1. Colunas
  2. Arimatéia Azevedo
  3. O veneno vai e volta
Publicidade

O veneno vai e volta

Há muito tempo surgem boatos de que o ex-juiz Sérgio Moro mantinha conversas pouco republicanas com os investigadores da Procuradoria da República e da polícia federal. Alguns sinais claros de violação de direitos e alguns sinais de manipulações de informações ficaram patentes, antes. Inclusive com o uso indevido de algumas das provas colhidas, como o célebre exemplo do ‘tchau querida’, em que foram vazados as conversas da então presidente Dilma com o ex-presidente Lula, caso que influenciou o Impeachment de Dilma, mas que restou excluído do processo por ordem do Supremo Tribunal Federal, vez que a escuta da presidente fugia da competência do juiz de primeiro grau, e, muito menos, poderia haver a divulgação de áudio, de alçada do STF. Nenhuma reprimenda ao juiz ocorreu, apesar de denunciado inclusive ao CNJ. Da mesma maneira, perto da eleição, foram liberados áudios de pedaços pinçados da delação do ex-ministro Antônio Palocci, que causaram danos para a campanha eleitoral do PT, exatamente na reta final do pleito. Posteriormente, após a eleição de Bolsonaro, Sérgio Moro é escolhido para o Ministério da Justiça, abdicando de mais de 20 anos de magistratura, com aparente compromisso de sua indicação, pelo Presidente da República, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Coincidentemente ou não, Moro levou para a sua equipe do Ministério da Justiça alguns dos seus assessores na Justiça Federal, outros da Procuradoria da República de Curitiba, e colocou para chefiar a Polícia Federal o antigo superintendente do Paraná. Agora, as divulgações do site THE Intercept mostram o vazamento de conversas entre Moro e Deltan Dallagnol, evidenciando uma articulação do então juiz com o procurador, com determinações impróprias para o magistrado, especialmente porque no sistema inquisitorial em que se baseia o Processo Penal Brasileiro, o juiz precisa manter equidistância entre a acusação e a defesa para resguardar a sua imparcialidade. As próprias notas oficiais, hoje, tanto da Procuradoria, como da força tarefa da Lava Jato (e do ex-juiz Moro), não trazem a negativa sobre os diálogos destacados pelo site, repercutidos no Brasil e mundo afora. O que se vê é uma tentativa de desqualificação dos teores, pela forma como os áudios foram adquiridos, ou seja, violando a legalidade da coleta de provas. Pelo visto, Moro e sua equipe  estão provando do mesmo veneno que antes utilizaram como antídoto para viabilizar com mais ímpeto a equipe de trabalho da lava jato, que, embora indispensável para o país, em hipótese alguma, jamais poderia ou poderá ser utilizada com métodos espúrios que violem as regras constitucionais. O futuro da lava jato, pelo visto, não está sendo ameaçado pelo ex-presidente Lula e pelo PT, mas pelos seus próprios integrantes, pelos meios que utilizaram para fazer a sua finalidade ser alcançada de um modo efetivo, recheado de ilegalidades. 

Na sala principal do Teatro 4 de Setembro, ainda a foto da ex-presidente Dilma Rousseff. 

Olha a Dilma aí!

Não se sabe se por esquecimento, desleixo da administração ou tudo está combinado. Mas mesmo tendo sido apeada do poder há exatos dois anos e meio, a ex-presidente Dilma Rousseff ainda está viva, em moldura desgastada, na parede do Teatro 4 de Setembro.
Ela divide o espaço com foto antiga de Wellington Dias e do deputado Fábio Novo, que não é mais o secretário de Cultura.

Correndo o risco

O deputado federal Flávio Nogueira afirma que votará a favor da reforma da previdência se forem revistos pontos como o BPC (Benefício de prestação continuada) e a exclusão trabalhadores rurais do texto original.
A posição do parlamentar contraria direcionamento se seu partido, o PDT, que orientou toda a sua bancada a votar contra a reforma. 
Nogueira disse que sabe que pode ser punido pelo partido, mas irá correr o risco.

