Justiça manda soltar vereador de Teresina preso pela PF por compra de votos

Valdemir Virgino foi preso no sábado (3) durante uma operação da Polícia Federal

Por Redação,

A Justiça Eleitoral determinou, nesta terça-feira (6), a soltura do vereador de Teresina Valdemir Virgino (PRD), preso no sábado (3) durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma suposta compra de votos na capital. A decisão também beneficiou o advogado Renato Lucas Vieira da Silva, que havia sido preso na mesma ação. 

Foto: DivulgaçãoVereador Valdemir Virgino
Vereador Valdemir Virgino

Os dois estavam em prisão preventiva desde o fim de semana. A operação ocorreu em uma clínica localizada em Teresina, onde os policiais apreenderam dinheiro em espécie, material de campanha e documentos com anotações relacionadas a eleitores. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, foram encontrados mais de R$ 40 mil em dinheiro com o vereador. 

Valdemir e Renato foram autuados por corrupção eleitoral e associação criminosa. Outras 16 pessoas também foram conduzidas durante a ação da Polícia Federal. Elas foram autuadas por corrupção eleitoral e liberadas após o pagamento de fiança. 

Justiça considera mudança no cenário eleitoral

A decisão que determinou a soltura foi assinada pela juíza Keylla Ranyere Lopes Teixeira Procopio, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). A magistrada substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. 

Entre os motivos considerados pela Justiça está a realização do primeiro turno das eleições, ocorrido no domingo (4). Segundo a decisão, a proximidade da votação havia sido um dos fatores que justificavam uma cautela maior para preservar a liberdade de escolha dos eleitores. Com o fim da votação, esse risco deixou de existir com a mesma intensidade. 

A Justiça também não identificou, neste momento, elementos concretos que indicassem risco de os investigados voltarem a praticar os supostos crimes, destruírem provas, intimidarem testemunhas ou interferirem na investigação.

Medidas cautelares

Apesar da soltura, Valdemir Virgino e Renato Lucas deverão cumprir medidas impostas pela Justiça. Eles estão proibidos de manter contato entre si e com os demais 16 investigados que foram liberados durante a operação.

Também não poderão deixar a comarca sem autorização judicial e deverão comparecer aos atos do processo. O descumprimento das determinações poderá resultar na adoção de novas medidas, inclusive uma nova prisão preventiva. 

A investigação continua. Questões relacionadas à entrada dos policiais na clínica, à validade das apreensões e ao conteúdo dos celulares recolhidos ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Portal AZ

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