Fim da escala 6x1 avança no Senado e pode reduzir jornada semanal de trabalho
PEC prevê limite de 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado sem corte salarial
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, entrou em uma etapa decisiva de tramitação no Senado Federal. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, está em discussão no plenário e tem votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14). A proposta prevê reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além de garantir dois dias de descanso remunerado por semana.
Antes da votação, os senadores precisam concluir cinco sessões de discussão previstas no rito regimental. A quarta sessão está marcada para esta terça-feira (13), enquanto a quinta deve ocorrer na quarta-feira, antes da análise do texto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que pretende conduzir a tramitação respeitando as regras da Casa. A base governista, por sua vez, articula a possibilidade de um calendário especial para acelerar a votação e tentar concluir a análise ainda em outubro.
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Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação. Caso seja aprovada na primeira etapa, a proposta ainda terá de passar por novas sessões de discussão antes do segundo turno, a menos que o plenário aprove um procedimento especial para acelerar o calendário. Se o Senado aprovar o texto sem alterações em relação à versão votada pelos deputados, a emenda poderá ser promulgada pelo Congresso. Se houver mudanças, a matéria precisará retornar à Câmara para nova análise.
A proposta busca substituir gradualmente o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso por uma jornada semanal menor, com dois dias de folga remunerada. A mudança poderá afetar a organização das escalas de trabalho em diferentes setores da economia, mas ainda depende da aprovação final do Congresso para entrar em vigor. O avanço da PEC ocorre em meio ao debate nacional sobre a jornada de trabalho, o tempo de descanso e os possíveis impactos das alterações para trabalhadores e empregadores.
Fonte: Correio Braziliense