Direto da Redação: o voto desta eleição não anuncia preferência

A grande dúvida é saber se as lideranças ainda carregam seus eleitores

Voto escondido

O Piauí pode estar entrando numa eleição diferente das anteriores. Mais silenciosa, menos apaixonada e com um eleitor que talvez só revele sua verdadeira escolha diante da urna. É o chamado voto escondido: aquele que não vai para a rua, não coloca adesivo e não anuncia preferência.

Foto: Montagem gerada por IARafael Fonteles e Joel Rodrigues
Rafael e Joel: a disputa para saber se as lideranças garantem o voto do eleitor

Apostas nas lideranças

O governo apostou pesado no chamado voto de liderança. Prefeitos, vereadores, deputados, ex-prefeitos e lideranças locais formam uma ampla rede de apoio à reeleição de Rafael Fonteles.
É uma campanha fortemente ancorada no poder político, administrativo e financeiro.

Liderança não é eleitor

A grande dúvida é saber se essas lideranças ainda carregam seus eleitores. Uma coisa é o prefeito declarar apoio. Outra é conseguir transferir integralmente esse apoio para a urna. É justamente aí que pode estar uma das maiores incógnitas da eleição.

Outro PT

O PT que levou Wellington Dias ao poder tinha outra lógica. Era um partido conectado a sindicatos, associações de bairro, movimentos sociais, comunidades rurais, organizações populares e comunidades eclesiais de base. Havia militância, sentimento de pertencimento e mobilização espontânea.

Foto: ReproduçãoWellington Dias
Wellington Dias era do PT conectado a sindicatos, associações de bairro…

Conexão perdida

A atual equipe política do governo parece ter se afastado justamente desses setores que historicamente ajudaram o PT a crescer no Piauí. Ao privilegiar grandes alianças e estruturas de poder, acabou reduzindo a presença nos movimentos sociais e nas bases populares.

Sem povo

Nos eventos de campanha, o que se vê com frequência são autoridades, ocupantes de cargos, aliados, candidatos, aderentes e pessoas ligadas à estrutura política. Falta aquele componente que sempre marcou campanhas petistas: povo mobilizado por sentimento político.

Adesivo por convicção

Campanha popular se mede também nos pequenos sinais. No carro adesivado espontaneamente. Na bandeira colocada na porta de casa. Na pessoa que vai ao evento sem convocação de liderança. Hoje, esses sinais parecem menos presentes do que em antigas campanhas do PT.

Datafolha

O Datafolha divulgado nesta semana colocou Rafael Fonteles com 55% na pesquisa estimulada, enquanto Joel Rodrigues aparece com 25%. Rafael segue liderando com vantagem, mas o levantamento reduziu aquela sensação de eleição absolutamente resolvida que havia meses atrás.

O dado que chama atenção

Na pesquisa espontânea, 33% dos eleitores ainda aparecem indecisos. É um número relevante justamente porque ajuda a dimensionar o tamanho do silêncio eleitoral. Há uma parcela expressiva do eleitorado que ainda não revela espontaneamente para onde pretende ir.

A ironia

Rafael chegou ao poder impulsionado por uma tradição política cuja maior força sempre foi a capilaridade popular. Agora, sua campanha se apoia justamente no caminho inverso: mais engenharia política, mais lideranças e menos mobilização orgânica.

Quem vai às urnas?

O eleitor silencioso não discute com prefeito, não confronta vereador e não participa de carreata. Apenas observa. Pode declarar apoio ao candidato da liderança quando perguntado, pode permanecer calado ou simplesmente fugir da política.
Na urna, porém, estará sozinho.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilTSE afirma que sistemas das urnas passam por lacração e auditorias antes das eleições.

A pergunta

A campanha governista tem praticamente todas as grandes lideranças políticas do Estado.
Resta saber se tem também os eleitores dessas lideranças.
A resposta não estará nas fotos dos palanques.
Estará na urna.

Sai daí!

O ministro Nunes Marques precisa, agora, antes de tudo, cercar-se de bons conselheiros.
Afastar-se dos advogados interesseiros, que certamente encheram as burras à sua sombra.

Foto: Luiz Roberto/TSEMinistro Kassio Nunes Marques
Ministro Kassio Nunes Marques

Congresso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, voltou ao centro das discussões políticas em razão de pautas que aguardam encaminhamento na Casa. Entre os temas estão propostas relacionadas à escala 6x1 e questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Alcolumbre afirmou anteriormente que a votação da proposta sobre a jornada de trabalho ocorreria após as eleições.

Foto: Ascom Davi Alcolumbre/DivulgaçãoDavi Alcolumbre
Davi Alcolumbre

Pesquisa

Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21) mostrou uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Segundo a Reuters, a diferença registrada ficou dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando empate estatístico.

Soberania

A soberania brasileira será um dos temas previstos para o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU. Segundo a Reuters, o presidente deverá condenar tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro.

Alemanha

As eleições regionais na Alemanha provocaram forte repercussão política nesta segunda-feira (21). A AfD ficou em primeiro lugar em Mecklenburg-Vorpommern, enquanto o partido também avançou em Berlim. O resultado aumentou a pressão sobre o governo do chanceler Friedrich Merz.

Rússia

O partido governista Rússia Unida obteve 57,83% dos votos na eleição parlamentar, com mais de 95% das cédulas contabilizadas, segundo a Comissão Eleitoral Central. O resultado garante ao grupo 355 das 450 cadeiras da Duma, mantendo sua maioria constitucional.

Ucrânia

Um ataque russo com drones na região de Kyiv matou quatro civis, incluindo três crianças, segundo autoridades ucranianas. A ofensiva também atingiu outras áreas do país e provocou danos a estruturas residenciais e industriais.

Iêmen

Combatentes houthis avançaram sobre áreas estratégicas do Iêmen em uma tentativa de ampliar o controle sobre regiões próximas ao litoral do Mar Vermelho. Segundo a Reuters, o movimento ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e aumenta as preocupações sobre a segurança das rotas de energia.

Irã

A tensão entre Estados Unidos e Irã continua afetando a navegação e o mercado de energia. Dados divulgados nesta segunda-feira (21) mostram que apenas 17 embarcações de commodities atravessaram o Estreito de Ormuz durante o fim de semana, contra 37 na semana anterior.

Petróleo

Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira (21), em meio à expectativa de avanços diplomáticos envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã e à recuperação parcial das exportações sauditas. O Brent chegou a operar próximo de US$ 100 por barril.

China

O presidente chinês Xi Jinping se prepara para encontrar Donald Trump em Washington nesta semana. Segundo a Reuters, comércio, inteligência artificial e questões geopolíticas estão entre os temas que devem entrar na agenda do encontro marcado para quinta-feira (24).

Voto declarado?


Servidores da prefeitura de Oeiras estariam sendo pressionados a mando do prefeito Hailton a declarar votos em suas redes sociais e adesivar carros com nome e número de candidatos nestas eleições contra a vontade pessoal dos funcionários. 
Ameaças de futuro desligamento de terceirizados e comissionados, perseguição administrativa por meio de fiscalização a familiares em comércios locais e todo tipo assédio moral feitos pessoalmente e via WhatsApp já estariam em posse do MP eleitoral.

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