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Delegado vai processar quem vazou conversa com agente de polícia

Os áudios foram divulgados nesta quarta-feira (29) nas redes sociais

(Atualizada às 17h48)

Horas depois do vazamento de áudios em que ele conversa com uma agente de polícia determinando o procedimento sobre uma vítima lesionada, o delegado Dyego Pascoal, divulgou nota afirmando que tomará as medidas judiciais contra o autor da divulgação dos áudios.

Delegacia de Água Branca (Foto: reprodução/Google Maps)

Dyego destacou que a equipe plantonista "além de ter se omitido na lavratura do Boletim de Ocorrência, atendimento a vítima e demais peças de apoio a vítima, divulgou conversas travadas no âmbito da repartição policial sem autorização legal". 

E que "foi cobrado apenas que o servidor cumprisse com a sua obrigação funcional, o que não ocorreu de fato, já que o BO só foi registado no outro dia por outro policial".

Delegado afirmou ainda em nota que "não trabalha em regime de plantão, mas sim em regime de expediente diário, portanto impossível de estar 24 horas numa unidade de polícia judiciária e por consequência acompanhar todos os procedimentos policiais surgidos na unidade de forma presencial, mais notadamente no horário noturno, onde o servidor necessita de repouso como qualquer ser humano". 

Sobre os áudios:

Nos áudios divulgados nas redes sociais nesta terça-feira (29), uma policial civil identificada como Tuíla, lotada na delegacia da cidade de Água Branca, denunciou o comportamento do delegado Dyego Pascal por não comparecer à delegacia, além de obrigar e intimar os policiais a realizar procedimentos que não são cabíveis ao posto.

É possível observar em um dos áudios, que o delegado obriga a policial de ficar em expediente mesmo depois do plantão caso o procedimento de uma vítima não esteja pronto no dia seguinte.

“Tire uma foto da vítima da lesão e mande pra mim, e quando chegar o exame do corpo de delito tire uma foto, que aí eu digo se é pra fazer BO ou se é pra fazer o flagrante. Se amanhã pela manhã o procedimento não estiver em cima da mesa, amanhã mesmo tu sai do plantão e vai pro expediente”, disse o delegado.

Ouça os áudios abaixo:

Nos áudios, a policial explicou a atual situação da delegacia e ainda conta que há profissionais disponíveis citando o escrivão e o agente de classe especial. Leia abaixo:

“Infelizmente, é o seguinte, os delegados estão de plantão, não querem comparecer, as oitivas pela gente, o delegado não está aqui, o delegado me obrigando, me intimidando, tá entendendo? Querendo que eu faça o depoimento, querendo que eu faça todo o procedimento, tendo o escrivão aqui de classe especial e tendo um agente de classe especial, então, eles disseram que não vão se aposentar, não querem saber de PPE, estão se negando a aprender, estão se negando a mexer no PPE tá entendendo? Ou seja, eu estou sendo prejudicada por causa deles, a verdade é essa, a conversa dele é “Ah, tô pra me aposentar”, sim, você tá pra se aposentar mas você não se aposentou. A verdade é essa, então assim, eu não aceito levar de grito de homem, quer dizer, de homem não, de moleque, porque cada um tem seu trabalho, se cada um ajudasse não estava essa palhaçada toda não, então eu não aceito, cada um faça a sua parte, eu estou fazendo a minha, agora eu não aceito isso aí”.

Leia na íntegra a nota do delegado 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Acerca de conversas gravadas sem a minha autorização ou sem autorização da justiça, travadas no ambiente interno de uma unidade de polícia judiciária, com objetivos desconhecidos, devo esclarecer que:

1. a equipe plantonista entrou em contato com esta autoridade policial no dia 28/01/2020, por volta de 21 horas, não entanto em consenso de quem deles registraria um boletim de ocorrência e tomaria as primeiras providências surgido na referida unidade;

2. que foram instruídos mais de uma vez a tomar as primeiras providências quanto ao referido procedimento, em respeito ao princípio do interesse público e a vítima do fato, já que não foi emanada nenhum ordem ilegal ou absurda;

3. que esta autoridade policial não trabalha em regime de plantão, mas sim em regime de expediente diário, portanto impossível de estar 24 horas numa unidade de polícia judiciária e por consequência acompanhar todos os procedimentos policiais surgidos na unidade de forma presencial, mais notadamente no horário noturno, onde o servidor necessita de repouso como qualquer ser humano;

4. que além de ter se omitido na lavratura do Boletim de Ocorrência, atendimento a vítima e demais peças de apoio a vítima, divulgou conversas travadas no âmbito da repartição policial sem autorização legal;

5. que este servidor tem DEZ ANOS de serviço prestado ao aparelho de segurança pública deste estado, em diversos cargos, e nunca se omitiu ou se esquivou das suas responsabilidades funcionais, colecionando operações, prisões e crimes solucionados;

6. Por fim, ressalto que tomarei as medidas legais cabíveis quanto a divulgação de forma desautorizada de conversas travadas no âmbito da repartição policial, conversas da quais foi cobrado apenas que o servidor cumprisse com a sua obrigação funcional, o que não ocorreu de fato, já que o BO só foi registado no outro dia por outro policial.