Abuso de autoridade

Sobre as supostas conversas vazadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e integrantes da força tarefa da Lava Jato, o governador Wellington Dias reconhece que se trata de vazamentos ilegais, mas afirma que os diálogos revelam um conluio entre as instituições.
O petista quer ainda  a aprovação de projeto de lei que pune o abuso de autoridade. Resta saber o que se vai considerar abuso de autoridade.

Cortando prego

Deltan Dallagnol e os demais procuradores da Lava Jato estão cortando prego. Primeiro, por serem alvo de investigação que pode apontar situação que dará margem à anulação ou suspensão de decisões que já condenaram muita gente.
E o cara ainda se diz imparcial.

Dúvidas

As conversas põem em dúvida as decisões do então juiz Moro e coloca em cheque todo o trabalho dos investigadores da Lava Jato.

Acampamento

Aprovados no concurso para agente penitenciário no ano de 2016 voltaram a acampar em frente ao Palácio de Karnak pedindo nomeação.
Eles cobram a nomeação de 166 aprovados para iniciar o curso de formação, além da nomeação de outros 36 que já concluíram o curso.

Grave erro

O governo precisa, sim, nomear mais agentes penitenciários até porque vai inaugurar um novo presidio (em Altos). Recrutar esse pessoal em presídios onde o contingente já é deficitário é incorrer em grave erro.
A nova penitenciária precisará de no mínimo cem novos agentes.

Encontro normal

O presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar disse que se encontrou com ex-deputado Doutor Pessoa para tratar de futuro. 
Mesmo sem ser filiado ao MDB, Jeová tem trabalhado para manter o médico no palanque do partido. 

Fake News?

O presidente da Câmara de Teresina, se posicionou ainda sobre o que ele diz ser fake news notícia envolvendo um vereador e uma vereadora daquela casa em atividades, digamos, extraparlamentar.
Jeová afirma que as conversas não contribuem com o debate democrático e cobrou a criação de leis federais para combater esse tipo de crime.

Investiga

Não precisa Jeová recorrer ao Congresso para fazer leis. Basta levar o caso à polícia que investigará a origem da noticia, quem está divulgando e até descobrirá quem compartilhou. 
E isso, sim, será mais providencial.

Duplicação

O governador Wellington Dias esteve com Castro Neto, diretor do DER para falar sobre a situação das obras de duplicação das BRs 316 e 343. Dias disse que acertou as condições de retomada das obras BR 343 e já acertou com o consórcio Hidro/ Jurema as condições para retomada dos serviços. 
O Estado tem os recursos, um total de R$74 milhões para as duas BRs.

A crítica do senador

Ontem, na TV Cidade Verde, o senador Ciro Nogueira fez uma crítica à pouca capacidade de articulação política do presidente Bolsonaro. 
O tom da crítica foi até leve para o tamanho do despreparo da liderança parlamentar do governo no Congresso.

O articulador

Pois se Bolsonaro está com essa pouca capacidade de se articular, o governador paulista João Dória está dando um banho de competência na área. 
Dória costura o apoio à previdência com os governadores, neutralizou as críticas e está afastando a ideia de congressistas em deixar a reforma nos estados por conta das Assembleias Legislativas, o que seria um desastre.
Doria pode ajudar mais na reforma que o Planalto

Ping-Pong 
Agora é mais técnica

O irrequieto professor Apurian senta à mesa do café São Braz com Charles do  Murici e discute sobre a aceitação do deputado Flávio Nogueira Jr para voltar à Secretaria de Turismo.

Apurin: “O deputado Flávio só aceitou o convite porque a Secretaria está mais técnica...”
Charles: “Como assim, ‘mais técnica’?”
Apurian: “Vai deixar de construir ruas usando calçamento cabeça de jacaré para ser só paralelepípedo”.

Expressas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) lançou teste seletivo com 334 vagas para contratação temporária de profissionais da área administrativa e da saúde.

As inscrições podem ser efetuadas no período de 26 de junho e 15 de julho de 2019.

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT), de janeiro a maio deste ano, realizou 2.506 atendimentos de pessoas vítimas de queda. 

