Lula e Flávio autorizam abertura de sigilos e aguardam decisão de Mendonça

Documento prevê divulgação simultânea dos dados dos candidatos em página de acesso público

Por Redação do Portal AZ,

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um acordo para a abertura total e simultânea de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O documento prevê a divulgação das informações em uma página de acesso público, mas a medida ainda depende da análise do ministro André Mendonça, relator do pedido.

Segundo a CNN Brasil, Lula assinou digitalmente o texto, enquanto a advogada Maria Claudia Bucchianeri assinou em nome de Flávio, por procuração. Na manifestação conjunta, os candidatos informam que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio apresentado à Justiça Eleitoral. O acordo sucede as petições individuais em que cada campanha condicionava a divulgação dos próprios dados à abertura das informações do adversário.

A concordância formal amplia o compromisso anunciado anteriormente pelas equipes. A campanha de Lula aceitou as 19 exigências apresentadas por Flávio, que incluem informações sobre familiares, empresas, despesas da Presidência e pessoas próximas ao petista. Entre os dados solicitados estão os de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, os do Instituto Lula e registros relacionados ao uso de cartões corporativos.

Um dos pontos de divergência foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa do advogado Willer Tomaz. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a equipe de Flávio tentou deixar a companhia fora do entendimento, mas concordou com sua inclusão depois da cobrança dos representantes petistas. A defesa do senador nega que ele tenha participação econômica ou societária na empresa.

A própria Alcazar protocolou uma petição no TSE aceitando abrir o sigilo de suas contas. No documento, a companhia declarou que Willer Tomaz é seu único sócio e negou que Flávio tenha sido sócio, administrador ou beneficiário. A manifestação responde à cobrança pela divulgação dos registros da empresa, mencionada em documentos da Polícia Federal sobre possíveis relações financeiras entre o advogado e o senador.

Apesar da assinatura, os representantes de Flávio disseram que pretendem conferir se o material apresentado por Lula atende a todas as exigências. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, afirmou Bucchianeri em entrevista no tribunal. A campanha do PL também indicou Deltan Dallagnol para analisar os documentos e informou que encaminharia as autorizações solicitadas até as 23h59 desta quinta-feira.

A discussão começou no debate da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos dele e de familiares. O petista formalizou a proposta na terça-feira (20), e o senador respondeu na quarta com as condições adicionais. O entendimento foi apresentado a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

Fonte: Com informações da CNN Brasil

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