As. Dyego Pascoal
Delgado de Polícia Civil

(Atualizada às 17h48)

Horas depois do vazamento de áudios em que ele conversa com uma agente de polícia determinando o procedimento sobre uma vítima lesionada, o delegado Dyego Pascoal, divulgou nota afirmando que tomará as medidas judiciais contra o autor da divulgação dos áudios.

Delegacia de Água Branca (Foto: reprodução/Google Maps)

Dyego destacou que a equipe plantonista "além de ter se omitido na lavratura do Boletim de Ocorrência, atendimento a vítima e demais peças de apoio a vítima, divulgou conversas travadas no âmbito da repartição policial sem autorização legal". 

E que "foi cobrado apenas que o servidor cumprisse com a sua obrigação funcional, o que não ocorreu de fato, já que o BO só foi registado no outro dia por outro policial".

Delegado afirmou ainda em nota que "não trabalha em regime de plantão, mas sim em regime de expediente diário, portanto impossível de estar 24 horas numa unidade de polícia judiciária e por consequência acompanhar todos os procedimentos policiais surgidos na unidade de forma presencial, mais notadamente no horário noturno, onde o servidor necessita de repouso como qualquer ser humano". 

Sobre os áudios:

Nos áudios divulgados nas redes sociais nesta terça-feira (29), uma policial civil identificada como Tuíla, lotada na delegacia da cidade de Água Branca, denunciou o comportamento do delegado Dyego Pascal por não comparecer à delegacia, além de obrigar e intimar os policiais a realizar procedimentos que não são cabíveis ao posto.

É possível observar em um dos áudios, que o delegado obriga a policial de ficar em expediente mesmo depois do plantão caso o procedimento de uma vítima não esteja pronto no dia seguinte.

“Tire uma foto da vítima da lesão e mande pra mim, e quando chegar o exame do corpo de delito tire uma foto, que aí eu digo se é pra fazer BO ou se é pra fazer o flagrante. Se amanhã pela manhã o procedimento não estiver em cima da mesa, amanhã mesmo tu sai do plantão e vai pro expediente”, disse o delegado.

Ouça os áudios abaixo:

Nos áudios, a policial explicou a atual situação da delegacia e ainda conta que há profissionais disponíveis citando o escrivão e o agente de classe especial. Leia abaixo:

“Infelizmente, é o seguinte, os delegados estão de plantão, não querem comparecer, as oitivas pela gente, o delegado não está aqui, o delegado me obrigando, me intimidando, tá entendendo? Querendo que eu faça o depoimento, querendo que eu faça todo o procedimento, tendo o escrivão aqui de classe especial e tendo um agente de classe especial, então, eles disseram que não vão se aposentar, não querem saber de PPE, estão se negando a aprender, estão se negando a mexer no PPE tá entendendo? Ou seja, eu estou sendo prejudicada por causa deles, a verdade é essa, a conversa dele é “Ah, tô pra me aposentar”, sim, você tá pra se aposentar mas você não se aposentou. A verdade é essa, então assim, eu não aceito levar de grito de homem, quer dizer, de homem não, de moleque, porque cada um tem seu trabalho, se cada um ajudasse não estava essa palhaçada toda não, então eu não aceito, cada um faça a sua parte, eu estou fazendo a minha, agora eu não aceito isso aí”.

Leia na íntegra a nota do delegado 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Acerca de conversas gravadas sem a minha autorização ou sem autorização da justiça, travadas no ambiente interno de uma unidade de polícia judiciária, com objetivos desconhecidos, devo esclarecer que:

1. a equipe plantonista entrou em contato com esta autoridade policial no dia 28/01/2020, por volta de 21 horas, não entanto em consenso de quem deles registraria um boletim de ocorrência e tomaria as primeiras providências surgido na referida unidade;

2. que foram instruídos mais de uma vez a tomar as primeiras providências quanto ao referido procedimento, em respeito ao princípio do interesse público e a vítima do fato, já que não foi emanada nenhum ordem ilegal ou absurda;

3. que esta autoridade policial não trabalha em regime de plantão, mas sim em regime de expediente diário, portanto impossível de estar 24 horas numa unidade de polícia judiciária e por consequência acompanhar todos os procedimentos policiais surgidos na unidade de forma presencial, mais notadamente no horário noturno, onde o servidor necessita de repouso como qualquer ser humano;

4. que além de ter se omitido na lavratura do Boletim de Ocorrência, atendimento a vítima e demais peças de apoio a vítima, divulgou conversas travadas no âmbito da repartição policial sem autorização legal;

5. que este servidor tem DEZ ANOS de serviço prestado ao aparelho de segurança pública deste estado, em diversos cargos, e nunca se omitiu ou se esquivou das suas responsabilidades funcionais, colecionando operações, prisões e crimes solucionados;

6. Por fim, ressalto que tomarei as medidas legais cabíveis quanto a divulgação de forma desautorizada de conversas travadas no âmbito da repartição policial, conversas da quais foi cobrado apenas que o servidor cumprisse com a sua obrigação funcional, o que não ocorreu de fato, já que o BO só foi registado no outro dia por outro policial.


As. Dyego Pascoal
Delgado de Polícia Civil