Há muito tempo surgem boatos de que o ex-juiz Sérgio Moro mantinha conversas pouco republicanas com os investigadores da Procuradoria da República e da polícia federal. Alguns sinais claros de violação de direitos e alguns sinais de manipulações de informações ficaram patentes, antes. Inclusive com o uso indevido de algumas das provas colhidas, como o célebre exemplo do ‘tchau querida’, em que foram vazados as conversas da então presidente Dilma com o ex-presidente Lula, caso que influenciou o Impeachment de Dilma, mas que restou excluído do processo por ordem do Supremo Tribunal Federal, vez que a escuta da presidente fugia da competência do juiz de primeiro grau, e, muito menos, poderia haver a divulgação de áudio, de alçada do STF. Nenhuma reprimenda ao juiz ocorreu, apesar de denunciado inclusive ao CNJ. Da mesma maneira, perto da eleição, foram liberados áudios de pedaços pinçados da delação do ex-ministro Antônio Palocci, que causaram danos para a campanha eleitoral do PT, exatamente na reta final do pleito. Posteriormente, após a eleição de Bolsonaro, Sérgio Moro é escolhido para o Ministério da Justiça, abdicando de mais de 20 anos de magistratura, com aparente compromisso de sua indicação, pelo Presidente da República, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Coincidentemente ou não, Moro levou para a sua equipe do Ministério da Justiça alguns dos seus assessores na Justiça Federal, outros da Procuradoria da República de Curitiba, e colocou para chefiar a Polícia Federal o antigo superintendente do Paraná. Agora, as divulgações do site THE Intercept mostram o vazamento de conversas entre Moro e Deltan Dallagnol, evidenciando uma articulação do então juiz com o procurador, com determinações impróprias para o magistrado, especialmente porque no sistema inquisitorial em que se baseia o Processo Penal Brasileiro, o juiz precisa manter equidistância entre a acusação e a defesa para resguardar a sua imparcialidade. As próprias notas oficiais, hoje, tanto da Procuradoria, como da força tarefa da Lava Jato (e do ex-juiz Moro), não trazem a negativa sobre os diálogos destacados pelo site, repercutidos no Brasil e mundo afora. O que se vê é uma tentativa de desqualificação dos teores, pela forma como os áudios foram adquiridos, ou seja, violando a legalidade da coleta de provas. Pelo visto, Moro e sua equipe  estão provando do mesmo veneno que antes utilizaram como antídoto para viabilizar com mais ímpeto a equipe de trabalho da lava jato, que, embora indispensável para o país, em hipótese alguma, jamais poderia ou poderá ser utilizada com métodos espúrios que violem as regras constitucionais. O futuro da lava jato, pelo visto, não está sendo ameaçado pelo ex-presidente Lula e pelo PT, mas pelos seus próprios integrantes, pelos meios que utilizaram para fazer a sua finalidade ser alcançada de um modo efetivo, recheado de ilegalidades. 

Na sala principal do Teatro 4 de Setembro, ainda a foto da ex-presidente Dilma Rousseff. 

Olha a Dilma aí!

Não se sabe se por esquecimento, desleixo da administração ou tudo está combinado. Mas mesmo tendo sido apeada do poder há exatos dois anos e meio, a ex-presidente Dilma Rousseff ainda está viva, em moldura desgastada, na parede do Teatro 4 de Setembro.
Ela divide o espaço com foto antiga de Wellington Dias e do deputado Fábio Novo, que não é mais o secretário de Cultura.

Correndo o risco

O deputado federal Flávio Nogueira afirma que votará a favor da reforma da previdência se forem revistos pontos como o BPC (Benefício de prestação continuada) e a exclusão trabalhadores rurais do texto original.
A posição do parlamentar contraria direcionamento se seu partido, o PDT, que orientou toda a sua bancada a votar contra a reforma. 
Nogueira disse que sabe que pode ser punido pelo partido, mas irá correr o risco.

