Tratamento multidisciplinar melhora qualidade de vida de pessoas com autismo
Especialistas ressaltam a importância do diagnóstico precoce e da autonomia no TEA
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, tem como objetivo aumentar o acesso à informação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover uma compreensão mais empática do tema. Estima-se que existam 70 milhões de pessoas com TEA no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e aproximadamente 2 milhões no Brasil, conforme dados de 2010.

O TEA caracteriza-se por comportamentos repetitivos e dificuldades na interação social, exigindo um tratamento que envolva uma abordagem multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. O médico psiquiatra Leonardo Sérvio Luz, professor do Instituto de Educação Médica (IDOMED) em Teresina, explica que o TEA apresenta déficits persistentes na comunicação social e na interação. Os sinais incluem dificuldades de comunicação, seletividade alimentar e reatividade a estímulos sensoriais.
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Além disso, ele observa que muitos indivíduos com TEA enfrentam dificuldades em modificar rotinas e padrões de pensamento, o que pode resultar em comportamentos obsessivos. Os sintomas podem evoluir ao longo do tempo, sendo influenciados pelo ambiente cultural e social do indivíduo.
A intervenção precoce é crucial para o desenvolvimento das crianças com TEA, conforme destaca o Dr. Leonardo. Ele ressalta que a psiquiatria infantil deve se concentrar na identificação dos déficits e na estimulação adequada desde a primeira infância. À medida que os indivíduos crescem, as intervenções podem se concentrar em questões como ansiedade e transtornos de impulso.
A psicóloga Kalina Galvão, da Unifacid Wyden, complementa que a psicoterapia é fundamental no cuidado integral, fornecendo um espaço seguro para escuta e acolhimento, além de ajudar a desenvolver habilidades adaptativas e sociais essenciais para a autonomia. O apoio familiar e multidisciplinar é indispensável para o tratamento eficaz do TEA. Quando bem identificado e tratado, o indivíduo pode levar uma vida regular, com a necessidade de adaptações e suporte psicoterápico.
O Dr. Luz enfatiza que o objetivo é permitir uma interação social mais flexível, contribuindo assim para a inclusão e qualidade de vida. A participação dos pais no processo terapêutico é igualmente importante, pois proporciona entendimento e estratégias mais saudáveis para lidar com as particularidades de seus filhos, reduzindo a sobrecarga emocional e promovendo um ambiente de desenvolvimento saudável.
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Fonte: Ícone Comunicação