Pediatras alertam sobre brinquedos de IA e segurança
Sociedade Brasileira de Pediatria emite alerta sobre IA
A presença crescente de brinquedos equipados com inteligência artificial nas prateleiras tem gerado preocupações entre especialistas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta chamando a atenção para os riscos que esses produtos podem representar para crianças e adolescentes.
Os brinquedos modernos, capazes de interagir e até simular emoções, são alvo de um novo comunicado da SBP. O objetivo é conscientizar pais e responsáveis sobre a importância de avaliar cuidadosamente esses produtos antes da compra, especialmente aqueles que utilizam IA generativa.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Esses sistemas avançados são capazes de reconhecer voz e imagem, adaptar respostas e manter conversas não totalmente pré-programadas. Isso pode gerar percepções equivocadas nas crianças, levando-as a ver a IA como uma amiga ou cuidadora.
Preocupações com segurança
A SBP destaca que dispositivos conectados podem acessar dados pessoais através de microfones e câmeras embutidos, além de se conectar à internet. Isso levanta questões sobre privacidade e o uso dos dados coletados.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também expressou preocupações com os chamados "companheiros de IA", que incentivam interações contínuas e podem impactar negativamente a saúde mental dos jovens.
Orientações aos pais
Para ajudar as famílias na escolha desses brinquedos, a SBP sugere algumas perguntas fundamentais: qual é o valor agregado da tecnologia à brincadeira? A criança participa ativamente? Como o produto coleta e utiliza informações?
- O dispositivo possui câmera ou microfone?
- É necessária conexão com a internet?
- Quais dados são registrados e como são utilizados?
Caso essas informações não sejam claras ou acessíveis, o conselho é não adquirir o produto.
Papel dos fabricantes
A entidade também frisa que fabricantes devem fornecer informações detalhadas sobre riscos à privacidade e segurança dos dados. As famílias têm direito de exigir correção ou eliminação dos dados coletados indevidamente. Em casos problemáticos, é possível recorrer ao Procon ou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).