Governo Trump apoia eleições livres no Brasil e defende sanções contra Moraes

As declarações constam em uma carta do Departamento de Estado norte-americano divulgada nesta sexta-feira (16).

Por Redação,

O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, declarou apoio à realização de eleições livres e justas no Brasil e voltou a defender medidas adotadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). As declarações constam em uma carta do Departamento de Estado norte-americano divulgada nesta sexta-feira (16). 
 

Foto: AFPDonald Trump
Donald Trump

O documento foi assinado por Katherine Bowles, secretária-assistente do Escritório de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, em resposta a questionamentos enviados em setembro por 30 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.

Os parlamentares, liderados pela deputada Delia Ramirez, pediram esclarecimentos sobre a atuação do governo norte-americano em relação ao Brasil durante o processo eleitoral e questionaram se os Estados Unidos reconheceriam o resultado da eleição presidencial.

Na resposta, o Departamento de Estado afirmou que o país apoia o direito dos brasileiros a um processo eleitoral livre e justo. A carta, porém, não apresentou um compromisso explícito de reconhecimento do resultado das urnas. 

Governo dos EUA justifica medidas contra Moraes

Na correspondência, o governo Trump também defendeu as sanções aplicadas a Alexandre de Moraes em 2025 com base na Lei Magnitsky. A medida contra o ministro foi retirada em dezembro daquele ano.

O Departamento de Estado alegou que Moraes teria cometido graves violações de direitos humanos e restringido a liberdade de expressão. A pasta também afirmou que o ministro teria autorizado prisões preventivas injustificadas e determinado a suspensão de contas em plataformas digitais por meio de ordens sigilosas.

As declarações representam a posição do governo norte-americano sobre a atuação do magistrado.

PCC e Comando Vermelho

O documento também justificou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pela administração norte-americana. Segundo o Departamento de Estado, os grupos são violentos, possuem milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra agentes de segurança, autoridades e civis brasileiros.

A pasta afirmou ainda que as duas facções mantêm redes criminosas que se estendem aos Estados Unidos e que as medidas fazem parte da estratégia do governo Trump para combater organizações criminosas na região. 

Ao final da carta, o Departamento de Estado informou que pretende manter o diálogo com a população brasileira, o setor privado e o governo eleito para tratar de segurança, comércio, investimentos e cooperação entre os dois países.

Fonte: Portal AZ

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