Abuso de autoridade

Sobre as supostas conversas vazadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e integrantes da força tarefa da Lava Jato, o governador Wellington Dias reconhece que se trata de vazamentos ilegais, mas afirma que os diálogos revelam um conluio entre as instituições.
O petista quer ainda  a aprovação de projeto de lei que pune o abuso de autoridade. Resta saber o que se vai considerar abuso de autoridade.

Cortando prego

Deltan Dallagnol e os demais procuradores da Lava Jato estão cortando prego. Primeiro, por serem alvo de investigação que pode apontar situação que dará margem à anulação ou suspensão de decisões que já condenaram muita gente.
E o cara ainda se diz imparcial.

Dúvidas

As conversas põem em dúvida as decisões do então juiz Moro e coloca em cheque todo o trabalho dos investigadores da Lava Jato.

Acampamento

Aprovados no concurso para agente penitenciário no ano de 2016 voltaram a acampar em frente ao Palácio de Karnak pedindo nomeação.
Eles cobram a nomeação de 166 aprovados para iniciar o curso de formação, além da nomeação de outros 36 que já concluíram o curso.

Grave erro

O governo precisa, sim, nomear mais agentes penitenciários até porque vai inaugurar um novo presidio (em Altos). Recrutar esse pessoal em presídios onde o contingente já é deficitário é incorrer em grave erro.
A nova penitenciária precisará de no mínimo cem novos agentes.

Encontro normal

O presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar disse que se encontrou com ex-deputado Doutor Pessoa para tratar de futuro. 
Mesmo sem ser filiado ao MDB, Jeová tem trabalhado para manter o médico no palanque do partido. 

Fake News?

O presidente da Câmara de Teresina, se posicionou ainda sobre o que ele diz ser fake news notícia envolvendo um vereador e uma vereadora daquela casa em atividades, digamos, extraparlamentar.
Jeová afirma que as conversas não contribuem com o debate democrático e cobrou a criação de leis federais para combater esse tipo de crime.

Investiga

Não precisa Jeová recorrer ao Congresso para fazer leis. Basta levar o caso à polícia que investigará a origem da noticia, quem está divulgando e até descobrirá quem compartilhou. 
E isso, sim, será mais providencial.

Duplicação

O governador Wellington Dias esteve com Castro Neto, diretor do DER para falar sobre a situação das obras de duplicação das BRs 316 e 343. Dias disse que acertou as condições de retomada das obras BR 343 e já acertou com o consórcio Hidro/ Jurema as condições para retomada dos serviços. 
O Estado tem os recursos, um total de R$74 milhões para as duas BRs.

A crítica do senador

Ontem, na TV Cidade Verde, o senador Ciro Nogueira fez uma crítica à pouca capacidade de articulação política do presidente Bolsonaro. 
O tom da crítica foi até leve para o tamanho do despreparo da liderança parlamentar do governo no Congresso.

O articulador

Pois se Bolsonaro está com essa pouca capacidade de se articular, o governador paulista João Dória está dando um banho de competência na área. 
Dória costura o apoio à previdência com os governadores, neutralizou as críticas e está afastando a ideia de congressistas em deixar a reforma nos estados por conta das Assembleias Legislativas, o que seria um desastre.
Doria pode ajudar mais na reforma que o Planalto

Ping-Pong 
Agora é mais técnica

O irrequieto professor Apurian senta à mesa do café São Braz com Charles do  Murici e discute sobre a aceitação do deputado Flávio Nogueira Jr para voltar à Secretaria de Turismo.

Apurin: “O deputado Flávio só aceitou o convite porque a Secretaria está mais técnica...”
Charles: “Como assim, ‘mais técnica’?”
Apurian: “Vai deixar de construir ruas usando calçamento cabeça de jacaré para ser só paralelepípedo”.

Expressas

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) lançou teste seletivo com 334 vagas para contratação temporária de profissionais da área administrativa e da saúde.

As inscrições podem ser efetuadas no período de 26 de junho e 15 de julho de 2019.

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT), de janeiro a maio deste ano, realizou 2.506 atendimentos de pessoas vítimas de queda. 

Sim, mas e as soluções? A necessária reforma