof. Dr. Juan Cisneros explicou sobre a importância da descoberta. “Os répteis achados em Nazária e Palmeirais tinham hábitos herbívoros e se alimentavam de plantas que existiram na Floresta Fóssil de Teresina. Com esta informação podemos reconstruir as relações ecológicas entre herbívoros e plantas, no final da Era Paleozoica. Estes répteis tinham parentes próximos nos EUA, e nos ajudam a entender melhor as relações entre a fauna brasileira e a fauna dos EUA numa época em que os continentes estavam unidos, formando o supercontinente de Pangeia. Este estudo fortalece as pesquisas paleontológicas feitas pela UFPI”, afirma.

Descoberta de réptil em Nazária (Foto: divulgação UFPI)

O estudo foi divulgado na revista internacional PeerJ e foi considerada uma referência importante na área das Ciências Biológicas.

Sobre

A pesquisa foi liderada pelo Prof. Dr. Juan Cisneros, Diretor do Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em conjunto com uma equipe internacional de paleontólogos das seguintes instituições: Museu Field de Chicago (EUA), Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (EUA), Museu Iziko (África do Sul), Universidade Humboldt (Alemanha), Universidade de Buenos Aires (Argentina), Museu de História Natural (Reino Unido).