Déficit de estatais federais bate recorde histórico
Déficit das estatais federais atinge R$ 8,5 bilhões em 2026.
As estatais federais enfrentam um cenário financeiro crítico em 2026, com um déficit acumulado de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro. Este valor, divulgado pelo Banco Central, representa o pior desempenho para o período desde 2002.
Os Correios se destacam negativamente, acumulando prejuízos por 15 trimestres seguidos e somando perdas de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano. A situação dos Correios é um dos principais fatores que agravam as contas das empresas públicas.
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O governo federal já prevê que as estatais continuarão operando no vermelho até pelo menos 2030, conforme indicado no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 enviado ao Congresso. Esta previsão é reforçada pela análise da Instituição Fiscal Independente (IFI), que observa uma deterioração financeira preocupante em várias empresas estatais.
O levantamento do Banco Central abrange diversas empresas como Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. Importante notar que gigantes como Petrobras e Eletrobras não são incluídas nestes cálculos.
Em comparação ao passado recente, o rombo atual supera o déficit anual recorde anterior de R$ 6,73 bilhões registrado em 2024. Este panorama financeiro preocupante aumenta os riscos para o Tesouro Nacional.